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quinta-feira, 17 de julho de 2014

O talento que a seleção precisa, existe

A seleção brasileira saiu da Copa do Mundo com a necessidade de revolução. Não só em campo, tática e tecnicamente, mas em toda a esfera do futebol. Até 2018 são quatro anos no qual a seleção terá duas Copas América, as eliminatórias para a Copa da Rússia e vários amistosos a disputar, esperamos que com seleções fortes. 

Abaixo pretendo mostrar a quantidade de bons jogadores que o Brasil têm e que o próximo técnico da seleção pode utilizar até lá, com um médio grau de renovação. Meu pai me disse uma vez que antigamente eram escolhidos quatro jogadores por posição para a seleção. Eu fiz minha seleção a partir disto e coloco minhas escolhas abaixo. Pegaria estes 44 jogadores (no 4-4-2) e convocaria apenas eles, podendo mudar apenas após um período de seis meses ou um ano. Também acrescento vários outros jogadores, alguns jovens e outros mais velhos, que podem aparecer. 
Neymar, o grande jogador da seleção FOTO: Mowa Press
Aproximei eles pela qualidade do futebol que eles tem e pelo potencial que apresentam, além da idade (o ano de nascimento pode ser conferido em parênteses) e do clube ou campeonato que jogam. Claro que não conheço o futebol de todos, nem vi todos jogarem, mas procurei me informar um pouco. Após listar todos os jogadores, no final comentarei sobre o time que eu começaria os trabalhos pensando igualmente como se fossem os convocados para a próxima Copa. 

Goleiros
O meu goleiro hoje e para a copa seria Diego Alves (85) do Valencia. Com 29 anos, não é de hoje que ele tem se destacado no clube espanhol e tem experiência europeia e na própria seleção. Neto (89) titular da Fiorentina, disputou as Olimpíadas de Londres, e seria meu reserva. O terceiro goleiro é Rafael (90), que deverá ser o goleiro titular do Napoli e mostrou seu potencial no Santos. O quarto goleiro seria Gabriel (92) que tem mostrado bons serviços quando foi titular no Milan e foi já disputou o Mundial sub-20.

Victor (83), Jefferson (83) e Diego Cavalieri (82) têm potencial para jogarem uma copa pela seleção até como titular, mas até 2018 estarão com 35 anos ou mais, longe do auge da carreira. Cássio (87), Marcelo Grohe (87) e Weverton (87), são outras opções, principalmente o atual goleiro do Corinthians.

Laterais direitos
Apesar da idade que estará daqui a quatro anos, vejo o Rafinha (85), do Bayern de Munique, como a melhor opção para a seleção, pela qualidade e experiência. Vale lembrar que ele nunca teve uma chance efetiva com a amarelinha. Rafael (90) fez uma boa temporada retrasada no Manchester United. Ele tem bastante potencial para se firmar, assim como Danilo (91), do Porto, e Mário Fernandes (90), do CSKA Moscou, que pode até jogar pela Rússia.

As promessas seriam Douglas (90), do São Paulo, Gilberto (93), do Internacional e que jogou o Torneio de Toulon, Fabinho (93) do Monaco e Wallace (94), que pertence ao Chelsea, mas está emprestado ao Vitesse da Holanda. Maicon (81), Daniel Alves (83) podem dar adeus a seleção, tanto pela idade ou quanto pela necessidade de renovação. Jonathan (86), da Inter de Milão, Cicinho (86), do Sevilla, e Fagner (89), atualmente no Corinthians, tem idade, mas não tanto futebol para se firmarem.

Zagueiros
Thiago Silva (84) e David Luiz (87) continuam como indiscutíveis e terão tempo suficiente para se entrosarem ainda mais, já que jogarão juntos no PSG. Outra dupla que jogará junta é formada por Manoel (90) e Dedé (88). Com potencial, idade e mais o entrosamento, as revelações de Atlético Paranaense e Vasco da Gama, se encontraram no Cruzeiro para evoluírem juntos rumo ao selecionado brasileiro. Os jovens Marquinhos (94) e Dória (94) seriam minha terceira opção, enquanto que Rafael Tolói (90), do São Paulo, e Juan (91), da Inter de Milão, seriam a quarta. 

Bastante solicitado para esta copa, Miranda (84) estaria com 34 anos, e com a idade um pouco avançada, mas pode aparecer nas primeiras convocações e, se continuar com o futebol, pode até figurar na Rússia, diferente de Dante (83), um ano mais velho. O questionado, mas de bom futebol, Henrique (86), além de Leandro Castán (86), Felipe Santana (86) e Réver (85), já são mais tarimbados e correm um pouco por fora. 

Zagueiros que já jogam na Europa ou que começam a aparecer no campeonato brasileiro, e outros que figuraram nas categorias de base com a amarelinha, podem evoluir, apresentar bom futebol em seus clubes e serem convocados. Cito principalmente Bruno Uvini (91, Santos), Lucas Mendes (90, Marselha), Samir (94, Flamengo), Wallace (94, Cruzeiro), Lucão (96) e Auro (96), do São Paulo. 

Maicon (88, Porto), Rodrigo Moledo (87, Metalist), Sidnei (89, Benfica), Naldo (88, Udinese), 
Neuton (90, Udinese) e Bruno Peres (90, Torino), são outros jogadores jovens com idade para aparecer, mas que terão de mostrar muito futebol já que a concorrência é grande. 

Laterais esquerdos
Na lateral esquerda eu começaria esta nova fase da seleção com Filipe Luís (85). Agora no Chelsea, ele jogou a Copa das Confederações, mas foi preterido na Copa por Maxwell. Com experiência e qualidade ofensiva e defensiva, ele seria a melhor opção para colocar Marcelo (88), na reserva. O jogador do Real Madrid saiu bastante marcado pelas falhas defensivas em toda a Copa. Alex Sandro (91), do Porto, e Alex Telles (92), agora no Galatasaray, completam a lista.

Outros laterais são Gabriel Silva (91, Udinese), Dodô (92, Inter de Milão), Wendell (93, Bayer Leverkusen) e Douglas Santos (94, Udinese). Sem idade ou sem tanto potencial, se encontram Maxwell (81, PSG), André Santos (83, Flamengo), Adriano (84, Barcelona), Fábio (90, Cardiff City) e Pedro Botelho (89, Atlético-MG). 

Volantes
Sem muitas delongas, eu manteria nomes já conhecidos nesta posição. Lucas Leiva (87, do Liverpool), seria meu titular. Os outros sete (na escalação explico porque) seriam Paulinho (88, Tottenham), Luiz Gustavo (87, Wolfsburg), Hernanes (85, Inter de Milão), Fernandinho (85, Manchester City), Ramires (87, Chelsea) e Sandro (89, Tottenham). 

No entanto, alguns deles, e principalmente os Hernanes, Fernandinho e Ramires, poderiam serem superados por Casemiro (92, por enquanto no Real Madrid), Fernando (92, Shakhtar Donetsk), Rodrigo Caio (93, São Paulo) e Lucas Silva (93, Cruzeiro) – os dois últimos jogaram o Torneio de Toulon. 

Rômulo (90, Spartak Moscou), Allan (91, Udinese), Alison (93, Santos), Alisson (93, Cruzeiro), Rafinha (93, Barcelona) e Biteco (95, Grêmio), são outras opções, enquanto que Elias (85) e Jean (86), não devem figurar mais entre os convocados. Já Denilson (88, São Paulo), Anderson (88, Manchester United), Jucilei (88, Al-Jazira), Souza (89, São Paulo), Airton (90, Botafogo) e Wellington (91, Internacional), terão de recuperar ou mostrar muito futebol para serem convocados. 

Meias
Oscar e Neymar: pilares da próxima copa
FOTO: Ricardo Matsukawa/Terra
Como daqui pra frente os jogadores selecionados teriam como base o esquema tático, apenas citarei os nove escolhidos (um a mais no lugar de um volante) na ordem: Oscar (91, Chelsea), Lucas (92, PSG), Phillippe Coutinho (92, Liverpool), William (88, Chelsea), Ganso (89, São Paulo), Bernard (92, Shakhtar Donetsk), Éverton Ribeiro (89, Cruzeiro), Roberto Firmino (91, Hoffeinheim) e Douglas Costa (90, Shakhtar Donetsk). 

Acho que para esta posição não é bom haver muitas mudanças e, além disto, também enxergo que não seria tão necessário. Mas há outros bons meias no futebol brasileiro como Giuliano (90, Grêmio) e Alan Patrick (91, Internacional), Alex Teixeira (90) e Wellington Nem (92), ambos do Shakhtar Donetsk; Ricardo Goulart (91) e Marlone (92), ambos do Cruzeiro; Felipe Anderson (93, Lazio) e Fred (93, Shakhtar Donetsk), que já jogam no exterior. 

Ainda nos clubes brasileiros e aparecendo a cada dia mais, estão Geuvânio (92, Santos), Luan (93, Grêmio), Matheus (94, Flamengo), Adryan (94, Cagliari), Anderson Talisca (94, ex-Bahia, agora no Benfica), Valdivia (94, Internacional), Lucas Evangelista (95, São Paulo), Marcos Guilherme (95, Atlético Paranaense) e, talvez principalmente, Nathan (96, Atlético Paranaense) e Boschilia (96, São Paulo).

Diego (85), Wagner (85), Diego Souza (85), Thiago Neves (85), Maicosuel (86), Carlos Eduardo (87), Ederson (86), Marlos (88), Bruno César (88), Renato Augusto (88), já tiveram chances com a amarelinha, mas ou se encontraram longe do auge ou já parecem não terem potencial para alcançar um nível satisfatório de futebol e necessário para a seleção. 

Atacantes
A posição onde se encontra o maior craque desta seleção, também é a que falta mais opções para ser seu companheiro de ataque, um grande camisa nove que falta desde Ronaldo. A presença de Neymar (92) é indiscutível. Quem seriam os outros sete jogadores é que é o problema. De opções para centroavantes coloco Alexandre Pato (89), Leandro Damião (89), Alan Kardec (89) e Leandro (93). Já Lucas Piazón (94), Leandro (93), Kelvin (93) e Hulk (86), foram os companheiros que selecionei para eles.

Depois de muito trabalho deixei Gabriel (96), do Santos, de fora desta lista inicial. Porém, pensando bem, ele pode e deverá ocupar o lugar de Hulk, que com 32 anos até a próxima copa, jogando no Zenit, e muito criticado pelo que jogou no Brasil, poderá nem aparecer mais nas convocações. Outros jovens jogadores são Mosquito, também nascido em 96 e que joga no Atlético Paranaense, Marcelo (92), também do Atlético-PR, Léo Baptistão (92), do Atlético, mas o de Madrid; Giva (93, Santos), Vitinho (93, CSKA Moscou), Thalles (95, Vasco) e Victor Andrade (95, Benfica). 

Será que Pato mostrará no São Paulo o que se espera dele?
FOTO: Mowa Press
Outros jovens do futebol brasileiro, que já foram convocados ou apresentaram um bom futebol em determinado momento, e podem evoluir e até aparecer na seleção são: Jô (87), que dispensa mais apresentações, Diogo (87, Palmeiras), Luiz Adriano (87, Shakhtar Donetsk), William José (87, Real Madrid B), Keirrison (88, Coritiba), Dentinho (88, Besiktas), Taison (88, Shakhtar Donetsk), Éderson (89, Atlético Paranaense), André (90, Atlético-MG), Romarinho (90, Corinthians), Henrique (91, Bahia), Negueba (92, São Paulo), Dellatorre (92, Atlético Paranaense), Wellington Silva (93, Almería), Rafinha (93, Flamengo), Vinícius Araújo (93, Valencia), Ademilson (94, São Paulo), Neilton (94, Cruzeiro), Bruno Mendes (94) e Douglas Coutinho (94), ambos do Atlético Paranaense.

De todos esses jogadores citados, entre os jovens me atrevo a citar, por meio da percepção enquanto escrevia o texto, a quantidade de jogadores que jogam ou que foram revelados pelo São Paulo, alguns nomes jogando e também revelados no Grêmio e no Atlético Paranaense. Imagino também que a Udinese foi o time europeu mais citado. Se nunca ouviu falar de algum destes jogadores, você pode conferir um pouco mais sobre ele no site ogol.com.br. 

Os 23
Jogadores talentosos e promissores o futebol brasileiro tem, só falta um técnico para comandá-los e que saiba tirar o melhor desse talento, lapidá-los e, como já se sabe, trabalhar muito bem a tática e a técnica deste time. Como ainda não há esse técnico, e eu adoro dar a minha opinião, eu escalaria o time visando o futebol ofensivo e apostando no retorno do bom futebol de jogadores como Paulo Henrique Ganso e Pato. No 4-3-3, o time seria composto por Diego Alves, Rafinha, Thiago Silva, David Luiz e Filipe Luís; Oscar, Lucas Leiva e Ganso; Lucas, Neymar e Coutinho. Na reserva: Neto, Rafael, Manoel, Marquinhos e Marcelo; Paulinho e Luiz Gustavo; William, Roberto Firmino e Éverton Ribeiro; Pato. 

Os 44
Em princípio, como já pode ter sido observado, os meus 44 jogadores para iniciar os trabalhos visando a próxima copa seriam:

Qualquer que fosse o resultado, o Brasil teria de acordar

A humilhação que o Brasil sofreu para a Alemanha na semifinal da Copa do Mundo foi absurdamente incomparável com qualquer outro resultado em qualquer outra época do futebol brasileiro e mundial de clubes e seleções. A mais vexatória derrota da seleção brasileira chamou a atenção de todos para o que é o futebol brasileiro hoje. No entanto, isso deveria ser revisto qualquer que fosse o resultado em toda a esfera futebolística, do campo a organização. Algumas demandas já são feitas pelo Bom Senso F.C., e elas continuariam mesmo se o país não vencesse o mundial. 

Primeiro que futebol é apaixonante também por ser imprevisível. Mesmo assim, algo certamente seria questionado e muitos porquês seriam perguntados e tentados serem respondidos, caso o Brasil não vencesse a Copa do Mundo como país-sede.

Segundo que uma derrota normal para a Alemanha, por dois ou três a um, evidenciaria o fraco futebol que a seleção apresentou durante o torneio. No próprio jogo contra a Alemanha, até os dez minutos quando o Brasil surpreendentemente ficou mais com a bola, a seleção deu quase dez lançamentos para o ataque – depois Muller fez o primeiro gol alemão aos onze minutos. Para dar uma análise mais precisa, teria de rever ao menos o início do jogo, mas todos viram o quanto a seleção utilizou deste artifício durante a copa. A máxima parecia ser “lança o Neymar que o menino resolve”. 
Seleção brasileira posta para foto antes do vexame contra a Alemanha FOTO: Rafael Ribeiro/CBF
É evidente que o Brasil foi um mais que isso, mas nada comparado a outras seleções e principalmente ao futebol apresentado pela campeã desta copa. Pode-se observar que de praticamente todos os gols do Brasil, nenhum saiu de uma jogada trabalhada. É claro que isso também é variável do jogo – Ochoa pode ter feito uma grande defesa numa jogada bem trabalhada pelo time de Felipão –, mas ainda é muito pouco para quem fez onze gols nesta copa.

Relembrando. No primeiro jogo contra a Croácia, Oscar roubou e lutou pela bola no meio de campo, passou para Neymar que chutou de esquerda e marcou. O segundo saiu a partir de um pênalti inexistente em Fred, e o terceiro em outra roubada de bola que Oscar aproveitou e marcou de bico de fora da área. 

Após o empate sem gols contra o México, contra Camarões foram quatro tentos. No primeiro, Luiz Gustavo roubou a bola na lateral, foi até a linha de fundo e cruzou para Neymar marcar. O segundo saiu com um chutão de David Luiz para o ataque, no qual o lateral camaronês Nyom recuou mal, nos pés de Marcelo que tocou para Neymar livre (no momento seu marcador era Nyom) fazer. No terceiro gol na partida, Fernandinho aproveitou a sobra do cruzamento do Neymar, abriu o lance para David Luiz no lado esquerdo que cruzou para Fred marcar. 

Leia mais:
- Relembre a derrota para o Paraguai na Copa América

Camarões já estava eliminado e o quarto gol foi uma mostra disso. A falta rápida cobrada na defesa do time africano foi parado após a roubada de bola de Oscar – campeão neste quesito na competição. Fernandinho dominou, tabelou com Fred e marcou o único gol da copa no qual o centroavante serviu como pivô. 

Nas duas partidas seguintes na fase eliminatória, o emocional dos jogadores foi muito questionado depois da disputa por pênaltis contra o Chile (lembrando que na última vez que a seleção enfrentou as penalidades não marcou um gol sequer contra o Paraguai na Copa América), e surgiram apenas gols de zagueiros em lances de bola parada. 

Contra o Chile, o único gol saiu de uma cobrança de escanteio que David Luiz colocou pra dentro (ou o zagueiro chileno). Contra a Colômbia, uma seleção mais aberta que os chilenos, Thiago Silva marcou após cobrança de escanteio e David Luiz em ótima cobrança de falta, em um dos momentos raros da categoria brasileira nesta copa. 

Apenas o gol de honra contra a Alemanha saiu em um lançamento para frente. Depois de Ozil perder um gol cara a cara com Júlio César, com a bola em jogo o lançamento de Marcelo encontrou Oscar na ponta esquerda que trouxe para o meio e fez. Concluindo: roubada de bola, bola parada e lançamento nunca devem ser as únicas opções de se fazer gol para uma seleção pentacampeã de futebol, e o Brasil precisava de muito mais que isso para ser hexa.

Terceiro e mais importante, o que realmente aconteceu – a humilhação. Os sete a um foi o pior resultado em toda a história do selecionado brasileiro. Se a catástrofe de 1950 na primeira copa realizada pelo país tinha nova chance de ser apagada, ela foi, como definiram muitos jornais no dia seguinte. A maior vergonha do futebol brasileiro. 

O resultado foi uma combinação do mal futebol tático e também técnico que o Brasil apresentou nesta copa, junto, ao emocional abalado pelo medo da eliminação, como aconteceu contra o Chile, pela necessidade de vitória da copa em casa, e também pela qualidade e ótimo futebol que a seleção alemã apresentou. E como muitos disseram, já não era a primeira vez que a Alemanha chegava forte, pois já havia demonstrado em Copas e Eurocopas, chegando as semifinais em todas as duas últimas edições de cada competição. Isto após uma revolução no modo de pensar o futebol alemão a partir de 2000, algo que pode ser conferido melhor nesta ótima reportagem

Por outro lado, tal resultado tem de ser encarado como o ponto final de uma parte da história do futebol brasileiro, não só pela humilhação em casa, mas por tudo o que o futebol brasileiro, dos campeonatos às categorias de base, tem apresentado. Como bem definiu Leonardo Bertozzi em seu blog na ESPN, 14 de julho deveria ser o dia zero do futebol brasileiro. O Bom Senso F.C. está aí para lutar por uma parte daquilo que o futebol brasileiro precisa. E isso também será assunto neste blog.

domingo, 30 de junho de 2013

Ainda não somos os melhores do mundo, mas já ganhamos deles

Não vi com atenção o primeiro gol do Brasil. Estava ligando para a GVT porque o sinal não estava funcionando na televisão da sala. Afinal, final de campeonato se assiste na TV para quem não tem condição de ir ao Estádio e gosta de festa pra assistir em qualquer "telão", que pode ter por aí. De qualquer forma, se o gol do Brasil saiu com menos de dois minutos de jogo, não foi por acaso: foi um misto de tática, competência, vontade e sorte.

A sorte da bola sobrar e não bater nos braços de um Fred, que mesmo caído, colocou o Brasil em vantagem, coroou a percepção meio óbvia e que tantos falavam que Luiz Felipe Scolari fez o time brasileiro seguir à risca: marcar o "tiki taka" espanhol sob pressão. Nessa hora, já me sentia triste por estar com o telefone colado na orelha e a seleção quase marcar (dessa vez com meu jogador preferido do time) Oscar, que dentro da área chutou rasteiro pelo lado direito de Casillas. 
Brasil leva pela terceira vez consecutiva a Copa das Confederações FOTO: Daniel Ramalho/Terra
Pouco antes a torcida gritava "O campeão voltou". Eram quase 73.531 mil vozes no Maracanã apoiando a seleção brasileira. O mesmo "Maraca" no qual 199 854 mil pessoas sofreram com o "Maracanazo" em 1950 e passou por uma grande e contestada reformulação para se adequar ao "Padrão Fifa". Hoje, não era só quem estava no Maracanã que viu a seleção, mas sim o Brasil inteiro, o mesmo Brasil que cerca de uma semana antes protestava com veemência, apoiava o time. O mesmo Brasil, mas certamente (assim espero) não as mesmas pessoas. 

Com 13 minutos, as vozes gritaram "Uuuuhhh", quando Paulinho viu o goleiro adiantado e tentou o chute por cobertura, chute que Casillas defendeu com segurança. A Espanha estava surpresa, acuada e pressionada. Pressionada por um estádio inteiro e que só chegou ao gol de Júlio César aos 19 minutos num chute de Iniesta. Antes ou depois desse lance, Neymar sentiu um toque por cima, caiu e segurou a perna. Era contra-ataque, o passe foi meio forte, mas dava para correr e alcançar, preferiu ver o amarelo para Arbeloa.

Depois, mais duas chances para o Brasil, uma com Fred e outra com Hulk, de falta, mas o dois a zero quase saiu no contra-ataque que Neymar partiu com a bola e tocou precisamente para Fred, que do jeito que veio, chutou de primeira, mas não conseguiu tirar de Casillas e o chute foi no meio do gol. Mas oito minutos depois, aos 40, a Espanha pegou a defesa brasileira desprevenida e Mata tocou para Pedro sozinho na direita. O camisa onze ajeitou para tocar no canto certo e tirou de Júlio César, mas David Luiz estava lá para tirar a bola praticamente de dentro do gol. A torcida vibrou, mas apenas Júlio César agradeceu, o problema foi lá atrás e ele não poderia ter acontecido.

Naquela altura, se o Brasil levasse o gol, a Espanha iria - a poucos minutos do intervalo - empolgada para o segundo tempo. E a história que se concretizou no final, poderia ser outra. Poderia ser um Brasil e Holanda em 2010. Poderia. Porque em 2010, havia vuvuzela. Em 2013, e em 2014, havia torcida. A torcida que cantou e apoiou a seleção. Em número muito maior, pelo Brasil inteiro, a "torcida" era para ver um Brasil melhor e o meio para isso acontecer, foram protestos e manifestações.

Mas como Ronaldo disse, o Brasil precisava marcar mais um para deixar o Brasil empolgado e não dar chance para os espanhóis. Dito e feito. No contra-ataque, Oscar tocou para Neymar na esquerda que na linha da grande área devolveu para Oscar. O camisa 10 dominou e esperou pelo momento certo para tocar para Neymar que tinha ido à frente da linha de defensores da Espanha e depois voltou, saindo do impedimento para dominar ajeitando a bola e chutar forte de esquerda, sem chances para Casillas. 

Era o gol que colocava o Brasil com uma mão na taça - mas ainda havia 45 minutos e não foi a toa que a Espanha venceu um mundial e duas Eurocopas. A imagem das intermediações do Maracanã - onde antes do início da partida havia sido local de "guerra" entre polícia e manifestantes - apenas com os carros da polícia, também chamam a atenção. Até aqueles manifestantes pararam para ver o jogo? Não sei. Mas espero que não parem (os protestos corretos) com uma taça levantada no país do futebol, mas país também da injustiça.

Injustiça que não ocorreu com a Espanha, como nas disputas de copa do mundo anteriores, no qual a "fúria" ou "roja", como preferirem, perdeu com más atuações dos árbitros. Apesar de algumas faltas marcadas e amarelos sofridos - o que originou a saída de Arbeloa e entrada de Azpilicueta. E o lateral deu o espaço necessário para Fred fazer o terceiro com dois minutos de jogo e praticamente sacramentar a vitória brasileira:  se o placar fosse revertido, não seria necessário ser jogo de Copa do Mundo para ser algo pior do que o Maracanazo. Há um ano da copa, a moral brasileira seria muito abalada. Mas não foi. Voltando ao jogo, Hulk recebeu de Marcelo, após Oscar se trombar espanhol e passou para Neymar que passou da bola, deixando para Fred que de primeira, na linha da grande área, tocou colocado e rasteiro no canto esquerdo do gol.

E a torcida voltava a cantar "O campeão voltou". E o Brasil, depois de muito tempo, voltava a jogar muito bem, isso há um ano da copa. O mesmo Brasil que parou para sair às ruas durante toda a Copa das Confederações para protestar contra tudo de errado que ocorre há anos no país. E diante de apoios, críticas desnecessárias "repensadas" e seguidas de apoios, o país do futebol, o país da copa, era o país dos manifestantes que nessa tarde altura não queriam nem a copa, queriam um país mais justo, digno e correto.

E alegre. Mais alegre do que é, mesmo diante das dificuldades. Alegre como seguiu os minutos seguintes da partida. Alegria que parou quando Marcelo tocou na perna de Jesús Navas dentro da área e o mesmo se jogou, como se fosse Neymar. Pênalti para o time de Xavi e Iniesta, Torres e Mata, mas que o zagueiro Sérgio Ramos bate. Pra fora. O chute passou perto da trave, se fosse no gol, Júlio César poderia pegar o chute do mesmo jogador que bateu bem nas penalidades fatais contra a Itália.

Três minutos depois a Espanha chegou num chute de Iniesta. O Brasil respondeu em seguida. De Thiago Silva para Fred no meio campo, para Neymar que lançou de primeira Hulk, que tentou por cobertura, mas Casillas já estava bem em cima do lance. A torcida já gritava "Olé" aos 18 minutos de jogo, quando Neymar fez Marcelo correr até a linha de fundo e o viu tentar o gol, ao invés de cruzar para Fred na área, a função de um lateral. Quatro minutos depois, a cor que quase sempre aparece em jogos como esse. Contra-ataque da seleção, dois contra dois, Neymar com a bola, Fred do outro lado atrás de Jordi Alba, seu marcador, mas era Neymar. O camisa 10 tenta se livrar de Piqué partindo pelo seu lado esquerdo e, mais rápido, é parado por baixo pelo zagueiro. Expulso. Na cobrança de falta de Neymar, a bola passou perto, por cima do gol.

Nem Jesús Navas que havia entrado no início do segundo tempo e depois David Villa, fizeram a diferença no time espanhol. Enquanto que no Brasil, Hulk, Fred e Paulinho, saíram satisfeitos e agraciados pela torcida, dando lugar a Jadson, Jô e Hernanes, respectivamente. Depois o que eu vi foi Júlio César aparecer. Primeiro num chute de Pedro, dentro da área. Depois no chute colocado de David Villa, já aos 41 minutos. Era o último suspiro da "fúria". O fôlego havia acabado, enquanto que no time do Brasil, mesmo marcando sob pressão, em cima, jogando com vontade, com raça e correndo do início ao fim, o fôlego sobrava, muito pelo mar amarelo presente na arquibancada do Maracanã.

O novo Maracanã. Estádio que foi palco do retorno do bom futebol da seleção brasileira, um futebol que há muito tempo não se via e a muito tempo se pede. Um futebol que levantou a quarta taça da Copa das Confederações e que espera não cair na maldição do torneio, que ainda não coroou o vencedor com a conquista da Copa do Mundo. 

*Não parou por aí, amanhã tem mais. 

sábado, 22 de junho de 2013

Brasil vence Itália: bastante disputado, jogo de seis gols tem dois de Fred e um de falta de Neymar

Itália 2 x 4 Brasil



A primeira colocação do grupo foi assegurada, para o alivio do técnico Luis Felipe Scolari que demonstrou isso após o apito do juiz. Dois gols de Fred, um de Neymar de falta e outro de Dante, o primeiro, deram a vitória ao Brasil diante de uma aguerrida Itália que lutou até o fim. Giaccherini e Chiellini, em lance confuso, marcaram para os italianos na Arena Fonte Nova, em Salvador, e ficaram com a segunda colocação do grupo.

O primeiro tempo de partida foi bastante faltoso. As duas equipes não queriam deixar o adversário jogar e quatro cartões amarelos saíram. Porém, no último lance do primeiro tempo, Dante aproveitou o rebote de Buffon para deixar o Brasil à frente do marcador antes do intervalo. Na volta, a Itália empatou com Giaccherini após lançamento de Buffon. Porém, quatro minutos depois, Neymar apareceu. Em bela cobrança de falta, o camisa dez colocou a seleção na frente.
Em jogo de muitas faltas e de seis gols, Brasil vence Itália FOTO: Ricardo Matsukawa/Terra
Disputada, a partida seguiu e, aos 31 minutos, Fred recebeu lançamento de Marcelo e ampliou o marcador para a seleção. Todavia a diferença no placar durou pouco, já que cinco minutos depois, Chiellini diminuiu e a partir daí a Itália foi para cima. Sem sucesso. A um minuto do fim, Fred aproveitou o rebote de Buffon e deu a vitória ao Brasil, assim como a primeira colocação do grupo, livrando de pegar a Espanha antes de uma possível final.

Jogo
A pressão que Felipão pediu quase deu certo. O jogo começou quente com duas roubadas de bola na defesa italiana e numa delas Hulk chutou forte dentro da área exigindo boa defesa de Buffon. Depois, dois escanteios para o Brasil e duas cobranças de falta para a Itália. Porém, a desejada pressão brasileira ficou nisso, com a Itália tentando o jogo, mas sofrendo muitas faltas dos brasileiros. 

Somente aos 16 minutos a Itália conseguiu chegar sem susto no gol do Brasil. Marchisio ganhou de Daniel Alves na esquerda e conseguiu fazer o cruzamento. Com os pés, mas bem marcado, Balotelli não acertou um bom chute que foi para fora. A seleção teve chance em cobrança de falta, mas foi na sequência do lance que o Brasil chegou, só que Fred estava impedido.

A troca de passes do time brasileiro procurava um espaço para chegar ao gol de Buffon e depois de receber no meio, Oscar deu um belo passe de calcanhar para Neymar que, de esquerda, chutou cruzado para fora quando o placar marcava 23 minutos de jogo. O jogo seguiu equilibrado e também faltoso. Neymar chegou mais forte em cima de Abate que sentiu o ombro e teve de ser substituído por Maggio. Pouco antes Montolivo também havia saído para dar o lugar a Giaccherini.

A posse de bola do Brasil era maior com quase 40 minutos jogados. Mais de 60% durante o jogo, mas sem ser envolvente apesar da forte marcação italiana, algo cometido também pelo Brasil, com muitas faltas. Faltando três minutos para o término do primeiro tempo, Neymar tabela bem com Fred, mas o chute da frente da meia lua parou na defesa italiana com Fred pedindo o passe. 

Em mais uma cobrança de falta para a seleção, o gol. Neymar alçou a bola na área e Fred consegue o cabeceio. Buffon defende, mas Dante, nas costas de De Sciglio e que havia entrado no lugar do lesionado David Luiz, está lá para colocar a bola para o fundo do gol, para a alegria dos torcedores baianos e do zagueiro que nasceu lá. Com o gol no último minuto, o Brasil foi para o intervalo com a vantagem  no placar.

Nem dois minutos de jogo e o Brasil chegou ao gol italiano. Dessa vez em tabela entre Oscar e Fred que serviu de pivô, mas viu Oscar pegar fraco na bola para defesa fácil de Buffon. Pouco depois, mais uma vez Neymar na cobrança de falta, mas dessa vez o impedimento foi marcado antes. No minuto seguinte, Buffon cobrou o lance livre e em três passes - primeiro Aquilani, depois Balotelli, de calcanhar no alto -, Giaccherini entrou na área sozinho pela direita e chutou forte, cruzado, sem chances para Júlio César.

Na sequência, aos oito minutos, Neymar cai na entrada da área e o juiz apita falta. Na cobrança, o camisa 10 coloca a bola no canto esquerdo de Buffon, que não esperava o chute ali. Brasil na frente novamente com um gol de falta, algo que não acontecia desde outubro de 2011.

Sem assustar e sem levar sustos, o Brasil comandava a partida até aos 20 minutos. Aos 21, Marcelo lançou Fred no ataque e o camisa nove agiu como tal. Dominou a bola, protegeu-a da marcação de Chiellini e, de esquerda, chutou forte para marcar três a um para a seleção. Só que o placar durou pouco. Após a cobrança de escanteio, a bola cai nos pés de Balotelli que sofre um puxão de Luiz Gustavo. Aquilani se adiantou até a bola e tocou para trás, pra Chiellini - nessa hora o juiz apitava o pênalti - e o zagueiro acertou um chute triscado que entrou no canto do gol e diminuiu o marcador. Nem Chiellini correu com firmeza quando viu o juiz virado para a linha central com o braço esticado, mas a Itália diminuiu antes de El Shaarawy entrar aos 27 minutos.

A garra italiana não deixava os brasileiros em paz e o gol fez os italianos passarem mais tempo com a bola. Há dez minutos do fim, cobrança de escanteio e Maggio acertou o travessão. Dois minutos depois nova chance para os italianos dessa vez em cobrança de falta. Bem ensaiado, da direita Candreva tocou rasteiro na entrada da área para Balotelli que chutou perto do gol.

Bastante disputado, o final da partida ainda reservava mais. E quando a Itália ia para o ataque, roubada de bola do Brasil, Fernando intercepta e Bernard pega a bola na esquerda. Vê Marcelo entrando na área e o lateral chuta, Buffon defende, mas bem posicionado, na mesma linha da defesa, Fred está lá para colocar a bola pra dentro do gol e dar a vitória ao Brasil aos 88 minutos de jogo.

A torcida presente na Fonte Nova já cantava, alegre com o futebol que viu e com mais uma boa vitória conquistada. O árbitro apita o final do jogo, para a alívio do técnico Luis Felipe Scolari. O resultado dá o primeiro lugar para o Brasil que deixa de ter a Espanha como uma possível adversária. 

Ficha Técnica
Itália 2 x 4 Brasil
Local: Arena Fonte Nova
Data: 22 de junho de 2013, sábado
Horário: 16h00 (de Brasília)
Árbitro: Ravshan Irmatov (UZB)
Cartões amarelos: David Luiz, Neymar, Marchisio e Luiz Gustavo.
Cartões vermelhos: Nenhum
Gols: Dante aos 45+1, Giaccherini aos 51, Neymar aos 55, Fred aos 66, Chiellini aos 71 e Fred aos 89.

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Brasil: Luis Felipe Scolari - 4-2-3-1 | Itália: Cesare Prandelli - 4-2-3-1

Opinião:

sábado, 15 de junho de 2013

Em boa atuação do Brasil, seleção faz três no Japão em jogo com manifestações e vaias


 Brasil 3 x 0 Japão


A esperada estreia brasileira deu tudo certo no Estádio Mané Garrincha. Com dois gols no início de cada tempo e um no último minuto, o Brasil goleou o Japão por três a zero. Um tanto quanto sumida, a equipe do Japão pouco fez diante do bom jogo que a seleção brasileira fez. 

Quem ainda estava procurando o seu lugar na arquibancada, não deve ter visto Neymar acertar um belo chute da entrada da área após ajeitada de Fred. A bola acertou o ângulo do gol e deu calma a equipe de Luis Felipe Scolari. As tentativas brasileiras continuaram, mas sem muita eficiência. O Japão não conseguia passar pela defesa brasileira, algo que continuou no segundo tempo, mesmo após Paulinho aproveitar o cruzamento de Daniel Alves e marcar um belo gol. Após várias substituições, a cara do jogo não mudou e ainda deu tempo para Jô marcar o terceiro gol brasileiro, após belo passe de Oscar.
Neymar abriu o placar logo aos três minutos depois de Fred ter ajeito a bola FOTO: AP
Era dia de festa, dentro de campo. Fora dele, manifestações de brasileiros e para evadir esse pessoal, a polícia começou a agir do seu jeito. Muitos torcedores enfrentaram longas filas para pegar o ingresso comprado pela internet e, por esse motivo, algumas lugares vermelhos - que são as cores da cadeira do estádio - puderam ser vistos. Antes do apito inicial do árbitro, Joseph Blatter e Dilma Rousseff foram abrir oficialmente a Copa das Confederações e, antes do presidente da FIFA começar a falar, as vaias ecoaram no estádio e o dirigente chegou a pedir fair play para os torcedores. 

Jogo
Após os dois amistosos realizados contra Inglaterra e França, no qual Luis Felipe Scolari testou dois posicionamentos diferentes, para a estreia contra o Japão, o técnico decidiu colocar em campo, Oscar pelo lado esquerdo - diferente da meia direita e meia armador que executou nos amistosos -, Neymar pelo meio, chegando mais próximo de Fred e Hulk no lugar que se sente melhor, a ponta direita. 

O Brasil começou com a bola e trocando os passes habituais de início de jogo. O time tinha espaço, os japoneses não pressionavam em cima da linha de defesa. E não foi preciso nem chegar à área adversária com passes, para o primeiro gol sair. Marcelo cruzou na entrada área e Fred ajeitou a bola para Neymar. O camisa 10 pegou a bola na veia e acertou o ângulo do goleiro Kawashima, aos três minutos de jogo. 

Bastante comemorado, o gol deu a calma que o time precisava e o domínio brasileiro prosseguiu. As tentativas de chegar ao segundo gol ocorreram por ambos lados. Primeiro com Hulk e Daniel Alves tabelando, tentando o cruzamento e chute. Pelo lado esquerdo, o cruzamento vinha com mais facilidade e, num deles, Hulk recebeu de Marcelo e tentou o passe para a pequena área. A defesa japonesa tirou e no rebote, Daniel Alves chegou chutando, longe do gol. 

O tempo passava e os japoneses não queriam ser apenas coadjuvantes, afinal, o 4-2-3-1 dos orientais não era fraco, com Kiyotake, Honda e Kagawa no meio e Okazaki na frente. Pelo meio, Keisuke Honda executava as melhores jogadas. Participando também pelo lado direito, o jogador tentou o corte para dentro, mas parou na defesa brasileira. Jogador do Manchester United, Kagawa aparecia muito pouco pela esquerda. 

Já aos 40 minutos, aquilo que se espera de Hulk. Pelo lado direito, o atacante dominou a bola e cortou para dentro. O forte chute passou perto do gol, acertando a rede pelo lado de fora. Dois minutos depois, Marcelo levou uma bolada "naquele" lugar que originou o contra-ataque brasileiro. Pela esquerda, Neymar dominou e logo cruzou para Fred. O camisa nove dominou com um pouco de trabalho, mas acertou o chute rasteiro que passou perto da trave direita do goleiro. 

Como forma de fazer Paulinho se sentir mais "livre" como segundo volante, o que se viu foi o primeiro volante, Luiz Gustavo, jogando mais preso, aparecendo num momento com a bola dominada, até como um terceiro zagueiro. Com Paulinho sendo o quinto homem dos ataques brasileiros, o Brasil chegou ao segundo gol. Daniel Alves viu um espaço vazio atrás da concentração de jogadores dentro da grande área, e cruzou baixo. Paulinho aproveitou bem o espaço vazio, dominou e chutou virando para o gol, ampliando o placar aos 2 minutos. 

Pouco antes do técnico do Japão tirar Kiyotake e colocar Maeda, o atacante Okazaki não consegui aproveitar o cruzamento de Uchida e, bem marcado, jogou para fora. O Brasil criou algumas oportunidades, mas sem assustar tanto o goleiro Kawashima. A intensidade brasileira diminuiu um pouco e, depois da cobrança de falta de Honda, e o bate rebate na área, a bola sobrou para Maeda que chutou forte, mas Júlio César segurou o chute rasteiro com 25 minutos de jogo.

Três minutos depois, Lucas entrou na partida e surpreendentemente, no lugar de Neymar. Pouco depois Hulk deu lugar a Hernanes e, no Japão, Endo saiu para a entrada de Hosogai. O jogo seguiu com posse de bola maior para o time brasileiro. Somente há dez minutos do fim, antes de Fred dar lugar a Jô, o camisa nove aproveitou o escanteio e, bem marcado, quase acertou o gol de cabeça. Nessa altura, o esquema era o 4-3-3, com Oscar pela esquerda, Lucas pela direita e os volantes Paulinho e Hernanes pelo meio.

Com todas as substituições executadas, restou ao árbitro dar três minutos de acréscimo e nesse tempo a mais, a seleção chegou ao terceiro gol. No contra-ataque, Oscar partiu com a bola pela esquerda, foi levando para o meio do campo e, milimetricamente, acertou um belo passe para Jô que olhou para o gol e tocou no meio das pernas de Kawashima, transformando em goleada a boa partida do Brasil.

Ficha Técnica
Brasil 2 x 0 Japão
Local: Estádio Mané Garrincha
Data: 15 de junho de 2013, domingo
Horário: 16h00 (de Brasília)
Árbitro: Pedro Proença (POR)
Cartões amarelos: Hasebe, 
Cartões vermelhos: Nenhum
Gols: Neymar aos 3 minutos, Paulinho aos 47 e Jô aos 90+3.

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Brasil: Luis Felipe Scolari - 4-2-3-1 | Japão: Alberto Zaccheroni - 4-2-3-1

Opinião:

Alguns problemas do Brasil em campo
- Apenas numa parte de tempo, na primeira etapa, Daniel Alves errou vários passes e tentou um chute desnecessário.
- Falta para a seleção, Hulk e Neymar na bola. A cobrança era longe do gol e do lado direito do campo. Chute forte para Hulk ou cobrança na área de Neymar. Nem um, nem outro. Neymar ajeitou para Hulk que  deu o chute, mas o chute ficou no jogador japonês.

domingo, 9 de junho de 2013

Brasil goleia França por 3 a 0 e quebra dois tabus no último jogo antes da Copa das Confederações


Brasil 3 x 0 França




Oscar marcou o primeiro gol da seleção "invertendo" posição com Fred FOTO: Terra/Ricardo Matsukawa




Ficha Técnica
Brasil 2 x 0 França
Local: Arena do Grêmio, Porto Alegre
Data: 09 de junho de 2013, domingo
Horário: 16h00 (de Brasília)
Árbitro: Victor Carrillo (PER)
Cartões amarelos: Rami
Cartões vermelhos: Nenhum
Gols: Oscar aos 8, Hernanes aos 39 e Lucas aos 47

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No retorno ao Maracanã, Brasil leva virada, mas consegue empate contra a Inglaterra
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A realidade da "jovem" seleção brasileira

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Brasil: Luis Felipe Scolari - 4-4-2 | França: Didier Dechamps - 4-5-1

Opinião: 


Retrospecto da seleção de Felipão
06/02/13 Brasil 1 x 2 Inglaterra (Inglaterra)
21/03/13 Brasil 2 x 2 Itália (Suíça)
25/03/13 Brasil 1 x 1 Rússia (Inglaterra)
07/04/13 Brasil 4 x 0 Bolívia (Bolívia)
26/05/13 Brasil 2 x 2 Chile (Mineirão
02/06/13 Brasil 2 x 2 Inglaterra (Maracanã)
09/06/13 Brasil 1 x 0 França (Arena do Grêmio)

Retrospecto da seleção de Mano
10/08/10 Brasil 2 x 0 Estados Unidos
07/10/10 Brasil 3 x 0 Irã
11/10/10 Brasil 2 x 0 Ucrânia
17/11/10 Brasil 0 x 1 Argentina
09/02/11 Brasil 0 x 1 França
27/03/11 Brasil 2 x 0 Escócia
04/06/11 Brasil 0 x 0 Holanda
07/06/11 Brasil 1 x 0 Romênia
03/07/11 Brasil 0 x 0 Venezuela - Copa América
09/07/11 Brasil 2 x 2 Paraguai - Copa América
13/07/11 Brasil 4 x 2 Equador - Copa América
17/07/11 Brasil 0 x 0 Paraguai - Copa América (Derrota por 2 a 0 nos pênaltis)
10/08/11 Brasil 2 x 3 Alemanha
05/09/11 Brasil 1 x 0 Gana
14/09/11 Brasil 0 x 0 Argentina
28/09/11 Brasil 2 x 0 Argentina
07/10/11 Brasil 1 x 0 Costa Rica
11/10/11 Brasil 2 x 1 México
11/11/11 Brasil 2 x 0 Gabão
15/11/11 Brasil 2 x 0 Egito
28/02/12 Brasil 2 x 0 Bósnia-Herzegovina
26/05/12 Brasil 3 x 1 Dinamarca
30/05/12 Brasil 4 x 1 Estados Unidos
03/06/12 Brasil 0 x 2 México
09/06/12 Brasil 3 x 4 Argentina
15/08/12 Brasil 3 x 0 Suécia
07/09/12 Brasil 1 x 0 África do Sul
10/09/12 Brasil 8 x 0 China
19/09/12 Brasil 2 x 1 Argentina
11/10/12 Brasil 5 x 0 Iraque
16/10/12 Brasil 4 x 0 Japão
14/11/12 Brasil 1 x 1 Colômbia
21/11/12 Brasil 1 x 2 Argentina (Vitória por 4 a 3 nos pênaltis)

domingo, 2 de junho de 2013

Brasil e Inglaterra empatam em jogo com quatro gols na inauguração do novo Maracanã


 Brasil 2 x 2 Inglaterra



Fred marcou o primeiro gol do novo Maracanã, mas a Inglaterra virou até que Paulinho deixou tudo igual FOTO: Terra/Mauro Pimentel
Ficha Técnica

Brasil 2 x 2 Inglaterra
Local: Maracanã, Rio de Janeiro
Data: 02 de junho de 2013, domingo
Horário: 16h00 (de Brasília)
Árbitro: Wilmar Rondán (COL)
Cartões amarelos: Hulk e Jones
Cartões vermelhos: Nenhum
Gols: Fred aos 57, Chamberlain aos 68, Rooney aos 79 e Paulinho aos 83

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Copa das Confederações: confira a lista de convocados de Luis Felipe Scolari

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Brasil: Luis Felipe Scolari - 4-4-2 | Inglaterra: Roy Hodgson - 4-4-2

Opinião:


Retrospecto da seleção de Felipão
06/02/13 Brasil 1 x 2 Inglaterra (Inglaterra)
21/03/13 Brasil 2 x 2 Itália (Suíça)
25/03/13 Brasil 1 x 1 Rússia (Inglaterra)
07/04/13 Brasil 4 x 0 Bolívia (Bolívia)
26/05/13 Brasil 2 x 2 Chile (Mineirão
02/06/13 Brasil 2 x 2 Inglaterra (Maracanã)
09/06/13 Brasil x França (Arena do Grêmio)

Retrospecto da seleção de Mano
10/08/10 Brasil 2 x 0 Estados Unidos
07/10/10 Brasil 3 x 0 Irã
11/10/10 Brasil 2 x 0 Ucrânia
17/11/10 Brasil 0 x 1 Argentina
09/02/11 Brasil 0 x 1 França
27/03/11 Brasil 2 x 0 Escócia
04/06/11 Brasil 0 x 0 Holanda
07/06/11 Brasil 1 x 0 Romênia
03/07/11 Brasil 0 x 0 Venezuela - Copa América
09/07/11 Brasil 2 x 2 Paraguai - Copa América
13/07/11 Brasil 4 x 2 Equador - Copa América
17/07/11 Brasil 0 x 0 Paraguai - Copa América (Derrota por 2 a 0 nos pênaltis)
10/08/11 Brasil 2 x 3 Alemanha
05/09/11 Brasil 1 x 0 Gana
14/09/11 Brasil 0 x 0 Argentina
28/09/11 Brasil 2 x 0 Argentina
07/10/11 Brasil 1 x 0 Costa Rica
11/10/11 Brasil 2 x 1 México
11/11/11 Brasil 2 x 0 Gabão
15/11/11 Brasil 2 x 0 Egito
28/02/12 Brasil 2 x 0 Bósnia-Herzegovina
26/05/12 Brasil 3 x 1 Dinamarca
30/05/12 Brasil 4 x 1 Estados Unidos
03/06/12 Brasil 0 x 2 México
09/06/12 Brasil 3 x 4 Argentina
15/08/12 Brasil 3 x 0 Suécia
07/09/12 Brasil 1 x 0 África do Sul
10/09/12 Brasil 8 x 0 China
19/09/12 Brasil 2 x 1 Argentina
11/10/12 Brasil 5 x 0 Iraque
16/10/12 Brasil 4 x 0 Japão
14/11/12 Brasil 1 x 1 Colômbia
21/11/12 Brasil 1 x 2 Argentina (Vitória por 4 a 3 nos pênaltis)

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Os selecionados de Felipão para a Copa das Confederações

Contestada ela sempre será. E quando se deixa de fora os dois últimos brasileiros Bolas de Ouro da FIFA, possivelmente ainda mais. A lista de convocados para a Copa das Confederações não contou com Kaká e Ronaldinho Gaúcho, além de Ramires e teve como surpresa Bernard.

Eu sou a favor de Kaká e Ronaldinho Gaúcho na seleção, mas como o Luís Felipe Scolari havia dito que não levaria um dos dois, já havia me conformado e, por isso, mesmo contrariando o que dissera antes, não me surpreendi com a ausência de ambos, achei até válida, já que esperava Ronaldinho Gaúcho. Sem ele, Oscar poderá ter mais liberdade no meio-campo da seleção, isso no 4-2-3-1. Se a equipe vier no 4-4-2 (ou 4-4-1-1 com Neymar voltando mais), Oscar seria mais operante na esquerda. E com Kaká de fora, na direita, o jovem Lucas deverá ter sua grande chance, mas terá principalmente a sombra de Hulk e, meio por fora, de Jadson.
football formations
A ausência de Ramires foi uma surpresa para mim, mas que foi “justificada” pela mídia por problemas extracampo. Sem ele são cinco volantes (o ideal é quatro), algo de se comemorar. Ainda assim, entendeo sua ausência como uma escolha de Paulinho e Hernanes, os três que jogam como “segundo volante” com melhor saída de jogo e menos marcação. A minha preferência sempre foi pelos dois que jogam na Europa, mas o momento é mesmo de Paulinho. Assim como Lucas do Liverpool que por contusão, sequer foi cogitado e viu Luiz Gustavo e a aposta de Felipão, Fernando do Grêmio, provavelmente fazerem a função defensiva do meio-campo.

Na defesa, esperava Adriano na lateral esquerda, mas Filipe Luís também é uma boa opção. Pensar que pra última Copa essa posição era problema. Na direita, Daniel Alves tem a sombra de um volante, Jean. Escolha de Felipão bastante controversa, pois, se é “seleção”, para que “improvisação”? E opção existe como Rafael que fez boa, para não exagerar com ótima, temporada no Manchester United – até fazendo gol, por sinal. Na zaga, Thiago Silva, David Luiz e outra aposta, essa óbvia e certeira, Dante, eram certeza. Réver se garantiu muito pelos amistosos caseiros da seleção, preterindo Dedé e Henrique.

No gol esperava Diego Alves, mas Jéfferson é apenas a terceira opção. Faltou o ataque cujo o reserva de Fred será Leandro Damião, com Alexandre Pato (15 milhões de euros e reserva no Corinthians) deixado de fora. Hulk é a outra escolha, já que Neymar era óbvio.

De certa forma, imagino que Felipão abdicará do 4-2-3-1 e jogará no 4-4-2 ou 4-4-1-1, como preferirem, com Neymar com mais liberdade, como bem disse o André Rocha em seu blog. E imagino que será exatamente isso, mas que, na minha opinião, seria Hernanes e Luiz Gustavo.

*Queria, mas não citei nenhum outro blog com opiniões iguais ou para destacar algo, como Mário Fernandes na lateral direita, como disse Gustavo Hofman. O fato de não ser necessário improvisar como esse blog disse. O fato de Ronaldinho Gaúcho e Kaká terem ficado de fora como falou Gian Oddi.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

No Mineirão, Brasil vira partida contra o Chile, mas sofre empate e vê gritos de "olé" para os chilenos



 Brasil 2 x 2 Chile
Brasil até virou o placar, mas não fez boa partida e empatou com o Chile FOTO: Terra Bruno Santos
Ficha Técnica

Brasil 1 x 1 Chile
Local: Estádio Mineirão, Minas Gerais
Data: 24 de abril de 2013, quarta-feira
Horário: 22h00 (de Brasília)
Árbitro: Carlos Arecio Amarilla
Cartões amarelos: Ronaldinho, Álvarez, Fernando, Muñoz
Cartões vermelhos: Leal
Gols: González aos 7, Réver aos 24, Neymar aos 54 e Vargas aos 63.

Times
Brasil: Luis Felipe Scolari - 4-2-3-1 | Chile: Jorge Sampaoli - 4-3-3
Opinião
As minhas apostas dos jogadores convocados por Felipão para a Copa das Confederações é: Júlio César, Diego Cavalieri e Diego Alves; Daniel Alves, Jean, Marcelo e Adriano; Thiago Silva, David Luiz, Henrique e Dante; Paulinho, Ramires, Hernanes e Fernando; Oscar, Ronaldinho Gaúcho, Lucas e Jadson; Fred, Neymar, Pato e Hulk. Eu apenas levaria o Rafael do Manchester United no lugar do improvisado Jean (ele quer mais um volante e no caso que roube uma posição, a lateral reserva, Jean já jogou nos dois, mas não há necessidade de mais um volante) e, apesar do tempo que voltou de lesão, tentaria Lucas do Liverpool, além, é claro, de Kaká no lugar do Jadson.

Retrospecto da seleção de Felipão
06/02/13 Brasil 1 x 2 Inglaterra (Inglaterra)
21/03/13 Brasil 2 x 2 Itália (Suíça)
25/03/13 Brasil 1 x 1 Rússia (Inglaterra)
07/04/13 Brasil 4 x 0 Bolívia (Bolívia)
26/05/13 Brasil 2 x 2 Chile (Mineirão
02/06/13 Brasil x Inglaterra (Maracanã)
09/06/13 Brasil x França (Arena do Grêmio)

Retrospecto da seleção de Mano
10/08/10 Brasil 2 x 0 Estados Unidos
07/10/10 Brasil 3 x 0 Irã
11/10/10 Brasil 2 x 0 Ucrânia
17/11/10 Brasil 0 x 1 Argentina
09/02/11 Brasil 0 x 1 França
27/03/11 Brasil 2 x 0 Escócia
04/06/11 Brasil 0 x 0 Holanda
07/06/11 Brasil 1 x 0 Romênia
03/07/11 Brasil 0 x 0 Venezuela - Copa América
09/07/11 Brasil 2 x 2 Paraguai - Copa América
13/07/11 Brasil 4 x 2 Equador - Copa América
17/07/11 Brasil 0 x 0 Paraguai - Copa América (Derrota por 2 a 0 nos pênaltis)
10/08/11 Brasil 2 x 3 Alemanha
05/09/11 Brasil 1 x 0 Gana
14/09/11 Brasil 0 x 0 Argentina
28/09/11 Brasil 2 x 0 Argentina
07/10/11 Brasil 1 x 0 Costa Rica
11/10/11 Brasil 2 x 1 México
11/11/11 Brasil 2 x 0 Gabão
15/11/11 Brasil 2 x 0 Egito
28/02/12 Brasil 2 x 0 Bósnia-Herzegovina
26/05/12 Brasil 3 x 1 Dinamarca
30/05/12 Brasil 4 x 1 Estados Unidos
03/06/12 Brasil 0 x 2 México
09/06/12 Brasil 3 x 4 Argentina
15/08/12 Brasil 3 x 0 Suécia
07/09/12 Brasil 1 x 0 África do Sul
10/09/12 Brasil 8 x 0 China
19/09/12 Brasil 2 x 1 Argentina
11/10/12 Brasil 5 x 0 Iraque
16/10/12 Brasil 4 x 0 Japão
14/11/12 Brasil 1 x 1 Colômbia
21/11/12 Brasil 1 x 2 Argentina (Vitória por 4 a 3 nos pênaltis)

quarta-feira, 24 de abril de 2013

A Quarta convocação de Felipão

Confira a lista completa dos convocados:

Goleiros
Jefferson (Botafogo)
Diego Cavalieri (Fluminense)

Laterais
Marcos Rocha (Atlético-MG)
André Santos (Grêmio)

Zagueiros
Dedé (Cruzeiro)
Rodrigo Moledo (Internacional)
Réver (Atlético-MG)
Henrique (Palmeiras)

Alexandre Pato é uma dos atacantes do time FOTO: MowaPress
Volantes
Paulinho (Corinthians)
Ralf (Corinthians)
Fernando (Grêmio)
Jean (Fluminense)

Meias
Jadson (São Paulo)
Ronaldinho Gaúcho (Atlético-MG)

Atacantes
Alexandre Pato (Corinthians)
Leandro (Palmeiras)
Neymar (Santos)
Leandro Damião (Internacional)
Osvaldo (São Paulo)

domingo, 7 de abril de 2013

Brasil goleia Bolívia em jogo sem homenagens

Bolívia 0 x 4 Brasil

Neymar e Ronaldinho se destacaram contra a fraca seleção boliviana
Ficha Técnica

Bolívia 0 x 4 Brasil
Local: Ramon Tauhichi Aguilera, Bolívia
Data: 06 de abril de 2013, sábado
Horário: 16h30 (de Brasília)
Árbitro: Patricio Loustau
Cartões amarelos: Eguino e Osvaldo
Cartões vermelhos: Nenhum
Gols: Damião aos 3, Neymar aos 30 e 41 e Leandro aos 91

Times
Bolivia: Xabier Azkargorta - 4-2-3-1 | Brasil: Luis Felipe Scolari - 4-2-3-1

Opinião


Retrospecto da seleção de Felipão
06/02/13 Brasil 1 x 2 Inglaterra
21/03/13 Brasil 2 x 2 Itália (Suíça)
25/03/13 Brasil 1 x 1 Rússia (Inglaterra)
07/04/13 Brasil 4 x 0 Bolívia
26/05/13 Brasil x Chile
02/06/13 Brasil x Inglaterra (Maracanã)
09/06/13 Brasil x França (Arena do Grêmio)

Retrospecto da seleção de Mano
10/08/10 Brasil 2 x 0 Estados Unidos
07/10/10 Brasil 3 x 0 Irã
11/10/10 Brasil 2 x 0 Ucrânia
17/11/10 Brasil 0 x 1 Argentina
09/02/11 Brasil 0 x 1 França
27/03/11 Brasil 2 x 0 Escócia
04/06/11 Brasil 0 x 0 Holanda
07/06/11 Brasil 1 x 0 Romênia
03/07/11 Brasil 0 x 0 Venezuela - Copa América
09/07/11 Brasil 2 x 2 Paraguai - Copa América
13/07/11 Brasil 4 x 2 Equador - Copa América
17/07/11 Brasil 0 x 0 Paraguai - Copa América (Derrota por 2 a 0 nos pênaltis)
10/08/11 Brasil 2 x 3 Alemanha
05/09/11 Brasil 1 x 0 Gana
14/09/11 Brasil 0 x 0 Argentina
28/09/11 Brasil 2 x 0 Argentina
07/10/11 Brasil 1 x 0 Costa Rica
11/10/11 Brasil 2 x 1 México
11/11/11 Brasil 2 x 0 Gabão
15/11/11 Brasil 2 x 0 Egito
28/02/12 Brasil 2 x 0 Bósnia-Herzegovina
26/05/12 Brasil 3 x 1 Dinamarca
30/05/12 Brasil 4 x 1 Estados Unidos
03/06/12 Brasil 0 x 2 México
09/06/12 Brasil 3 x 4 Argentina
15/08/12 Brasil 3 x 0 Suécia
07/09/12 Brasil 1 x 0 África do Sul
10/09/12 Brasil 8 x 0 China
19/09/12 Brasil 2 x 1 Argentina
11/10/12 Brasil 5 x 0 Iraque
16/10/12 Brasil 4 x 0 Japão
14/11/12 Brasil 1 x 1 Colômbia
21/11/12 Brasil 1 x 2 Argentina (Vitória por 4 a 3 nos pênaltis)

Brasil não faz boa partida e empata no final contra a Rússia


 Brasil 1 x 1 Rússia

Marcelo recebeu passe de Hulk e que deu a assistência para Fred que marcou seu terceiro gol com Felipão FOTO: EFE

Ficha Técnica

Brasil 1 x 1 Rússia
Local: Stamford Bridge, Inglaterra
Data: 25 de março de 2013, segunda-feira
Horário: 16h00 (de Brasília)
Árbitro: Howard Webb (ING)
Cartões amarelos: Hernanes e Eschenko
Cartões vermelhos: Nenhum
Gols: Fayzulin aos 72 e Fred aos 89.

Times
Brasil: Luis Felipe Scolari - 4-2-3-1 | Rússia: Fábio Capello - 4-3-3
Opinião


Retrospecto da seleção de Felipão
06/02/13 Brasil 1 x 2 Inglaterra
21/03/13 Brasil 2 x 2 Itália (Suíça)
25/03/13 Brasil 1 x 1 Rússia (Inglaterra)
02/06/13 Brasil x Inglaterra (Maracanã)
09/06/13 Brasil x França (Arena do Grêmio)

Retrospecto da seleção de Mano
10/08/10 Brasil 2 x 0 Estados Unidos
07/10/10 Brasil 3 x 0 Irã
11/10/10 Brasil 2 x 0 Ucrânia
17/11/10 Brasil 0 x 1 Argentina
09/02/11 Brasil 0 x 1 França
27/03/11 Brasil 2 x 0 Escócia
04/06/11 Brasil 0 x 0 Holanda
07/06/11 Brasil 1 x 0 Romênia
03/07/11 Brasil 0 x 0 Venezuela - Copa América
09/07/11 Brasil 2 x 2 Paraguai - Copa América
13/07/11 Brasil 4 x 2 Equador - Copa América
17/07/11 Brasil 0 x 0 Paraguai - Copa América (Derrota por 2 a 0 nos pênaltis)
10/08/11 Brasil 2 x 3 Alemanha
05/09/11 Brasil 1 x 0 Gana
14/09/11 Brasil 0 x 0 Argentina
28/09/11 Brasil 2 x 0 Argentina
07/10/11 Brasil 1 x 0 Costa Rica
11/10/11 Brasil 2 x 1 México
11/11/11 Brasil 2 x 0 Gabão
15/11/11 Brasil 2 x 0 Egito
28/02/12 Brasil 2 x 0 Bósnia-Herzegovina
26/05/12 Brasil 3 x 1 Dinamarca
30/05/12 Brasil 4 x 1 Estados Unidos
03/06/12 Brasil 0 x 2 México
09/06/12 Brasil 3 x 4 Argentina
15/08/12 Brasil 3 x 0 Suécia
07/09/12 Brasil 1 x 0 África do Sul
10/09/12 Brasil 8 x 0 China
19/09/12 Brasil 2 x 1 Argentina
11/10/12 Brasil 5 x 0 Iraque
16/10/12 Brasil 4 x 0 Japão
14/11/12 Brasil 1 x 1 Colômbia
21/11/12 Brasil 1 x 2 Argentina (Vitória por 4 a 3 nos pênaltis)

Brasil abre dois gols de vantagem, mas cede empate no início do segundo tempo


Brasil 2 x 2 Itália
Oscar foi o armador do time com Hulk pela direita FOTO: Reuters
Ficha Técnica

Brasil 2 x 2 Itália
Local: Estádio de Genebra, Suíça
Data: 21 de março de 2013, quinta-feira
Horário: 16h30 (de Brasília)
Árbitro: Stephan Studer (SUI)
Cartões amarelos: Fred, Hernanes, Filipe Luís, Maggio e Poli
Cartões vermelhos: Nenhum
Gols: Fred aos 32, Oscar aos 41, De Rossi aos 53 e Balotelli aos 56

Times
Brasil: Luis Felipe Scolari - 4-3-3 | Itália: Cesare Prandeli - 4-3-1-2
Opinião


Retrospecto da seleção de Felipão
06/02/13 Brasil 1 x 2 Inglaterra
21/03/13 Brasil 2 x 2 Itália (Suíça)
25/03/13 Brasil x Rússia (Inglaterra)
02/06/13 Brasil x Inglaterra (Maracanã)
09/06/13 Brasil x França (Arena do Grêmio)

Retrospecto da seleção de Mano
10/08/10 Brasil 2 x 0 Estados Unidos
07/10/10 Brasil 3 x 0 Irã
11/10/10 Brasil 2 x 0 Ucrânia
17/11/10 Brasil 0 x 1 Argentina
09/02/11 Brasil 0 x 1 França
27/03/11 Brasil 2 x 0 Escócia
04/06/11 Brasil 0 x 0 Holanda
07/06/11 Brasil 1 x 0 Romênia
03/07/11 Brasil 0 x 0 Venezuela - Copa América
09/07/11 Brasil 2 x 2 Paraguai - Copa América
13/07/11 Brasil 4 x 2 Equador - Copa América
17/07/11 Brasil 0 x 0 Paraguai - Copa América (Derrota por 2 a 0 nos pênaltis)
10/08/11 Brasil 2 x 3 Alemanha
05/09/11 Brasil 1 x 0 Gana
14/09/11 Brasil 0 x 0 Argentina
28/09/11 Brasil 2 x 0 Argentina
07/10/11 Brasil 1 x 0 Costa Rica
11/10/11 Brasil 2 x 1 México
11/11/11 Brasil 2 x 0 Gabão
15/11/11 Brasil 2 x 0 Egito
28/02/12 Brasil 2 x 0 Bósnia-Herzegovina
26/05/12 Brasil 3 x 1 Dinamarca
30/05/12 Brasil 4 x 1 Estados Unidos
03/06/12 Brasil 0 x 2 México
09/06/12 Brasil 3 x 4 Argentina
15/08/12 Brasil 3 x 0 Suécia
07/09/12 Brasil 1 x 0 África do Sul
10/09/12 Brasil 8 x 0 China
19/09/12 Brasil 2 x 1 Argentina
11/10/12 Brasil 5 x 0 Iraque
16/10/12 Brasil 4 x 0 Japão
14/11/12 Brasil 1 x 1 Colômbia
21/11/12 Brasil 1 x 2 Argentina (Vitória por 4 a 3 nos pênaltis)

sábado, 6 de abril de 2013

A Segunda convocação de Felipão

Confira a lista de convocados: 

Goleiros 
Diego Cavalieri (Fluminense)
Julio César (Queens Park Rangers)

Laterais 
Daniel Alves (Barcelona)
Marcelo (Real Madrid)
Filipe Luis (Atlético de Madrid)

Zagueiros 
Thiago Silva (PSG)
David Luiz (Chelsea)
Dedé (Vasco)
Dante (Bayern)
Thiago Silva forma com David Luiz a dupla da seleção FOTO: Reuters
Volantes 
Ramires (Chelsea)
Paulinho (Corinthians)
Hernanes (Lazio)
Luiz Gustavo (Bayern de Munique)
Fernando (Grêmio)
Jean (Fluminense)

Meias 
Kaká (Real Madrid)
Lucas (PSG)
Oscar (Chelsea)

Atacantes 
Hulk (Zenit)
Fred (Fluminense)
Neymar (Santos)
Diego Costa (Atlético de Madrid)

Próximos jogos da seleção brasileira 
21/03/13 Brasil x Itália (Suíça)
25/03/13 Brasil x Rússia (Inglaterra)
06/04/13 Brasil x Bolívia (Bolívia)
00/00/13 Brasil x Chile (Mineirão)
02/06/13 Brasil x Inglaterra (Maracanã)
09/06/13 Brasil x França (Arena do Grêmio)

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Derrota para Inglaterra e a realidade dessa geração brasileira


A derrota pra Inglaterra na volta de Felipão como técnico da seleção brasileira não é para deixar desanimado. Pior do que isso foi o futebol apresentado pelos time. Mas isso também não é mais uma novidade. Na minha opinião, Felipão terá que lidar com um grande problema na seleção: a falta de um jogador do meio campo pra frente no auge da carreira.

Podemos separar assim a carreira de um jogador de futebol.
17 aos 19 anos – jovem promissor, pode deslanchar
20 aos 24 anos – jogador em fase de crescimento
25 aos 29 anos – jogador no auge da carreira
30 aos 34 anos – jogador experiente, início do declínio
35 aos 39 anos – jogador veterano, aposenta a qualquer momento

*É claro que isso é apenas um esquema, concreto em alguns casos, sem valor em outros

E é esse jogador no auge que a seleção precisa. Por exemplo, Lionel Messi está com 25 anos. Entrou agora na fase que podemos considerar como “o auge da carreira” e já tem 4 Bolas de Ouro como melhor jogador do mundo. Cristiano Ronaldo, dois anos mais velho, fez 28 nessa semana. Wayne Rooney nasceu no mesmo ano, mas ainda tem 27. Steven Gerrard está com 32 anos, é um jogador experiente e com esse tempo de bola, ditou o ritmo da partida contra o Brasil. Na seleção brasileira, dos jogadores de meio para frente, os únicos convocados por Felipão que se encontram nessa faixa, são Ramires, Hulk e Fred. Um acabou de entrar, outro acabou de ser conhecido pelos brasileiros e o último já está quase saindo.
Kaká e Oscar: experiência e juventude em campo no selecionado brasileiro
A seleção brasileira conta com ótimos jogadores em “fase de crescimento”. Quem não acha que o futuro do ataque brasileiro é Lucas, Oscar, Ganso, Pato, Damião e Neymar? Mas ninguém aposta agora apenas em jogadores jovens. É por isso que Ronaldinho e Kaká continuarão na seleção, um ou outro, quem sabe os dois. Todavia, o grande problema é que a melhor fase da carreira dos dois já foi. E é essa a grande missão de Luiz Felipe Scolari. Mesclar essa experiência com juventude. O Brasil pode perder a próxima copa e vencer na Rússia com todos esses jogadores nascidos em 89, 91 e 92, como é o caso de Neymar.

A preocupação é do meio pra frente porque atrás não há porque achar problemas. Basta apenas um reserva para Daniel Alves. David Luiz e Thiago Silva são os zagueiros. Pela boa partida de ontem, Dante deve continuar e Dedé é um possível parceiro, talvez até a experiência de Lúcio contaria bastante. Na esquerda, Adriano e Marcelo tem presença garantida. Pensar que era esse o problema quando Dunga era técnico. Júlio César ganhou moral mesmo levando dois gols e poderá ter Diego Alves e Cavalieri na reserva.

Os dois volantes Ramires e Paulinho, falharam no primeiro gol da Inglaterra marcado por Rooney. Talvez por mera situação de jogo, talvez por não serem tão defensivos, e é esse segundo fator que gera a dúvida. Se houvesse um volante de mais marcação, como Lucas do Liverpool, o gol poderia não ter ocorrido. Mas isso é situação de jogo, normal.

O que não é normal é ver Ramires jogar pelo lado esquerdo da dupla de volantes. Estou acostumado a ver o camisa 7 do Chelsea, jogar no clube inglês pela direita, (algumas vezes da última temporada, até na posição onde jogou Oscar ontem). E é desse lado que ele gosta de jogar, que ele se dá melhor. Como um legítimo segundo volante, Ramires trabalharia a bola com Daniel Alves e mais o meia direita do time brasileiro, que ontem foi Oscar, seu companheiro de clube. Não deu gosto vê-lo com a camisa 5 em campo e mesmo com a entrada de Arouca, ele continuou lá. Hernanes será seu reserva que quer e até pode roubar-lhe a posição, jogando como segundo volante pela direita.

Já Paulinho que não fez uma boa partida, pode ter perdido a moral que não tinha com Felipão. Ele pode até ganhar uma nova oportunidade, mas não será surpresa se o gaúcho colocar um primeiro volante em seu lugar. Lucas do Liverpool está aí, se as lesões deixarem. Ontem jogou Jean. Arouca que também faz essa função, não entrou bem, mas é outra opção. Luiz Gustavo do Bayern de Munique e Denílson do São Paulo deveriam ganhar uma chance.

Me irritou ver Oscar com a 7, deveria estar com a 8, mais a sua cara, mas Felipão tem que testá-lo com a 10, no lugar de Ronaldinho e colocar Kaká na direita. Azar de Lucas e Hulk que jogam por ali e são “deixados de lado” por conta da, digamos “improvisação” de Kaká. O próprio Oscar, como foi ontem, pode continuar ali, mas se depender de ontem, é difícil que jogue bem. Testar Hulk também é dever, e tem que ser antes de Lucas.

No ataque, Fred contou muito com a sorte ao fazer o gol no primeiro lance de ataque da seleção, numa roubada de bola e quase virar, jogando a bola na trave, em outra. Ele sairá este ano do “auge” da carreira, quando completará 30 anos, apesar de parecer estar retornando a ela novamente, após voltar a jogar bem no Fluminense, sendo o artilheiro do campeonato brasileiro. Esperamos que continue bem esse ano também. Já Luís Fabiano, se for convocado, deverá ficar no banco na próxima partida. Os jovens Pato e Damião terão que jogar muito se quiserem ostentar a amarelinha na próxima copa. 

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Ronaldinho perde pênalti e Brasil é derrotado pela Inglaterra na reestreia de Felipão


 Inglaterra 2 x 1 Brasil



Na reestreia de Luis Felipe Scolari como técnico da seleção brasileira, derrota para a Inglaterra, nesta quarta-feira no Estádio de Wembley. Com Ronaldinho perdendo pênalti que não aconteceu, quando o placar ainda estava zerado, os ingleses saíram na frente com Rooney pegando o rebote de Júlio César. No segundo tempo, praticamente no primeiro toque na bola, Fred empatou e quase virou o marcador. Mas Lampard tratou de fazer o gol da vitória dos ingleses após passe de Rooney que aproveitou a falha de Arouca.
Lampard comemora gol que deu a vitória para a Inglaterra FOTO: Reuters
Ficha Técnica 

Inglaterra 2 x 1 Brasil
Local: Estádio de Wembley, Inglaterra
Data: 06 de fevereiro de 2013, quarta-feira
Horário: 17h30 (de Brasília)
Árbitro: Pedro Proença (POR)
Cartões amarelos: Nenhum
Cartões vermelhos: Nenhum
Gols: Rooney aos 26, Fred aos 48 e Lampard aos 60

Times
Inglaterra: Roy Hodgson - 4-2-3-1 | Brasil: Luis Felipe Scolari - 4-2-3-1
Opinião
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Retrospecto da seleção de Felipão 
06/02/13 Brasil 1 x 2 Inglaterra
21/03/13 Brasil x Itália (Suíça)
25/03/13 Brasil x Rússia (Inglaterra)
02/06/13 Brasil x Inglaterra (Maracanã)
09/06/13 Brasil x França (Arena do Grêmio)

Retrospecto da seleção de Mano
10/08/10 Brasil 2 x 0 Estados Unidos
07/10/10 Brasil 3 x 0 Irã
11/10/10 Brasil 2 x 0 Ucrânia
17/11/10 Brasil 0 x 1 Argentina
09/02/11 Brasil 0 x 1 França
27/03/11 Brasil 2 x 0 Escócia
04/06/11 Brasil 0 x 0 Holanda
07/06/11 Brasil 1 x 0 Romênia
03/07/11 Brasil 0 x 0 Venezuela - Copa América
09/07/11 Brasil 2 x 2 Paraguai - Copa América
13/07/11 Brasil 4 x 2 Equador - Copa América
17/07/11 Brasil 0 x 0 Paraguai - Copa América (Derrota por 2 a 0 nos pênaltis)
10/08/11 Brasil 2 x 3 Alemanha
05/09/11 Brasil 1 x 0 Gana
14/09/11 Brasil 0 x 0 Argentina
28/09/11 Brasil 2 x 0 Argentina
07/10/11 Brasil 1 x 0 Costa Rica
11/10/11 Brasil 2 x 1 México
11/11/11 Brasil 2 x 0 Gabão
15/11/11 Brasil 2 x 0 Egito
28/02/12 Brasil 2 x 0 Bósnia-Herzegovina
26/05/12 Brasil 3 x 1 Dinamarca
30/05/12 Brasil 4 x 1 Estados Unidos
03/06/12 Brasil 0 x 2 México
09/06/12 Brasil 3 x 4 Argentina
15/08/12 Brasil 3 x 0 Suécia
07/09/12 Brasil 1 x 0 África do Sul
10/09/12 Brasil 8 x 0 China
19/09/12 Brasil 2 x 1 Argentina
11/10/12 Brasil 5 x 0 Iraque
16/10/12 Brasil 4 x 0 Japão
14/11/12 Brasil 1 x 1 Colômbia
21/11/12 Brasil 1 x 2 Argentina (Vitória por 4 a 3 nos pênaltis)