domingo, 30 de junho de 2013

Ainda não somos os melhores do mundo, mas já ganhamos deles

Não vi com atenção o primeiro gol do Brasil. Estava ligando para a GVT porque o sinal não estava funcionando na televisão da sala. Afinal, final de campeonato se assiste na TV para quem não tem condição de ir ao Estádio e gosta de festa pra assistir em qualquer "telão", que pode ter por aí. De qualquer forma, se o gol do Brasil saiu com menos de dois minutos de jogo, não foi por acaso: foi um misto de tática, competência, vontade e sorte.

A sorte da bola sobrar e não bater nos braços de um Fred, que mesmo caído, colocou o Brasil em vantagem, coroou a percepção meio óbvia e que tantos falavam que Luiz Felipe Scolari fez o time brasileiro seguir à risca: marcar o "tiki taka" espanhol sob pressão. Nessa hora, já me sentia triste por estar com o telefone colado na orelha e a seleção quase marcar (dessa vez com meu jogador preferido do time) Oscar, que dentro da área chutou rasteiro pelo lado direito de Casillas. 
Brasil leva pela terceira vez consecutiva a Copa das Confederações FOTO: Daniel Ramalho/Terra
Pouco antes a torcida gritava "O campeão voltou". Eram quase 73.531 mil vozes no Maracanã apoiando a seleção brasileira. O mesmo "Maraca" no qual 199 854 mil pessoas sofreram com o "Maracanazo" em 1950 e passou por uma grande e contestada reformulação para se adequar ao "Padrão Fifa". Hoje, não era só quem estava no Maracanã que viu a seleção, mas sim o Brasil inteiro, o mesmo Brasil que cerca de uma semana antes protestava com veemência, apoiava o time. O mesmo Brasil, mas certamente (assim espero) não as mesmas pessoas. 

Com 13 minutos, as vozes gritaram "Uuuuhhh", quando Paulinho viu o goleiro adiantado e tentou o chute por cobertura, chute que Casillas defendeu com segurança. A Espanha estava surpresa, acuada e pressionada. Pressionada por um estádio inteiro e que só chegou ao gol de Júlio César aos 19 minutos num chute de Iniesta. Antes ou depois desse lance, Neymar sentiu um toque por cima, caiu e segurou a perna. Era contra-ataque, o passe foi meio forte, mas dava para correr e alcançar, preferiu ver o amarelo para Arbeloa.

Depois, mais duas chances para o Brasil, uma com Fred e outra com Hulk, de falta, mas o dois a zero quase saiu no contra-ataque que Neymar partiu com a bola e tocou precisamente para Fred, que do jeito que veio, chutou de primeira, mas não conseguiu tirar de Casillas e o chute foi no meio do gol. Mas oito minutos depois, aos 40, a Espanha pegou a defesa brasileira desprevenida e Mata tocou para Pedro sozinho na direita. O camisa onze ajeitou para tocar no canto certo e tirou de Júlio César, mas David Luiz estava lá para tirar a bola praticamente de dentro do gol. A torcida vibrou, mas apenas Júlio César agradeceu, o problema foi lá atrás e ele não poderia ter acontecido.

Naquela altura, se o Brasil levasse o gol, a Espanha iria - a poucos minutos do intervalo - empolgada para o segundo tempo. E a história que se concretizou no final, poderia ser outra. Poderia ser um Brasil e Holanda em 2010. Poderia. Porque em 2010, havia vuvuzela. Em 2013, e em 2014, havia torcida. A torcida que cantou e apoiou a seleção. Em número muito maior, pelo Brasil inteiro, a "torcida" era para ver um Brasil melhor e o meio para isso acontecer, foram protestos e manifestações.

Mas como Ronaldo disse, o Brasil precisava marcar mais um para deixar o Brasil empolgado e não dar chance para os espanhóis. Dito e feito. No contra-ataque, Oscar tocou para Neymar na esquerda que na linha da grande área devolveu para Oscar. O camisa 10 dominou e esperou pelo momento certo para tocar para Neymar que tinha ido à frente da linha de defensores da Espanha e depois voltou, saindo do impedimento para dominar ajeitando a bola e chutar forte de esquerda, sem chances para Casillas. 

Era o gol que colocava o Brasil com uma mão na taça - mas ainda havia 45 minutos e não foi a toa que a Espanha venceu um mundial e duas Eurocopas. A imagem das intermediações do Maracanã - onde antes do início da partida havia sido local de "guerra" entre polícia e manifestantes - apenas com os carros da polícia, também chamam a atenção. Até aqueles manifestantes pararam para ver o jogo? Não sei. Mas espero que não parem (os protestos corretos) com uma taça levantada no país do futebol, mas país também da injustiça.

Injustiça que não ocorreu com a Espanha, como nas disputas de copa do mundo anteriores, no qual a "fúria" ou "roja", como preferirem, perdeu com más atuações dos árbitros. Apesar de algumas faltas marcadas e amarelos sofridos - o que originou a saída de Arbeloa e entrada de Azpilicueta. E o lateral deu o espaço necessário para Fred fazer o terceiro com dois minutos de jogo e praticamente sacramentar a vitória brasileira:  se o placar fosse revertido, não seria necessário ser jogo de Copa do Mundo para ser algo pior do que o Maracanazo. Há um ano da copa, a moral brasileira seria muito abalada. Mas não foi. Voltando ao jogo, Hulk recebeu de Marcelo, após Oscar se trombar espanhol e passou para Neymar que passou da bola, deixando para Fred que de primeira, na linha da grande área, tocou colocado e rasteiro no canto esquerdo do gol.

E a torcida voltava a cantar "O campeão voltou". E o Brasil, depois de muito tempo, voltava a jogar muito bem, isso há um ano da copa. O mesmo Brasil que parou para sair às ruas durante toda a Copa das Confederações para protestar contra tudo de errado que ocorre há anos no país. E diante de apoios, críticas desnecessárias "repensadas" e seguidas de apoios, o país do futebol, o país da copa, era o país dos manifestantes que nessa tarde altura não queriam nem a copa, queriam um país mais justo, digno e correto.

E alegre. Mais alegre do que é, mesmo diante das dificuldades. Alegre como seguiu os minutos seguintes da partida. Alegria que parou quando Marcelo tocou na perna de Jesús Navas dentro da área e o mesmo se jogou, como se fosse Neymar. Pênalti para o time de Xavi e Iniesta, Torres e Mata, mas que o zagueiro Sérgio Ramos bate. Pra fora. O chute passou perto da trave, se fosse no gol, Júlio César poderia pegar o chute do mesmo jogador que bateu bem nas penalidades fatais contra a Itália.

Três minutos depois a Espanha chegou num chute de Iniesta. O Brasil respondeu em seguida. De Thiago Silva para Fred no meio campo, para Neymar que lançou de primeira Hulk, que tentou por cobertura, mas Casillas já estava bem em cima do lance. A torcida já gritava "Olé" aos 18 minutos de jogo, quando Neymar fez Marcelo correr até a linha de fundo e o viu tentar o gol, ao invés de cruzar para Fred na área, a função de um lateral. Quatro minutos depois, a cor que quase sempre aparece em jogos como esse. Contra-ataque da seleção, dois contra dois, Neymar com a bola, Fred do outro lado atrás de Jordi Alba, seu marcador, mas era Neymar. O camisa 10 tenta se livrar de Piqué partindo pelo seu lado esquerdo e, mais rápido, é parado por baixo pelo zagueiro. Expulso. Na cobrança de falta de Neymar, a bola passou perto, por cima do gol.

Nem Jesús Navas que havia entrado no início do segundo tempo e depois David Villa, fizeram a diferença no time espanhol. Enquanto que no Brasil, Hulk, Fred e Paulinho, saíram satisfeitos e agraciados pela torcida, dando lugar a Jadson, Jô e Hernanes, respectivamente. Depois o que eu vi foi Júlio César aparecer. Primeiro num chute de Pedro, dentro da área. Depois no chute colocado de David Villa, já aos 41 minutos. Era o último suspiro da "fúria". O fôlego havia acabado, enquanto que no time do Brasil, mesmo marcando sob pressão, em cima, jogando com vontade, com raça e correndo do início ao fim, o fôlego sobrava, muito pelo mar amarelo presente na arquibancada do Maracanã.

O novo Maracanã. Estádio que foi palco do retorno do bom futebol da seleção brasileira, um futebol que há muito tempo não se via e a muito tempo se pede. Um futebol que levantou a quarta taça da Copa das Confederações e que espera não cair na maldição do torneio, que ainda não coroou o vencedor com a conquista da Copa do Mundo. 

*Não parou por aí, amanhã tem mais. 

sábado, 22 de junho de 2013

Brasil vence Itália: bastante disputado, jogo de seis gols tem dois de Fred e um de falta de Neymar

Itália 2 x 4 Brasil



A primeira colocação do grupo foi assegurada, para o alivio do técnico Luis Felipe Scolari que demonstrou isso após o apito do juiz. Dois gols de Fred, um de Neymar de falta e outro de Dante, o primeiro, deram a vitória ao Brasil diante de uma aguerrida Itália que lutou até o fim. Giaccherini e Chiellini, em lance confuso, marcaram para os italianos na Arena Fonte Nova, em Salvador, e ficaram com a segunda colocação do grupo.

O primeiro tempo de partida foi bastante faltoso. As duas equipes não queriam deixar o adversário jogar e quatro cartões amarelos saíram. Porém, no último lance do primeiro tempo, Dante aproveitou o rebote de Buffon para deixar o Brasil à frente do marcador antes do intervalo. Na volta, a Itália empatou com Giaccherini após lançamento de Buffon. Porém, quatro minutos depois, Neymar apareceu. Em bela cobrança de falta, o camisa dez colocou a seleção na frente.
Em jogo de muitas faltas e de seis gols, Brasil vence Itália FOTO: Ricardo Matsukawa/Terra
Disputada, a partida seguiu e, aos 31 minutos, Fred recebeu lançamento de Marcelo e ampliou o marcador para a seleção. Todavia a diferença no placar durou pouco, já que cinco minutos depois, Chiellini diminuiu e a partir daí a Itália foi para cima. Sem sucesso. A um minuto do fim, Fred aproveitou o rebote de Buffon e deu a vitória ao Brasil, assim como a primeira colocação do grupo, livrando de pegar a Espanha antes de uma possível final.

Jogo
A pressão que Felipão pediu quase deu certo. O jogo começou quente com duas roubadas de bola na defesa italiana e numa delas Hulk chutou forte dentro da área exigindo boa defesa de Buffon. Depois, dois escanteios para o Brasil e duas cobranças de falta para a Itália. Porém, a desejada pressão brasileira ficou nisso, com a Itália tentando o jogo, mas sofrendo muitas faltas dos brasileiros. 

Somente aos 16 minutos a Itália conseguiu chegar sem susto no gol do Brasil. Marchisio ganhou de Daniel Alves na esquerda e conseguiu fazer o cruzamento. Com os pés, mas bem marcado, Balotelli não acertou um bom chute que foi para fora. A seleção teve chance em cobrança de falta, mas foi na sequência do lance que o Brasil chegou, só que Fred estava impedido.

A troca de passes do time brasileiro procurava um espaço para chegar ao gol de Buffon e depois de receber no meio, Oscar deu um belo passe de calcanhar para Neymar que, de esquerda, chutou cruzado para fora quando o placar marcava 23 minutos de jogo. O jogo seguiu equilibrado e também faltoso. Neymar chegou mais forte em cima de Abate que sentiu o ombro e teve de ser substituído por Maggio. Pouco antes Montolivo também havia saído para dar o lugar a Giaccherini.

A posse de bola do Brasil era maior com quase 40 minutos jogados. Mais de 60% durante o jogo, mas sem ser envolvente apesar da forte marcação italiana, algo cometido também pelo Brasil, com muitas faltas. Faltando três minutos para o término do primeiro tempo, Neymar tabela bem com Fred, mas o chute da frente da meia lua parou na defesa italiana com Fred pedindo o passe. 

Em mais uma cobrança de falta para a seleção, o gol. Neymar alçou a bola na área e Fred consegue o cabeceio. Buffon defende, mas Dante, nas costas de De Sciglio e que havia entrado no lugar do lesionado David Luiz, está lá para colocar a bola para o fundo do gol, para a alegria dos torcedores baianos e do zagueiro que nasceu lá. Com o gol no último minuto, o Brasil foi para o intervalo com a vantagem  no placar.

Nem dois minutos de jogo e o Brasil chegou ao gol italiano. Dessa vez em tabela entre Oscar e Fred que serviu de pivô, mas viu Oscar pegar fraco na bola para defesa fácil de Buffon. Pouco depois, mais uma vez Neymar na cobrança de falta, mas dessa vez o impedimento foi marcado antes. No minuto seguinte, Buffon cobrou o lance livre e em três passes - primeiro Aquilani, depois Balotelli, de calcanhar no alto -, Giaccherini entrou na área sozinho pela direita e chutou forte, cruzado, sem chances para Júlio César.

Na sequência, aos oito minutos, Neymar cai na entrada da área e o juiz apita falta. Na cobrança, o camisa 10 coloca a bola no canto esquerdo de Buffon, que não esperava o chute ali. Brasil na frente novamente com um gol de falta, algo que não acontecia desde outubro de 2011.

Sem assustar e sem levar sustos, o Brasil comandava a partida até aos 20 minutos. Aos 21, Marcelo lançou Fred no ataque e o camisa nove agiu como tal. Dominou a bola, protegeu-a da marcação de Chiellini e, de esquerda, chutou forte para marcar três a um para a seleção. Só que o placar durou pouco. Após a cobrança de escanteio, a bola cai nos pés de Balotelli que sofre um puxão de Luiz Gustavo. Aquilani se adiantou até a bola e tocou para trás, pra Chiellini - nessa hora o juiz apitava o pênalti - e o zagueiro acertou um chute triscado que entrou no canto do gol e diminuiu o marcador. Nem Chiellini correu com firmeza quando viu o juiz virado para a linha central com o braço esticado, mas a Itália diminuiu antes de El Shaarawy entrar aos 27 minutos.

A garra italiana não deixava os brasileiros em paz e o gol fez os italianos passarem mais tempo com a bola. Há dez minutos do fim, cobrança de escanteio e Maggio acertou o travessão. Dois minutos depois nova chance para os italianos dessa vez em cobrança de falta. Bem ensaiado, da direita Candreva tocou rasteiro na entrada da área para Balotelli que chutou perto do gol.

Bastante disputado, o final da partida ainda reservava mais. E quando a Itália ia para o ataque, roubada de bola do Brasil, Fernando intercepta e Bernard pega a bola na esquerda. Vê Marcelo entrando na área e o lateral chuta, Buffon defende, mas bem posicionado, na mesma linha da defesa, Fred está lá para colocar a bola pra dentro do gol e dar a vitória ao Brasil aos 88 minutos de jogo.

A torcida presente na Fonte Nova já cantava, alegre com o futebol que viu e com mais uma boa vitória conquistada. O árbitro apita o final do jogo, para a alívio do técnico Luis Felipe Scolari. O resultado dá o primeiro lugar para o Brasil que deixa de ter a Espanha como uma possível adversária. 

Ficha Técnica
Itália 2 x 4 Brasil
Local: Arena Fonte Nova
Data: 22 de junho de 2013, sábado
Horário: 16h00 (de Brasília)
Árbitro: Ravshan Irmatov (UZB)
Cartões amarelos: David Luiz, Neymar, Marchisio e Luiz Gustavo.
Cartões vermelhos: Nenhum
Gols: Dante aos 45+1, Giaccherini aos 51, Neymar aos 55, Fred aos 66, Chiellini aos 71 e Fred aos 89.

Leia Mais

Times
football formations
Brasil: Luis Felipe Scolari - 4-2-3-1 | Itália: Cesare Prandelli - 4-2-3-1

Opinião:

sábado, 15 de junho de 2013

Em boa atuação do Brasil, seleção faz três no Japão em jogo com manifestações e vaias


 Brasil 3 x 0 Japão


A esperada estreia brasileira deu tudo certo no Estádio Mané Garrincha. Com dois gols no início de cada tempo e um no último minuto, o Brasil goleou o Japão por três a zero. Um tanto quanto sumida, a equipe do Japão pouco fez diante do bom jogo que a seleção brasileira fez. 

Quem ainda estava procurando o seu lugar na arquibancada, não deve ter visto Neymar acertar um belo chute da entrada da área após ajeitada de Fred. A bola acertou o ângulo do gol e deu calma a equipe de Luis Felipe Scolari. As tentativas brasileiras continuaram, mas sem muita eficiência. O Japão não conseguia passar pela defesa brasileira, algo que continuou no segundo tempo, mesmo após Paulinho aproveitar o cruzamento de Daniel Alves e marcar um belo gol. Após várias substituições, a cara do jogo não mudou e ainda deu tempo para Jô marcar o terceiro gol brasileiro, após belo passe de Oscar.
Neymar abriu o placar logo aos três minutos depois de Fred ter ajeito a bola FOTO: AP
Era dia de festa, dentro de campo. Fora dele, manifestações de brasileiros e para evadir esse pessoal, a polícia começou a agir do seu jeito. Muitos torcedores enfrentaram longas filas para pegar o ingresso comprado pela internet e, por esse motivo, algumas lugares vermelhos - que são as cores da cadeira do estádio - puderam ser vistos. Antes do apito inicial do árbitro, Joseph Blatter e Dilma Rousseff foram abrir oficialmente a Copa das Confederações e, antes do presidente da FIFA começar a falar, as vaias ecoaram no estádio e o dirigente chegou a pedir fair play para os torcedores. 

Jogo
Após os dois amistosos realizados contra Inglaterra e França, no qual Luis Felipe Scolari testou dois posicionamentos diferentes, para a estreia contra o Japão, o técnico decidiu colocar em campo, Oscar pelo lado esquerdo - diferente da meia direita e meia armador que executou nos amistosos -, Neymar pelo meio, chegando mais próximo de Fred e Hulk no lugar que se sente melhor, a ponta direita. 

O Brasil começou com a bola e trocando os passes habituais de início de jogo. O time tinha espaço, os japoneses não pressionavam em cima da linha de defesa. E não foi preciso nem chegar à área adversária com passes, para o primeiro gol sair. Marcelo cruzou na entrada área e Fred ajeitou a bola para Neymar. O camisa 10 pegou a bola na veia e acertou o ângulo do goleiro Kawashima, aos três minutos de jogo. 

Bastante comemorado, o gol deu a calma que o time precisava e o domínio brasileiro prosseguiu. As tentativas de chegar ao segundo gol ocorreram por ambos lados. Primeiro com Hulk e Daniel Alves tabelando, tentando o cruzamento e chute. Pelo lado esquerdo, o cruzamento vinha com mais facilidade e, num deles, Hulk recebeu de Marcelo e tentou o passe para a pequena área. A defesa japonesa tirou e no rebote, Daniel Alves chegou chutando, longe do gol. 

O tempo passava e os japoneses não queriam ser apenas coadjuvantes, afinal, o 4-2-3-1 dos orientais não era fraco, com Kiyotake, Honda e Kagawa no meio e Okazaki na frente. Pelo meio, Keisuke Honda executava as melhores jogadas. Participando também pelo lado direito, o jogador tentou o corte para dentro, mas parou na defesa brasileira. Jogador do Manchester United, Kagawa aparecia muito pouco pela esquerda. 

Já aos 40 minutos, aquilo que se espera de Hulk. Pelo lado direito, o atacante dominou a bola e cortou para dentro. O forte chute passou perto do gol, acertando a rede pelo lado de fora. Dois minutos depois, Marcelo levou uma bolada "naquele" lugar que originou o contra-ataque brasileiro. Pela esquerda, Neymar dominou e logo cruzou para Fred. O camisa nove dominou com um pouco de trabalho, mas acertou o chute rasteiro que passou perto da trave direita do goleiro. 

Como forma de fazer Paulinho se sentir mais "livre" como segundo volante, o que se viu foi o primeiro volante, Luiz Gustavo, jogando mais preso, aparecendo num momento com a bola dominada, até como um terceiro zagueiro. Com Paulinho sendo o quinto homem dos ataques brasileiros, o Brasil chegou ao segundo gol. Daniel Alves viu um espaço vazio atrás da concentração de jogadores dentro da grande área, e cruzou baixo. Paulinho aproveitou bem o espaço vazio, dominou e chutou virando para o gol, ampliando o placar aos 2 minutos. 

Pouco antes do técnico do Japão tirar Kiyotake e colocar Maeda, o atacante Okazaki não consegui aproveitar o cruzamento de Uchida e, bem marcado, jogou para fora. O Brasil criou algumas oportunidades, mas sem assustar tanto o goleiro Kawashima. A intensidade brasileira diminuiu um pouco e, depois da cobrança de falta de Honda, e o bate rebate na área, a bola sobrou para Maeda que chutou forte, mas Júlio César segurou o chute rasteiro com 25 minutos de jogo.

Três minutos depois, Lucas entrou na partida e surpreendentemente, no lugar de Neymar. Pouco depois Hulk deu lugar a Hernanes e, no Japão, Endo saiu para a entrada de Hosogai. O jogo seguiu com posse de bola maior para o time brasileiro. Somente há dez minutos do fim, antes de Fred dar lugar a Jô, o camisa nove aproveitou o escanteio e, bem marcado, quase acertou o gol de cabeça. Nessa altura, o esquema era o 4-3-3, com Oscar pela esquerda, Lucas pela direita e os volantes Paulinho e Hernanes pelo meio.

Com todas as substituições executadas, restou ao árbitro dar três minutos de acréscimo e nesse tempo a mais, a seleção chegou ao terceiro gol. No contra-ataque, Oscar partiu com a bola pela esquerda, foi levando para o meio do campo e, milimetricamente, acertou um belo passe para Jô que olhou para o gol e tocou no meio das pernas de Kawashima, transformando em goleada a boa partida do Brasil.

Ficha Técnica
Brasil 2 x 0 Japão
Local: Estádio Mané Garrincha
Data: 15 de junho de 2013, domingo
Horário: 16h00 (de Brasília)
Árbitro: Pedro Proença (POR)
Cartões amarelos: Hasebe, 
Cartões vermelhos: Nenhum
Gols: Neymar aos 3 minutos, Paulinho aos 47 e Jô aos 90+3.

Leia Mais

Times
football formations
Brasil: Luis Felipe Scolari - 4-2-3-1 | Japão: Alberto Zaccheroni - 4-2-3-1

Opinião:

Alguns problemas do Brasil em campo
- Apenas numa parte de tempo, na primeira etapa, Daniel Alves errou vários passes e tentou um chute desnecessário.
- Falta para a seleção, Hulk e Neymar na bola. A cobrança era longe do gol e do lado direito do campo. Chute forte para Hulk ou cobrança na área de Neymar. Nem um, nem outro. Neymar ajeitou para Hulk que  deu o chute, mas o chute ficou no jogador japonês.

domingo, 9 de junho de 2013

Brasil goleia França por 3 a 0 e quebra dois tabus no último jogo antes da Copa das Confederações


Brasil 3 x 0 França




Oscar marcou o primeiro gol da seleção "invertendo" posição com Fred FOTO: Terra/Ricardo Matsukawa




Ficha Técnica
Brasil 2 x 0 França
Local: Arena do Grêmio, Porto Alegre
Data: 09 de junho de 2013, domingo
Horário: 16h00 (de Brasília)
Árbitro: Victor Carrillo (PER)
Cartões amarelos: Rami
Cartões vermelhos: Nenhum
Gols: Oscar aos 8, Hernanes aos 39 e Lucas aos 47

Leia Mais
No retorno ao Maracanã, Brasil leva virada, mas consegue empate contra a Inglaterra
Veja análise dos convocados de Felipão para a Copa das Confederações
A realidade da "jovem" seleção brasileira

Times
football formations
Brasil: Luis Felipe Scolari - 4-4-2 | França: Didier Dechamps - 4-5-1

Opinião: 


Retrospecto da seleção de Felipão
06/02/13 Brasil 1 x 2 Inglaterra (Inglaterra)
21/03/13 Brasil 2 x 2 Itália (Suíça)
25/03/13 Brasil 1 x 1 Rússia (Inglaterra)
07/04/13 Brasil 4 x 0 Bolívia (Bolívia)
26/05/13 Brasil 2 x 2 Chile (Mineirão
02/06/13 Brasil 2 x 2 Inglaterra (Maracanã)
09/06/13 Brasil 1 x 0 França (Arena do Grêmio)

Retrospecto da seleção de Mano
10/08/10 Brasil 2 x 0 Estados Unidos
07/10/10 Brasil 3 x 0 Irã
11/10/10 Brasil 2 x 0 Ucrânia
17/11/10 Brasil 0 x 1 Argentina
09/02/11 Brasil 0 x 1 França
27/03/11 Brasil 2 x 0 Escócia
04/06/11 Brasil 0 x 0 Holanda
07/06/11 Brasil 1 x 0 Romênia
03/07/11 Brasil 0 x 0 Venezuela - Copa América
09/07/11 Brasil 2 x 2 Paraguai - Copa América
13/07/11 Brasil 4 x 2 Equador - Copa América
17/07/11 Brasil 0 x 0 Paraguai - Copa América (Derrota por 2 a 0 nos pênaltis)
10/08/11 Brasil 2 x 3 Alemanha
05/09/11 Brasil 1 x 0 Gana
14/09/11 Brasil 0 x 0 Argentina
28/09/11 Brasil 2 x 0 Argentina
07/10/11 Brasil 1 x 0 Costa Rica
11/10/11 Brasil 2 x 1 México
11/11/11 Brasil 2 x 0 Gabão
15/11/11 Brasil 2 x 0 Egito
28/02/12 Brasil 2 x 0 Bósnia-Herzegovina
26/05/12 Brasil 3 x 1 Dinamarca
30/05/12 Brasil 4 x 1 Estados Unidos
03/06/12 Brasil 0 x 2 México
09/06/12 Brasil 3 x 4 Argentina
15/08/12 Brasil 3 x 0 Suécia
07/09/12 Brasil 1 x 0 África do Sul
10/09/12 Brasil 8 x 0 China
19/09/12 Brasil 2 x 1 Argentina
11/10/12 Brasil 5 x 0 Iraque
16/10/12 Brasil 4 x 0 Japão
14/11/12 Brasil 1 x 1 Colômbia
21/11/12 Brasil 1 x 2 Argentina (Vitória por 4 a 3 nos pênaltis)

domingo, 2 de junho de 2013

Brasil e Inglaterra empatam em jogo com quatro gols na inauguração do novo Maracanã


 Brasil 2 x 2 Inglaterra



Fred marcou o primeiro gol do novo Maracanã, mas a Inglaterra virou até que Paulinho deixou tudo igual FOTO: Terra/Mauro Pimentel
Ficha Técnica

Brasil 2 x 2 Inglaterra
Local: Maracanã, Rio de Janeiro
Data: 02 de junho de 2013, domingo
Horário: 16h00 (de Brasília)
Árbitro: Wilmar Rondán (COL)
Cartões amarelos: Hulk e Jones
Cartões vermelhos: Nenhum
Gols: Fred aos 57, Chamberlain aos 68, Rooney aos 79 e Paulinho aos 83

Leia mais
Copa das Confederações: confira a lista de convocados de Luis Felipe Scolari

Times
football formations
Brasil: Luis Felipe Scolari - 4-4-2 | Inglaterra: Roy Hodgson - 4-4-2

Opinião:


Retrospecto da seleção de Felipão
06/02/13 Brasil 1 x 2 Inglaterra (Inglaterra)
21/03/13 Brasil 2 x 2 Itália (Suíça)
25/03/13 Brasil 1 x 1 Rússia (Inglaterra)
07/04/13 Brasil 4 x 0 Bolívia (Bolívia)
26/05/13 Brasil 2 x 2 Chile (Mineirão
02/06/13 Brasil 2 x 2 Inglaterra (Maracanã)
09/06/13 Brasil x França (Arena do Grêmio)

Retrospecto da seleção de Mano
10/08/10 Brasil 2 x 0 Estados Unidos
07/10/10 Brasil 3 x 0 Irã
11/10/10 Brasil 2 x 0 Ucrânia
17/11/10 Brasil 0 x 1 Argentina
09/02/11 Brasil 0 x 1 França
27/03/11 Brasil 2 x 0 Escócia
04/06/11 Brasil 0 x 0 Holanda
07/06/11 Brasil 1 x 0 Romênia
03/07/11 Brasil 0 x 0 Venezuela - Copa América
09/07/11 Brasil 2 x 2 Paraguai - Copa América
13/07/11 Brasil 4 x 2 Equador - Copa América
17/07/11 Brasil 0 x 0 Paraguai - Copa América (Derrota por 2 a 0 nos pênaltis)
10/08/11 Brasil 2 x 3 Alemanha
05/09/11 Brasil 1 x 0 Gana
14/09/11 Brasil 0 x 0 Argentina
28/09/11 Brasil 2 x 0 Argentina
07/10/11 Brasil 1 x 0 Costa Rica
11/10/11 Brasil 2 x 1 México
11/11/11 Brasil 2 x 0 Gabão
15/11/11 Brasil 2 x 0 Egito
28/02/12 Brasil 2 x 0 Bósnia-Herzegovina
26/05/12 Brasil 3 x 1 Dinamarca
30/05/12 Brasil 4 x 1 Estados Unidos
03/06/12 Brasil 0 x 2 México
09/06/12 Brasil 3 x 4 Argentina
15/08/12 Brasil 3 x 0 Suécia
07/09/12 Brasil 1 x 0 África do Sul
10/09/12 Brasil 8 x 0 China
19/09/12 Brasil 2 x 1 Argentina
11/10/12 Brasil 5 x 0 Iraque
16/10/12 Brasil 4 x 0 Japão
14/11/12 Brasil 1 x 1 Colômbia
21/11/12 Brasil 1 x 2 Argentina (Vitória por 4 a 3 nos pênaltis)

quarta-feira, 29 de maio de 2013

A vida do Milan no mercado de transferências

Encerrada a Liga dos Campeões e faltando, das grandes ligas, apenas o término do Campeonato Espanhol e a final da Copa da Alemanha, os clubes da Europa já começam a movimentar-se no mercado de transferências. São três meses para os times “irem às compras”, seja para completarem, corrigirem ou elevarem a qualidade de seus respectivos elencos. No Milan já foi anunciado a renovação de contrato do goleiro Christian Abbiatti por mais um ano e do zagueiro Daniele Bonera por dois anos. O blog fará uma análise das contratações que poderiam e, porque não, poderão serem feitas pelo time rossonero, com o preço baseado de acordo com o valor de mercado do jogador no site 'transfermarkt', nos rumores que já estão acontecendo, possíveis saídas e vendas de jogadores, além de algumas sugestões. Confira:
El Shaarawy no turno, Balotelli no returno e Montolivo sempre constante: assim foi o Milan 2012/2013 FOTO: AP
Goleiros
Com contrato renovado Christian Abbiatti de 35 anos terá mais um ano no Milan, chegando assim à sua 15º temporada como jogador do clube, entre alguns empréstimos quando Dida reinava no clube. Na reserva Marco Amélia é a primeira opção com o brasileiro Gabriel sendo a terceira. Surgiram rumores que Diego López poderia chegar ao clube, ele que tem a mesma idade de Amélia – este que pode sair. No entanto, nessa posição não deverá haver muitas mudanças. Com a idade avançada e com o Milan carecendo há tempo de um goleiro de elite, uma sugestão – apontada também pelo transfermarkt – é Tim Krul, holandês do Newcastle – o valor de mercado dele é de 8,5 milhões de euros. 

Lateral-direita
As opções do momento são três: Ignazio Abate, Mattia De Sciglio e Cristian Zaccardo. O último foi contratado na janela de inverno. Espera-se que De Sciglio possa ficar no Milan toda a carreira, assim como Maldini. Desde já camisa dois, o lateral mostrou eficiência na sua temporada de estreia e também polivalência, jogando muitas vezes como lateral-esquerdo. O jovem de 19 anos é uma melhor opção defensiva que Abate. Antes um meia-direita, o jogador já foi pretendido pelo Zenit e, na Rússia ou em qualquer outro lugar, com De Sciglio no elenco, acho melhor uma boa vender o jogador (o Mônaco está querendo gastar) que tem valor de mercado estipulado em 12 milhões de euros.

Zagueiros
Nessa semana foi anunciado a renovação de contrato de Daniele Bonera (dois anos) e Cristian Zapata (três anos) – ambos poderiam jogar na lateral direita numa eventual saída de Abate e com apenas De Sciglio e Zaccardo como opções. Bonera tem sete anos de clube e deverá chegar a nove. No entanto, foi suplente na maior parte, algo que deverá se repetir. Já Zapata, por enquanto, é o jogador mais adequado para ser titular ao lado de Phillipe Mexés. Isso porque o clube pode trazer do Torino o único zagueiro convocado para a última Eurocopa que não joga na Juventus, Angelo Ogbonna que tem valor de mercado de 12 milhões de euros e tem 25 anos. Contratado na última janela, Bartosz Salamon de 22 anos, é outra opção que ainda tem que ser testada. Outra opção especulada, é Pepe. Porém, dois fatores contam contra o jogador: a idade de 30 anos e o preço. O veterano colombiano Mario Yepes, cujo contrato acaba no final de junho, não deve(ria) ter seu contrato renovado, apesar da boa temporada que fez no clube. Tanto porque o clube já contratou o jovem o zagueiro colombiano de 19 anos Jherson Vergara, que atuava no Universidade de Popayan por 2 milhões de euros.

Lateral-esquerdo
Eu vejo a lateral-esquerda do time como o maior problema. Não gosto de improvisação e, mesmo que seja a melhor opção do elenco hoje, descarto De Sciglio. Kévin Constant, que foi emprestado pelo Genoa, foi improvisado, deu certo e acabou sendo contratado, mas não terminou bem a temporada e, cá entre nós, também não é uma boa opção. Passando a maior parte da temporada contundido, o jovem espanhol Dídac Vilà ainda não teve uma chance efetiva no time (e quando se recuperou, Allegri não pareceu disposto a testá-lo) jogando 90 minutos na primeira meia temporada no clube – a do último título. Dos laterais esquerdo que estão no elenco hoje, para mim ele é a melhor opção. Não se contundindo e jogando bem, é claro. Tem futuro, jogou 37 partidas no Espanyol time para o qual foi emprestado na última temporada. O nigeriano Taye Taiwo, emprestado, deve retornar e pode ser uma opção.

Com contrato a se encerrar no ano que vem, Luca Antonini nunca foi unanimidade no clube. Há cinco temporadas no clube, e jogando apenas cinco jogos nessa temporada, o lateral bem que poderia ser vendido para outro clube do campeonato e 3,8 milhões de euros poderiam entrar nos cofres do clube. Uma opção de contratação para a posição, seria o lateral brasileiro Adriano, mas ele renovou com o Barcelona com uma cláusula enorme. O italiano Domenico Criscito com valor de mercado de 16 milhões de euros e atualmente no Zenit é uma opção. Outras opções, menos prováveis no aspecto titularidade, mas mais baratas, são três jovens holandeses: Erik Pieters (o melhor, titular da seleção quando não esteve machucado), Jetro Willems (disputou a Eurocopa) e Daley Blind (titular na temporada pelo Ajax).
Volantes
Por muito tempo o Milan joga com uma trinca de volantes. E isso não deverá mudar tão cedo. Hoje ela não tem à sua frente o “enganche”, o camisa dez (Rui Costa, Kaká, Boateng) que comanda o time, pois joga no 4-3-3. Flamini, Montolivo e Muntari terminaram a temporada como titulares. O francês, porém, tem o contrato encerrado nesta temporada e ainda não foi renovado. 

Opção para ser primeiro volante, Andrea Poli da Sampdoria é bastante cogitado no clube e pode jogar tanto na função que já foi de Andrea Pirlo (perceberam a semelhança no nome), quanto mais solto, na direita ou esquerda da linha de três. O jogador de 23 anos tem valor de mercado em 7,5 milhões de euros. Também cogitado no Milan (em troca com o meia Emanuelson) Kevin Strootman, do PSV, seria também uma aposta jovem (23 anos) e barata (12 milhões). Com a aposentadoria de van Bommel e a falta de categoria de Nigel de Jong, o jogador é o cabeça de área da seleção holandesa. Na mesma função Ambrosini deve sair do clube já que seu contrato termina nessa temporada, sendo o West Ham o seu provável destino. Bakaye Traoré, contratado de graça junto ao Nancy, jogou sete partidas do italiano, apenas 112 minutos e é praticamente considerado carta fora do baralho. 

Hoje a posição é de Muntari, mas Antonio Nocerino que fez uma ótima temporada de estreia no clube, sendo vice-artilheiro, não correspondeu nessa e pode até sair do clube, o que eu consideraria inapropriado. Jogando o futebol que se conhece, ele pode ser titular do meio-campo ao lado de Montolivo e de mais um contratado: o brasileiro Hernanes. Cogitado algumas vezes no clube rossonero, o jogador da Lazio tem valor de mercado estipulado em 23 milhões de euros, valor alto, porém, uma ótima contratação, pois daria mais ofensividade que Flamini ou Montolivo (este quando não atuou de primeiro volante) e mais segurança que Boateng. Um pouco mais barato e na mesma posição, outro brasileiro, este naturalizado espanhol, é outra opção. Thiago Alcântara do Barcelona, foi pretendido pelo Manchester United por apenas 18 milhões de reais e o Milan deveria correr atrás do jogador cinco anos mais novo que Hernanes. 

Meia-armador
Único meia ofensivo do time após o empréstimo de Emanuelson, Kevin Prince Boateng vem jogando fora de posição, na ponta-direita. Podendo até jogar na linha de meio-campo o jogador pode ser vendido ao Monaco por 15 milhões de euros, o que já viabilizaria a contratação das opções anteriores. Para não ficar sem um jogador nessa posição e jogar no esquema tático “preferido” do time nos últimos anos, opções no mercado não faltam. A melhor delas é o espanhol Isco de apenas 21 anos que vem jogando o fino da bola no Málaga, é pretendido por vários clubes e tem valor de mercado de 20 milhões de euros. 

Outras opções são: Christian Eriksen do Ajax (16 milhões) que já tem uma Copa do Mundo no currículo e tem apenas 21 anos. Do mesmo clube, mas sem o mesmo talento, o holandês Siem de Jong (8 milhões) seria uma opção mais para o banco, caso o 4-3-3 se confirmasse como esquema. Uma opção ainda mais jovem e por isso mais barata, mas que vem despontando no AZ Alkmaar e na seleção holandesa é Adam Maher. O jogador de apenas 19 anos não viria para ser titular logo de cara, mas seria bom aproveitar enquanto seu valor de mercado é de apenas 6,5 milhões de euros. 

Abandonando um pouco a renovação, há outras duas opções, uma provável e outra um “sonho” meu. Kaká, como todos sabem, já esteve muito perto de desembarcar no clube após a venda para o Real. Faltaram alguns milhões, faltou um maior salário. Hoje com 31 anos, o jogador do Real Madrid tem valor de mercado de 16 milhões de euros, mas pode continuar no clube madrilenho já que José Mourinho está de saída. Um ano mais novo e por um milhão a menos, o meu sonho para armar o meio-campo do Milan é Rafael van der Vaart. O holandês também saiu do Real, jogou no Tottenham e voltou para o Hamburgo, sem muita atenção dos grandes clubes – principalmente do Milan que poderia há anos ter aproveitado esse talentoso meia-armador. 

Atacantes
Adriano Galliani já disse que no mercado iria atrás de um ponta-direita algo que manteria o esquema com três atacantes. Niang ainda é jovem para ser titular absoluto e o time realmente carece de uma opção mais consistente. Já tiveram nomes especulados o francês Jéremy Menéz, atualmente na reserva do PSG. O jogador de 26 anos tem valor de mercado de 19 milhões de euros. Outro cogitado foi Adem Ljalic da Fiorentina. Com 21 anos ele é mais barato (7,5 milhões de euros), mas não é bem um ponta-direita de ofício, apesar de uma ótima opção. Um italiano e que está entre os pré-convocados para a Copa das Confederações é o winger Alessio Cerci fez boa temporada no Torino e tem o valor de 7,5 milhões de euros.

Todavia não há melhor ponta-direita no futebol de hoje, do que aqueles que chutam com a perna esquerda. E há duas ótimas (e caras) opções no mercado que não estão totalmente garantidos em seus clubes ocupariam muito bem a posição. Arjen Robben e Angel Di María. Jornais apontaram como Robben sendo um dos jogadores que Guardiola não queria no Bayern de Munique e, dessa forma, o holandês cairia como uma luva no esquema rossonero. Duro é saber se isso se mantém após o jogador fazer o gol do título da Liga dos Campeões. O valor de mercado dele segundo o transfermarkt é de 22 milhões de euros. Menos provável Angel Di María tem 25 anos e valor de mercado de 40 milhões. Se não for envolvido numa troca com Gareth Bale do Tottenham, ele deverá ser vendido, mas por esse dinheiro, nem eu gostaria.

No restante do ataque, parece estar tudo fechado. Balotelli e Pazzini como centroavantes e El Shaarawy e Robinho na ponta-esquerda. Com Pazzini lesionado, acreditem, Pato pode ser emprestado durante 6 meses. Já Robinho, se sair para o Santos (10 milhões de euros), Riccardo Saponara de 21 anos, já contratado ao Empoli na janela do inverno europeu, é uma opção caso não seja emprestado para outro clube. Ele foi convocado para o europeu sub-21 e também pode jogar como meia-ofensivo, assim como El Shaarawy, mas prefere a ponta-direita. Com a análise feita, confira abaixo o resultado em dois esquemas com as principais opções. 

Resultado
Dessa forma, time rossonero poderia ser composto, com as opções mais baratas e com três atacantes, por: Abbiatti, Amelia e Gabriel; De Sciglio e Zaccardo; Mexés, Ogbonna, Bonera, Zapata, Salamon e Vergara; Dídac Vila e Constant; Montolivo, Poli, Nocerino, Traoré, De Jong e Muntari; Cerci, Balotelli, El Shaarawy, Niang, Pazzini e Saponara. Sairiam Abate, Antonini, Boateng e Robinho (43,8 milhões de euros no valor de mercado do transfermarkt), além de Yepes, Flamini (que, repito, nessa situação, deveria ser o contrato renovado), Ambrosini e Bojan. Entrariam Ogbonna, Poli (Strootman) e Cerci custando 31,5 milhões de euros. Nessa simulação, desacredito apenas na venda de Abate o que ainda assim deixaria positivo o saldo de transferências.

Num 4-4-3 mais caro, o time seria: Abbiatti, Amelia e Gabriel; De Sciglio e Zaccardo; Mexés, Ogbonna, Bonera, Zapata, Salamon e Vergara; Criscito, Dídac Vila e Constant; Nocerino, Montolivo, Thiago (Hernanes), Traoré, De Jong, Muntari e Emanuelson; Menéz, Balotelli, El Shaarawy, Niang, Pazzini, Robinho e Saponara. Percebe-se um elenco aumentado com os “irmãos” Emanuelson e Robinho no elenco além da contratação de Ogbonna, Criscito, Thiago (por ser mais novo) ou Hernanes e o francês Jéremy Menéz o que elevaria a soma de contratações para 65 milhões de euros.

No 4-4-2 com o espanhol Isco armando o time: Abbiatti, Amelia e Gabriel; De Sciglio e Zaccardo; Mexés, Ogbonna, Bonera, Zapata, Salamon e Vergara; Pieters (4 milhões, uma opção a mais), Dídac Vila e Constant; Nocerino, Montolivo, Thiago (Hernanes), Isco, Traoré, De Jong, Muntari e Emanuelson; Balotelli, El Shaarawy, Niang, Pazzini e Saponara. Entrariam Ogbonna, Pieters, Thiago e Isco, totalizando 54 milhões de euros.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

A boa terceira colocação do Milan

Foi sofrida a vitória sobre o Siena na última rodada do campeonato italiano. Já rebaixado o adversário queria complicar a vida do time rossonero, algo que conseguia até os 84 minutos de jogo. Com um pênalti discutível o Milan empatou e ganhou forças para virar e alcançar o objetivo da temporada: a vaga Na Liga dos Campeões. Algo que já poderia ter sido conquistado em outras rodadas, se não fosse os difíceis jogos do time e a ascensão da Fiorentina. Após a análise do primeiro turno do Milan no qual traçou o bom momento do time de Massimiliano Allegri, apesar do péssimo início de campeonato, reveja por onde o Milan passou para chegar ao terceiro lugar, 15 pontos ou cinco vitórias atrás da campeã Juventus.

Como já havia sido tratado no post do primeiro turno, o returno começou com o empate em zero a zero contra a Sampdoria, fora de casa, sem vingar a derrota na estreia da competição. Nos jogos seguintes, Bologna, Atalanta, Udinese, Cagliari e Parma eram os adversários antes do clássico contra a Inter de Milão. No primeiro turno haviam sido quatro pontos foram conquistados sobre esses adversários porém, no segundo, apenas um empate com o Cagliari (único time entre os quatro que venceu no primeiro turno) aconteceu, conquistando 13 pontos de 15.

A partir daí o time já contava com Mario Balotelli, contratado junto ao Manchester City por 20 milhões de euros. O atacante “encrenqueiro” tinha a missão tardia de suprir a saída de Ibrahimovic e na primeira partida contra a Udinese marcou dois gols, sendo um de pênalti no último minuto. O jogador marcou também nas partidas seguintes, chegando a marca de quatro gols em três jogos. 

No clássico contra a Internazionale, El Shaarawy fez aos 21 minutos o seu último gol na temporada. Brilhante e destaque no primeiro turno o jogador curiosamente caiu de rendimento após a chegada de Mario, com quem chegou a jogar junto até na seleção italiana. O jovem faraó também marcou o único gol do Milan na derrota na prorrogação para a Juventus na Copa da Itália, no segundo jogo do ano.

Após o empate no Derby della Madonnina, o Milan emplacou outra sequência de quatro vitórias – no primeiro turno havia vencido Juventus, Catania, Torino e Pescara. Dessa vez, goleou a Lazio por três a zero, venceu Genoa e Palermo por dois a zero e o Chievo, fora de casa, por um a zero. Com exceção da Lazio, os três times terminaram abaixo da décima colocação, sendo que o Palermo foi rebaixado e a Genoa ficou uma posição acima. Nesse intervalo o time era derrotado por 4 a 0 para o Barcelona – após vencer surpreendentemente por 2 a 0 no jogo de ida – e, assim, eliminado da Liga dos Campeões. 

Todavia, a quinta vitória não saiu por conta do difícil jogo contra a Fiorentina fora de casa. Ou talvez nem tão difícil assim, já que o time rossonero vencia por dois a zero, até que Adem Ljalic sofreu falta boba dentro da área que ele mesmo converteu. Animado, o time viola foi pra cima e conseguiu outro pênalti no qual o chileno Pizarro não desperdiçou e empatou a partida – o time estava com um a menos desde o 40 minutos do primeiro tempo. No jogo de ida, a Fiorentina havia vencido o Milan, no San Siro, por três a um. 

No jogo seguinte, outro empate contra o Napoli jogando em casa. Se ganhasse o Milan ficaria a um ponto do adversário e poderia lutar pela vaga direta na fase de grupo da Champions, algo que, como é sabido, não aconteceu. A trinca de jogos difíceis terminaria com a Juventus e a derrota para a futura campeã veio com Robinho em campo, Balotelli suspenso e gol de pênalti de Arturo Vidal. 

O 4-3-3 era o esquema tático do time com Boateng na ponta-direita, voltando um pouco mais e compondo, às vezes, o meio-campo, algo que não acontecia quando Niang era o titular. Faltavam cinco jogos para o campeonato acabar e a partida contra a Roma, na penúltima rodada, era o mais difícil, já que o time lutava por uma vaga na Liga da Europa. Antes, nove gols sobre Catania (4 x 2), Torino (1 x 0) e Pescara (4 x 0) fora de casa (com quatro gols de Balotelli no período) não deixaram que a Fiorentina – com quatro pontos atrás, mas vencendo suas partidas – encostasse. 

Algo que aconteceu após o empate contra a Roma. Muntari foi expulso no primeiro tempo por “brincar” com o cartão do juiz e o Milan se segurou até o final da partida que teve Totti expulso no último minuto. Com a Fiorentina ganhando, restava ao Milan uma vitória sobre o já rebaixado Siena para confirmar a classificação na Champions, algo que, como dito no começo do texto, aconteceu nos últimos dez minutos, com Mexés colocando “chorado” a bola para dentro do gol, fazendo com que o vice-presidente Adriano Galliani, comemorasse como nunca a eminente vitória. 

Mesmo com a classificação garantida, hoje discute-se a permanência do técnico Massimiliano Allegri, algo que apenas o presidente Silvio Berlusconi contesta. Galliani, diretoria e jogadores, apoiam a permanência de Allegri. 

Artilheiros
Destaque no primeiro turno, El Shaarawy marcou 16 gols, ficando atrás de Cavani (29) e Di Natale (23) e empatado com Osvaldo. Titular e suplente, Pazzini que chegou em troca com Cassano, marcou 15 gols, enquanto que Cassano fez apenas 8 na Inter. Balotelli, destaque no segundo turno, marcou doze gols em treze partidas. Os volantes Montolivo e Flamini marcaram quatro, enquanto que Boateng e Nocerino, não fizeram uma temporada tão boa como a anterior e marcaram duas vezes cada um, assim como Robinho.

Cinco vitórias
Foram nove empates e oito derrotas do Milan, mas cinco vitórias separaram o Milan da campeã Juventus. E é justamente o número de derrotas que o Milan teve antes de ter sua primeira apresentação de respeito, a goleada de cinco a um sobre o Chievo. Problema foi a derrota para a Fiorentina, na rodada seguinte jogando no San Siro. Também em casa, nas problemáticas dez primeiras rodadas, derrota para Sampdoria, Atalanta e Internazionale. Fora, Udinese e Lazio venceram a equipe rossonera. Depois apenas Roma e Juventus ganharam jogando em casa, derrotas aceitáveis, mas que devem ser evitadas na próxima temporada se a equipe quiser o título. 

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Os selecionados de Felipão para a Copa das Confederações

Contestada ela sempre será. E quando se deixa de fora os dois últimos brasileiros Bolas de Ouro da FIFA, possivelmente ainda mais. A lista de convocados para a Copa das Confederações não contou com Kaká e Ronaldinho Gaúcho, além de Ramires e teve como surpresa Bernard.

Eu sou a favor de Kaká e Ronaldinho Gaúcho na seleção, mas como o Luís Felipe Scolari havia dito que não levaria um dos dois, já havia me conformado e, por isso, mesmo contrariando o que dissera antes, não me surpreendi com a ausência de ambos, achei até válida, já que esperava Ronaldinho Gaúcho. Sem ele, Oscar poderá ter mais liberdade no meio-campo da seleção, isso no 4-2-3-1. Se a equipe vier no 4-4-2 (ou 4-4-1-1 com Neymar voltando mais), Oscar seria mais operante na esquerda. E com Kaká de fora, na direita, o jovem Lucas deverá ter sua grande chance, mas terá principalmente a sombra de Hulk e, meio por fora, de Jadson.
football formations
A ausência de Ramires foi uma surpresa para mim, mas que foi “justificada” pela mídia por problemas extracampo. Sem ele são cinco volantes (o ideal é quatro), algo de se comemorar. Ainda assim, entendeo sua ausência como uma escolha de Paulinho e Hernanes, os três que jogam como “segundo volante” com melhor saída de jogo e menos marcação. A minha preferência sempre foi pelos dois que jogam na Europa, mas o momento é mesmo de Paulinho. Assim como Lucas do Liverpool que por contusão, sequer foi cogitado e viu Luiz Gustavo e a aposta de Felipão, Fernando do Grêmio, provavelmente fazerem a função defensiva do meio-campo.

Na defesa, esperava Adriano na lateral esquerda, mas Filipe Luís também é uma boa opção. Pensar que pra última Copa essa posição era problema. Na direita, Daniel Alves tem a sombra de um volante, Jean. Escolha de Felipão bastante controversa, pois, se é “seleção”, para que “improvisação”? E opção existe como Rafael que fez boa, para não exagerar com ótima, temporada no Manchester United – até fazendo gol, por sinal. Na zaga, Thiago Silva, David Luiz e outra aposta, essa óbvia e certeira, Dante, eram certeza. Réver se garantiu muito pelos amistosos caseiros da seleção, preterindo Dedé e Henrique.

No gol esperava Diego Alves, mas Jéfferson é apenas a terceira opção. Faltou o ataque cujo o reserva de Fred será Leandro Damião, com Alexandre Pato (15 milhões de euros e reserva no Corinthians) deixado de fora. Hulk é a outra escolha, já que Neymar era óbvio.

De certa forma, imagino que Felipão abdicará do 4-2-3-1 e jogará no 4-4-2 ou 4-4-1-1, como preferirem, com Neymar com mais liberdade, como bem disse o André Rocha em seu blog. E imagino que será exatamente isso, mas que, na minha opinião, seria Hernanes e Luiz Gustavo.

*Queria, mas não citei nenhum outro blog com opiniões iguais ou para destacar algo, como Mário Fernandes na lateral direita, como disse Gustavo Hofman. O fato de não ser necessário improvisar como esse blog disse. O fato de Ronaldinho Gaúcho e Kaká terem ficado de fora como falou Gian Oddi.

domingo, 12 de maio de 2013

Borussia empata em casa contra o Bayern no último jogo de ambos antes da final da Liga dos Campeões

A prévia da final da Liga dos Campeões não teria o mesmo sabor graças ao título já conquistado pelo Bayern de Munique e, dessa forma, o clássico não teria a mesma rivalidade de jogos anteriores. Ambas as equipes começaram a partida com poucos titulares, mas contando, certamente, com reservas de qualidade.

O jogo começou morno, com ambas as equipes trocando passes sem se preocupar tanto em atacar. Em uma das primeiras jogadas para gol, o Borussia Dortmund abriu o placar. O polonês Blaszczykowski recebeu a bola na direita, com a marcação em cima, esperou o momento certo para cruzar na área. Enxergou o meia que estava improvisado na lateral, Grosskreutz, chegando por trás que de primeira, pegou no alto e chutou para o gol, abrindo o placar aos dez minutos de jogo. 

Pouco tempo depois, um dos titulares do Borussia - Gundogan - saiu sentindo a coxa e deu lugar para o jovem Leitner. Após o gol o Borussia mantinha maior domínio da bola e o rival queria equilibrar a partida. Conseguiu, criou algumas jogadas sem susto, até que aos 23 minutos Rafinha recebeu a bola e cruzou na cabeça de Mario Gómez. O camisa 23 não perdoou e, sozinho, cabeceou no canto do gol, sem chances para o goleiro Weindenfeller.

A partida seguiu morna e com poucas chances de gol. Apenas aos 37 minutos, Lewandowski recebeu o lançamento, passou por dois jogadores bávaros e, dentro da área, parou em cima de Neuer. Em seguida, ambos os times tiveram chances de gol em cobranças de falta, mas Sahin para o time amarelo e Alaba para o vermelho, jogaram por cima do gol. Aos 43 Alaba fez boa jogada na esquerda, ele que estava improvisado no meio campo, e tocou para Gómez. O centroavante driblou o marcador e chutou para boa defesa de Weindenfeller. 

O primeiro tempo acabou e o segundo iniciou sem muita motivação de ambas equipes. Apenas aos 10 minutos o Bayern de Munique assustou com boa tabela e com Gómez quase marcando. O troco do time da casa veio com várias tentativas no mesmo lance e no chute de Sahin, o árbitro viu pênalti após Boateng se proteger com o braço. Na cobrança o artilheiro Lewandowski escolheu o lado direito, mas o goleiro Neuer pulou no canto certo e defendeu a cobrança, mantendo o empate.

Quase vinte minutos e o jogo deu uma esquentada. Muito graças ao lateral brasileiro Rafinha. O ex-jogador do Coritiba, Genoa e Schalke 04, chegou com o braço no rosto do polonês Kuba antes de levar um empurrão. Kuba levou o amarelo e, quando parecia que sairia impune, Rafinha levou o vermelho. Saiu xingando tudo e todos, deu uma dedada no rosto de Blaszczykowski antes de discutir com o técnico Jurgen Klopp e ouvir do auxiliar Mathias Sammer, o pedido para que ele fosse rápido para o vestiário.

A torcida da casa apoiava o time que manteve maior posse de bola na sequência da partida. Klopp havia tirado o volante Kehl para colocar o meia Marco Reus, fazendo com que o time fosse atrás da vitória. Mas sem ânimo, a equipe até tentou algumas vezes, com a melhor chance caindo nos pés de Schieber, mas o atacante dominou mal e Neuer pegou a bola. Satisfeito com o empate, o Bayern apenas se defendeu diante das investidas do Dortmund, mas o jogo foi feito para acabar com empate e assim seguiu até o apito do juiz.

Ficha Técnica 

B. Dortmund 1 x 1 B. de Munique




Local: Westfalenstaidon, Dortmund, Alemanha
Data: 4 de maio de 2013, sábado
Horário: 13h30 (de Brasília)
Árbitro: 
Cartões amarelos: 
Cartões vermelhos: Rafinha
Gols: Kevin Grosskreutz aos 11 e Mario Gómez aos 22

quinta-feira, 25 de abril de 2013

No Mineirão, Brasil vira partida contra o Chile, mas sofre empate e vê gritos de "olé" para os chilenos



 Brasil 2 x 2 Chile
Brasil até virou o placar, mas não fez boa partida e empatou com o Chile FOTO: Terra Bruno Santos
Ficha Técnica

Brasil 1 x 1 Chile
Local: Estádio Mineirão, Minas Gerais
Data: 24 de abril de 2013, quarta-feira
Horário: 22h00 (de Brasília)
Árbitro: Carlos Arecio Amarilla
Cartões amarelos: Ronaldinho, Álvarez, Fernando, Muñoz
Cartões vermelhos: Leal
Gols: González aos 7, Réver aos 24, Neymar aos 54 e Vargas aos 63.

Times
Brasil: Luis Felipe Scolari - 4-2-3-1 | Chile: Jorge Sampaoli - 4-3-3
Opinião
As minhas apostas dos jogadores convocados por Felipão para a Copa das Confederações é: Júlio César, Diego Cavalieri e Diego Alves; Daniel Alves, Jean, Marcelo e Adriano; Thiago Silva, David Luiz, Henrique e Dante; Paulinho, Ramires, Hernanes e Fernando; Oscar, Ronaldinho Gaúcho, Lucas e Jadson; Fred, Neymar, Pato e Hulk. Eu apenas levaria o Rafael do Manchester United no lugar do improvisado Jean (ele quer mais um volante e no caso que roube uma posição, a lateral reserva, Jean já jogou nos dois, mas não há necessidade de mais um volante) e, apesar do tempo que voltou de lesão, tentaria Lucas do Liverpool, além, é claro, de Kaká no lugar do Jadson.

Retrospecto da seleção de Felipão
06/02/13 Brasil 1 x 2 Inglaterra (Inglaterra)
21/03/13 Brasil 2 x 2 Itália (Suíça)
25/03/13 Brasil 1 x 1 Rússia (Inglaterra)
07/04/13 Brasil 4 x 0 Bolívia (Bolívia)
26/05/13 Brasil 2 x 2 Chile (Mineirão
02/06/13 Brasil x Inglaterra (Maracanã)
09/06/13 Brasil x França (Arena do Grêmio)

Retrospecto da seleção de Mano
10/08/10 Brasil 2 x 0 Estados Unidos
07/10/10 Brasil 3 x 0 Irã
11/10/10 Brasil 2 x 0 Ucrânia
17/11/10 Brasil 0 x 1 Argentina
09/02/11 Brasil 0 x 1 França
27/03/11 Brasil 2 x 0 Escócia
04/06/11 Brasil 0 x 0 Holanda
07/06/11 Brasil 1 x 0 Romênia
03/07/11 Brasil 0 x 0 Venezuela - Copa América
09/07/11 Brasil 2 x 2 Paraguai - Copa América
13/07/11 Brasil 4 x 2 Equador - Copa América
17/07/11 Brasil 0 x 0 Paraguai - Copa América (Derrota por 2 a 0 nos pênaltis)
10/08/11 Brasil 2 x 3 Alemanha
05/09/11 Brasil 1 x 0 Gana
14/09/11 Brasil 0 x 0 Argentina
28/09/11 Brasil 2 x 0 Argentina
07/10/11 Brasil 1 x 0 Costa Rica
11/10/11 Brasil 2 x 1 México
11/11/11 Brasil 2 x 0 Gabão
15/11/11 Brasil 2 x 0 Egito
28/02/12 Brasil 2 x 0 Bósnia-Herzegovina
26/05/12 Brasil 3 x 1 Dinamarca
30/05/12 Brasil 4 x 1 Estados Unidos
03/06/12 Brasil 0 x 2 México
09/06/12 Brasil 3 x 4 Argentina
15/08/12 Brasil 3 x 0 Suécia
07/09/12 Brasil 1 x 0 África do Sul
10/09/12 Brasil 8 x 0 China
19/09/12 Brasil 2 x 1 Argentina
11/10/12 Brasil 5 x 0 Iraque
16/10/12 Brasil 4 x 0 Japão
14/11/12 Brasil 1 x 1 Colômbia
21/11/12 Brasil 1 x 2 Argentina (Vitória por 4 a 3 nos pênaltis)

quarta-feira, 24 de abril de 2013

A Quarta convocação de Felipão

Confira a lista completa dos convocados:

Goleiros
Jefferson (Botafogo)
Diego Cavalieri (Fluminense)

Laterais
Marcos Rocha (Atlético-MG)
André Santos (Grêmio)

Zagueiros
Dedé (Cruzeiro)
Rodrigo Moledo (Internacional)
Réver (Atlético-MG)
Henrique (Palmeiras)

Alexandre Pato é uma dos atacantes do time FOTO: MowaPress
Volantes
Paulinho (Corinthians)
Ralf (Corinthians)
Fernando (Grêmio)
Jean (Fluminense)

Meias
Jadson (São Paulo)
Ronaldinho Gaúcho (Atlético-MG)

Atacantes
Alexandre Pato (Corinthians)
Leandro (Palmeiras)
Neymar (Santos)
Leandro Damião (Internacional)
Osvaldo (São Paulo)

domingo, 14 de abril de 2013

PSV vacila, perde clássico em casa e praticamente dá o título ao Ajax

Em partida disputada e com cinco gols, o Ajax garantiu a vitória no clássico sobre o PSV Eindhoven, fora de casa no Phillips Stadium, por três a dois. Sempre à frente no marcador, o time do técnico Frank de Boer foi mais eficiente conquista cinco pontos de diferença para o segundo colocado, o Vitesse, dando passos largos para o tricampeonato holandês.

A sensação que se teve após os primeiros toques de bola era de que o jogo seria como se esperava: pegado. Não demorou muito para os encontrões e trombadas saírem, diferente do futebol que se esperava. Apenas aos sete minutos a primeira oportunidade criada pelo time da casa, sem assustar o time adversário.

E assim o PSV ia tentando chegar, aos poucos e sem ser tão incisivo. Mas em clássico, o Ajax não iria ficar toda a partida recuada e apareceu duas vezes com o jovem atacante Fischer. Em duas jogadas pela direita, a bola sobrou para ele dentro da área, assustando a torcida da casa. 

O Ajax chegou e o time da casa já não despontava tanto ao ataque. Poulsen segurava as pontas do lado do Ajax e van Bommel, em menor proporção, do lado da equipe da casa. Aos 32 minutos, Eriksen recebeu a bola na direita, passou no mano a mano por Willems e cruzou. A bola deu uma desviada e bateu no pé de van Bommel que não conseguiu segurar e "passou" para Sigthorsson, que abriu o marcador para o Ajax.

Tendo que correr atrás do resultado, o PSV foi pra cima com Wijnaldum que trouxe para o meio do campo e arriscou um chute fraco de esquerda. O Ajax tentou a resposta logo depois, mas sem sucesso. Apenas com Fischer arrancando pela esquerda, aos 41 minutos que os ajacieden quase chegaram, mas o atacante dinamarquês caiu dentro da área, pediu pênalti, mas levou o cartão amarelo por simulação.

No minuto seguinte, o meia Eriksen tinha a bola no campo de defesa. Strootman se aproveitou do descuido adversário, roubou a bola, tabelou e saiu de frente com o goleiro Cillensen. Lens estava do lado e recebeu o gol do companheiro e tratou de empatar a partida, animando o jogo para a segunda etapa.

O empate no primeiro tempo deixou para os 45 minutos seguintes a missão de praticamente decidir a disputa do campeonato. Com três pontos atrás na tabela e jogando em casa, o PSV foi pra cima e após a cobrança de escanteio, o zagueiro Derijck cabeceou para defesa tranquila de Cillensen.

Todavia ficou só nisso. A jogada pelo lado esquerdo do Ajax foi efetiva. O lateral Blind do Ajax lançou Eriksen que sozinho partiu pelo lado do campo, cortou para dentro e chutou. A bola passou debaixo das pernas do zagueiro holandês e bateu na trave antes de estufar as redes do PSV. O gol colocava a equipe há seis pontos de diferença na classificação e se não quisesse perder o campeonato em sua própria casa, o PSV tinha que ir pra cima.

Eram 20 minutos quando o Ajax teve a chance de ampliar o marcador. Fischer recebeu na esquerda e não teve sucesso no chute. O técnico Dick Advocaat do PSV tirou Wijnaldum e colocou o camisa nove Tim Matavz, para ser a referência no time da casa. Na jogada seguinte, cobrança de falta que Mertens cobrou e a bola saiu para escanteio.

Em mais uma chance falta pro PSV cobrar, o gol de empate saiu. Mertens foi novamente para a cobrança, dessa vez um pouco mais longe. A bola bateu na trave e no rebote o oportunista Lens estava lá para colocar a bola pra dentro. O técnico do Ajax Frank de Boer colocou Babel em campo - ele que havia marcado gols nos últimos dois jogos que entrou -, mas foram outros dois suplentes que ganharam a atenção. 

De Boer tirou o volante Poulsen, recuou Schone e apostou em Boerrigter. O atacante recebeu bela enfiada de bola, ganhou de Pieters - este que apenas reclamou de um puxão - e chutou para o gol. Waterman estava no meio do caminho e pouco pôde fazer, aceitando o terceiro gol do Ajax que ficava mais uma vez à frente do marcador, há 13 minutos do fim, para desespero da torcida da casa.

Nessa altura, o time de Eindhoven precisava no mínimo empatar, para não ver o rival despontar na frente. Porém, as tentativas foram poucos e com exceção de um gol de Toivonen, bem anulado por impedimento, foi o Ajax que esteve mais perto do gol. Cansado, o time da casa não conseguia corresponder às expectativas da torcida presente. Os minutos passaram e o apito final definiu a vitória - e praticamente o título - ao Ajax.


Ficha Técnica 

PSV 2 x 3 Ajax



Local: Phillips Stadium, Eindhoven, Holanda
Data: 14 de maio de 2013, domingo
Horário: 11h30 (de Brasília)
Árbitro: Bert Kuipers (HOL)
Cartões amarelos: Fischer
Cartões vermelhos: Nenhum
Gols: Sigthórsson aos 33, Lens aos 43 e aos 69, Eriksen aos 52 e Boerrigter aos 77.

Times
PSV: Dick Advocaat - 4-3-3 | Ajax: Frank de Boer - 4-3-3

domingo, 7 de abril de 2013

Brasil goleia Bolívia em jogo sem homenagens

Bolívia 0 x 4 Brasil

Neymar e Ronaldinho se destacaram contra a fraca seleção boliviana
Ficha Técnica

Bolívia 0 x 4 Brasil
Local: Ramon Tauhichi Aguilera, Bolívia
Data: 06 de abril de 2013, sábado
Horário: 16h30 (de Brasília)
Árbitro: Patricio Loustau
Cartões amarelos: Eguino e Osvaldo
Cartões vermelhos: Nenhum
Gols: Damião aos 3, Neymar aos 30 e 41 e Leandro aos 91

Times
Bolivia: Xabier Azkargorta - 4-2-3-1 | Brasil: Luis Felipe Scolari - 4-2-3-1

Opinião


Retrospecto da seleção de Felipão
06/02/13 Brasil 1 x 2 Inglaterra
21/03/13 Brasil 2 x 2 Itália (Suíça)
25/03/13 Brasil 1 x 1 Rússia (Inglaterra)
07/04/13 Brasil 4 x 0 Bolívia
26/05/13 Brasil x Chile
02/06/13 Brasil x Inglaterra (Maracanã)
09/06/13 Brasil x França (Arena do Grêmio)

Retrospecto da seleção de Mano
10/08/10 Brasil 2 x 0 Estados Unidos
07/10/10 Brasil 3 x 0 Irã
11/10/10 Brasil 2 x 0 Ucrânia
17/11/10 Brasil 0 x 1 Argentina
09/02/11 Brasil 0 x 1 França
27/03/11 Brasil 2 x 0 Escócia
04/06/11 Brasil 0 x 0 Holanda
07/06/11 Brasil 1 x 0 Romênia
03/07/11 Brasil 0 x 0 Venezuela - Copa América
09/07/11 Brasil 2 x 2 Paraguai - Copa América
13/07/11 Brasil 4 x 2 Equador - Copa América
17/07/11 Brasil 0 x 0 Paraguai - Copa América (Derrota por 2 a 0 nos pênaltis)
10/08/11 Brasil 2 x 3 Alemanha
05/09/11 Brasil 1 x 0 Gana
14/09/11 Brasil 0 x 0 Argentina
28/09/11 Brasil 2 x 0 Argentina
07/10/11 Brasil 1 x 0 Costa Rica
11/10/11 Brasil 2 x 1 México
11/11/11 Brasil 2 x 0 Gabão
15/11/11 Brasil 2 x 0 Egito
28/02/12 Brasil 2 x 0 Bósnia-Herzegovina
26/05/12 Brasil 3 x 1 Dinamarca
30/05/12 Brasil 4 x 1 Estados Unidos
03/06/12 Brasil 0 x 2 México
09/06/12 Brasil 3 x 4 Argentina
15/08/12 Brasil 3 x 0 Suécia
07/09/12 Brasil 1 x 0 África do Sul
10/09/12 Brasil 8 x 0 China
19/09/12 Brasil 2 x 1 Argentina
11/10/12 Brasil 5 x 0 Iraque
16/10/12 Brasil 4 x 0 Japão
14/11/12 Brasil 1 x 1 Colômbia
21/11/12 Brasil 1 x 2 Argentina (Vitória por 4 a 3 nos pênaltis)