quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

PSG vence Valencia em Mestalla com bom primeiro tempo do time e do estreante Lucas

Jogando na Espanha, Valencia e Paris Saint-Germain prometia ser um jogo de indecisão. O clube espanhol, mesmo um pouco mais fraco que outras edições da Liga dos Campões, mas contando com mais experiência na competição, enfrentaria o PSG, que retornava à Champions com muitas contratações milionárias, mas sendo considerado como um time que “reestreou” nessa edição e, por isso, sem contar com grande favoritismo.

No entanto, o que se viu no primeiro tempo, foi um PSG bastante sólido, com o Valencia, mesmo jogando no Mestalla, perdendo no meio campo e penando para atacar. A postura do time francês, de jogar sem medo na casa do adversário, deu certo e o 4-4-2, algo raro nos grandes times atualmente, funcionou muito bem com o ótimo primeiro tempo do estreante Lucas. 

Carlo Ancelotti não contou com Thiago Silva na defesa e preferiu Jallet à van der Wiel na lateral. Na segunda linha de quatro, Lucas tomou conta, defendendo e atacando com precisão, para cima do meia, improvisado na lateral, Andrés Guardado. O mexicano que seria a grande aposta do time, nas investidas do time de Valencia, perdeu tanto no ataque, quanto na defesa, levando um belo drible de Lucas que originou o segundo gol do PSG.

Verrati e Matuidi se completam no meio campo de Ancelotti, com o passe e a força, respectivamente, sendo seus principais atributos. E Pastore na esquerda, não apareceu tanto no primeiro tempo, apesar do gol, mas fez uma partida na média. Bem acima de Ibrahimovic, que mais uma vez num mata-mata de Champions, não jogou o que habitualmente se vê dele. Depois de Lucas, Lavezzi foi quem mais apareceu, correu, tabelou e marcou o primeiro gol do time, numa falha do goleiro Guaita. 

Ernesto Valverde viu Guardado sofrer nas mãos de Lucas, mas não tinha outra opção com as ausências de Cissokho e Mathieu. Talvez improvisar o zagueiro Victor Ruíz para brecar o adversário, mas não era o que havia sido treinado e praticado. Guaita não fez boa partida, afobado em alguns lances, falhando no primeiro gol e podendo pegar o segundo, Diego Alves não deve ter gostado do que viu.

João Pereira, Ricardo Costa e Rami, fizeram uma partida boa dentro do possível, assim como a dupla de volantes Parejo e Tino Costa, esse último que proporcionou grande perigo com suas bolas paradas – até resultar no lance que originou o gol de Rami e que dá uma pequena chance ao time para a partida de volta. Contudo, o grande problema do time de Valverde foi o insosso Banega como meia de armação e um apagado Jonas na meia-esquerda. 

Com Guardado, Jonas, e Banega agindo pouco, o Valencia perdeu suas principais armas, e Valverde logo trocou Jonas e Banega por Valdéz e Canales. Deu certo. O jovem espanhol atuou na esquerda e trocava bom passes no meio, assim como Valdéz. Mas nada disso fez tanta diferença quanto a saída de Lucas do jogo (que mais tarde descobriu-se ser por lesão) para a entrada do volante Chantôme. 

Nisso acontece o erro de Ancelotti. Se colocasse Menéz a pretensão seria continuar a segunda etapa com a mesma intensidade da primeira. Com Chantôme (que até marcou um gol, impedido) o time ficou mais retraído e viu o Valencia, com Guardado, ir para cima. Mesmo com algumas tentativas do time, o gol saiu mesmo na bola parada de Tino Costa. Outro ponto a comemorar foi a boba expulsão de Ibrahimovic, que chegou solando na maldade o mexicano. Ainda assim, a vitória do PSG deixou o clube com uma mão nas quartas de final da competição.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Derrota para Inglaterra e a realidade dessa geração brasileira


A derrota pra Inglaterra na volta de Felipão como técnico da seleção brasileira não é para deixar desanimado. Pior do que isso foi o futebol apresentado pelos time. Mas isso também não é mais uma novidade. Na minha opinião, Felipão terá que lidar com um grande problema na seleção: a falta de um jogador do meio campo pra frente no auge da carreira.

Podemos separar assim a carreira de um jogador de futebol.
17 aos 19 anos – jovem promissor, pode deslanchar
20 aos 24 anos – jogador em fase de crescimento
25 aos 29 anos – jogador no auge da carreira
30 aos 34 anos – jogador experiente, início do declínio
35 aos 39 anos – jogador veterano, aposenta a qualquer momento

*É claro que isso é apenas um esquema, concreto em alguns casos, sem valor em outros

E é esse jogador no auge que a seleção precisa. Por exemplo, Lionel Messi está com 25 anos. Entrou agora na fase que podemos considerar como “o auge da carreira” e já tem 4 Bolas de Ouro como melhor jogador do mundo. Cristiano Ronaldo, dois anos mais velho, fez 28 nessa semana. Wayne Rooney nasceu no mesmo ano, mas ainda tem 27. Steven Gerrard está com 32 anos, é um jogador experiente e com esse tempo de bola, ditou o ritmo da partida contra o Brasil. Na seleção brasileira, dos jogadores de meio para frente, os únicos convocados por Felipão que se encontram nessa faixa, são Ramires, Hulk e Fred. Um acabou de entrar, outro acabou de ser conhecido pelos brasileiros e o último já está quase saindo.
Kaká e Oscar: experiência e juventude em campo no selecionado brasileiro
A seleção brasileira conta com ótimos jogadores em “fase de crescimento”. Quem não acha que o futuro do ataque brasileiro é Lucas, Oscar, Ganso, Pato, Damião e Neymar? Mas ninguém aposta agora apenas em jogadores jovens. É por isso que Ronaldinho e Kaká continuarão na seleção, um ou outro, quem sabe os dois. Todavia, o grande problema é que a melhor fase da carreira dos dois já foi. E é essa a grande missão de Luiz Felipe Scolari. Mesclar essa experiência com juventude. O Brasil pode perder a próxima copa e vencer na Rússia com todos esses jogadores nascidos em 89, 91 e 92, como é o caso de Neymar.

A preocupação é do meio pra frente porque atrás não há porque achar problemas. Basta apenas um reserva para Daniel Alves. David Luiz e Thiago Silva são os zagueiros. Pela boa partida de ontem, Dante deve continuar e Dedé é um possível parceiro, talvez até a experiência de Lúcio contaria bastante. Na esquerda, Adriano e Marcelo tem presença garantida. Pensar que era esse o problema quando Dunga era técnico. Júlio César ganhou moral mesmo levando dois gols e poderá ter Diego Alves e Cavalieri na reserva.

Os dois volantes Ramires e Paulinho, falharam no primeiro gol da Inglaterra marcado por Rooney. Talvez por mera situação de jogo, talvez por não serem tão defensivos, e é esse segundo fator que gera a dúvida. Se houvesse um volante de mais marcação, como Lucas do Liverpool, o gol poderia não ter ocorrido. Mas isso é situação de jogo, normal.

O que não é normal é ver Ramires jogar pelo lado esquerdo da dupla de volantes. Estou acostumado a ver o camisa 7 do Chelsea, jogar no clube inglês pela direita, (algumas vezes da última temporada, até na posição onde jogou Oscar ontem). E é desse lado que ele gosta de jogar, que ele se dá melhor. Como um legítimo segundo volante, Ramires trabalharia a bola com Daniel Alves e mais o meia direita do time brasileiro, que ontem foi Oscar, seu companheiro de clube. Não deu gosto vê-lo com a camisa 5 em campo e mesmo com a entrada de Arouca, ele continuou lá. Hernanes será seu reserva que quer e até pode roubar-lhe a posição, jogando como segundo volante pela direita.

Já Paulinho que não fez uma boa partida, pode ter perdido a moral que não tinha com Felipão. Ele pode até ganhar uma nova oportunidade, mas não será surpresa se o gaúcho colocar um primeiro volante em seu lugar. Lucas do Liverpool está aí, se as lesões deixarem. Ontem jogou Jean. Arouca que também faz essa função, não entrou bem, mas é outra opção. Luiz Gustavo do Bayern de Munique e Denílson do São Paulo deveriam ganhar uma chance.

Me irritou ver Oscar com a 7, deveria estar com a 8, mais a sua cara, mas Felipão tem que testá-lo com a 10, no lugar de Ronaldinho e colocar Kaká na direita. Azar de Lucas e Hulk que jogam por ali e são “deixados de lado” por conta da, digamos “improvisação” de Kaká. O próprio Oscar, como foi ontem, pode continuar ali, mas se depender de ontem, é difícil que jogue bem. Testar Hulk também é dever, e tem que ser antes de Lucas.

No ataque, Fred contou muito com a sorte ao fazer o gol no primeiro lance de ataque da seleção, numa roubada de bola e quase virar, jogando a bola na trave, em outra. Ele sairá este ano do “auge” da carreira, quando completará 30 anos, apesar de parecer estar retornando a ela novamente, após voltar a jogar bem no Fluminense, sendo o artilheiro do campeonato brasileiro. Esperamos que continue bem esse ano também. Já Luís Fabiano, se for convocado, deverá ficar no banco na próxima partida. Os jovens Pato e Damião terão que jogar muito se quiserem ostentar a amarelinha na próxima copa. 

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Ronaldinho perde pênalti e Brasil é derrotado pela Inglaterra na reestreia de Felipão


 Inglaterra 2 x 1 Brasil



Na reestreia de Luis Felipe Scolari como técnico da seleção brasileira, derrota para a Inglaterra, nesta quarta-feira no Estádio de Wembley. Com Ronaldinho perdendo pênalti que não aconteceu, quando o placar ainda estava zerado, os ingleses saíram na frente com Rooney pegando o rebote de Júlio César. No segundo tempo, praticamente no primeiro toque na bola, Fred empatou e quase virou o marcador. Mas Lampard tratou de fazer o gol da vitória dos ingleses após passe de Rooney que aproveitou a falha de Arouca.
Lampard comemora gol que deu a vitória para a Inglaterra FOTO: Reuters
Ficha Técnica 

Inglaterra 2 x 1 Brasil
Local: Estádio de Wembley, Inglaterra
Data: 06 de fevereiro de 2013, quarta-feira
Horário: 17h30 (de Brasília)
Árbitro: Pedro Proença (POR)
Cartões amarelos: Nenhum
Cartões vermelhos: Nenhum
Gols: Rooney aos 26, Fred aos 48 e Lampard aos 60

Times
Inglaterra: Roy Hodgson - 4-2-3-1 | Brasil: Luis Felipe Scolari - 4-2-3-1
Opinião
Clique aqui.

Retrospecto da seleção de Felipão 
06/02/13 Brasil 1 x 2 Inglaterra
21/03/13 Brasil x Itália (Suíça)
25/03/13 Brasil x Rússia (Inglaterra)
02/06/13 Brasil x Inglaterra (Maracanã)
09/06/13 Brasil x França (Arena do Grêmio)

Retrospecto da seleção de Mano
10/08/10 Brasil 2 x 0 Estados Unidos
07/10/10 Brasil 3 x 0 Irã
11/10/10 Brasil 2 x 0 Ucrânia
17/11/10 Brasil 0 x 1 Argentina
09/02/11 Brasil 0 x 1 França
27/03/11 Brasil 2 x 0 Escócia
04/06/11 Brasil 0 x 0 Holanda
07/06/11 Brasil 1 x 0 Romênia
03/07/11 Brasil 0 x 0 Venezuela - Copa América
09/07/11 Brasil 2 x 2 Paraguai - Copa América
13/07/11 Brasil 4 x 2 Equador - Copa América
17/07/11 Brasil 0 x 0 Paraguai - Copa América (Derrota por 2 a 0 nos pênaltis)
10/08/11 Brasil 2 x 3 Alemanha
05/09/11 Brasil 1 x 0 Gana
14/09/11 Brasil 0 x 0 Argentina
28/09/11 Brasil 2 x 0 Argentina
07/10/11 Brasil 1 x 0 Costa Rica
11/10/11 Brasil 2 x 1 México
11/11/11 Brasil 2 x 0 Gabão
15/11/11 Brasil 2 x 0 Egito
28/02/12 Brasil 2 x 0 Bósnia-Herzegovina
26/05/12 Brasil 3 x 1 Dinamarca
30/05/12 Brasil 4 x 1 Estados Unidos
03/06/12 Brasil 0 x 2 México
09/06/12 Brasil 3 x 4 Argentina
15/08/12 Brasil 3 x 0 Suécia
07/09/12 Brasil 1 x 0 África do Sul
10/09/12 Brasil 8 x 0 China
19/09/12 Brasil 2 x 1 Argentina
11/10/12 Brasil 5 x 0 Iraque
16/10/12 Brasil 4 x 0 Japão
14/11/12 Brasil 1 x 1 Colômbia
21/11/12 Brasil 1 x 2 Argentina (Vitória por 4 a 3 nos pênaltis)

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

El Shaarawy e Neymar: semelhanças no estilo de jogo, mas não no pênalti sofrido

O que El Shaarawy e Neymar têm em comum? Os dois nasceram em 92, são atacantes, mas gostam de jogar na ponta-esquerda, mas são destros e, com isso, possuem a característica de receber a bola ali, puxar para o meio e bater para o gol. São as grandes revelações de seus respectivos países nos últimos anos. Um é a grande aposta do Brasil para a próxima copa. O outro vem se destacando como titular no Milan e aos poucos vai conquistando seu espaço na azzurra.

O moicano espetado de ambos, também chama a atenção, mas neste final de semana, uma cena idêntica de ambos, chamou a minha atenção. Rápidos, ambos gostam de partir com a bola dominada e ir para cima da marcação. Neymar pegou a bola e seguiu até a área são paulina, no início do segundo tempo do clássico deste final de semana contra o São Paulo. El Shaarawy, no último minuto de jogo, correu em velocidade para receber o lançamento rasteiro, no confronto contra a Udinese, no qual os dois pontos perdidos com o empate conquistado até ali, fariam muita falta.
Pênalti que não existiu sofrido por El Shaarawy, deu a vitória ao Milan após cobrança de Balotelli FOTO: AP
Quando o italiano ia seguir para o gol, foi brecado pelo zagueiro Domizzi, caindo na área e com o árbitro marcando pênalti para o desespero dos jogadores adversários. Na hora eu vi que não foi. Percebi que o zagueiro pegou na bola, que foi parar na placa de publicidade. Nisso, o atacante rossonero recebeu o choque normal do lance, sendo atingido depois do zagueiro friuli ter pegado na bola. A jogada não foi violenta. O ex-jogador Athirson, comentarista da Fox Sports, disse que não havia dúvidas de que não foi pênalti.

Foi além, afirmando que o pênalti foi cavado. Nesse caso, eu discordei completamente. Depois vi que poderia ter sido cavado, mas não dava para considerar isso. “Não foi 100% cavado”, disse meu pai, assistindo ao lado. Não foi é pênalti. Mas se o juiz apitou, vai lá Balotelli bater e se consagrar na sua estreia pelo Milan. Depois do jogo, El Shaarawy comemorou meio sem jeito. Parece que sabia que realmente foi um choque normal após Domizzi ter tirado a bola. A intenção dele se jogar não houve, porque a trombada foi dura (não violenta), mas a malícia de saber que isso poderia acontecer, (não do jeito que foi, mas com o zagueiro o derrubando) isso houve e deu ao Milan a vitória que precisava.

Assistindo ao Globo Esporte, vejo o lance de Neymar ser repetido várias vezes. E sinto vergonha. Foi um pênalti que não foi cavado. Foi num pênalti no qual o atacante santista se jogou. A repetição da cena deixava isso para mim, cada vez mais claro. E depois que ela para, o apresentador Tiago Leifert pergunta para o apresentador Caio Ribeiro: – Foi pênalti Caio? – Não há dúvidas de que foi. A justificativa até que não foi errada, mas não foi o que aconteceu, pois Neymar se jogou, como já é rotina para o jogador e para todos os que o acompanham.

Ele recebeu a chegada do defensor são paulino, mas de tão rápido, não sofreu a falta no pé esquerdo. O pé direito que subia para a próxima passada, sofreu um pequeno encostão do zagueiro, insuficiente para derrubá-lo, mesmo em velocidade, mesmo em “fazendo a curva” como disse Caio. Rhodolfo do São Paulo, disse que foi fora da área, o que não aconteceu. Neymar foi com a intenção de sofrer pênalti, assim como o fez El Shaarawy. Até aí nenhum problema – problema é de quem faz a falta – mas ainda assim, o italiano não passou pelo marcador, que pegou na bola, enquanto Neymar passou pelo zagueiro. E se jogou. 

"Nem precisava cavar mais um pênalti como fez, tirando proveito de uma entrada um tanto quanto estabanada de Paulo Miranda", disse Mauro Cezar Pereira em seu blog na ESPN. Futebol é raça, não se jogar por sofrer um pequeno toque nas pernas. Não se jogar por estar na grande área. Duvido que se fosse no meio de campo, no início da jogada por exemplo, ele teria se jogado. Essa “malandragem brasileira” pode até dar certo. Mas irrita. E não me dá nenhum pouco de orgulho.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

O Milan e seus quatro erros

Doze pontos separam o Milan, atual quinto colocado do campeonato italiano, da atual campeã Juventus, primeira com 49 pontos. Muito para um campeonato de pontos corridos, no qual a cada rodada, um empate “bobo” custa muito caro. E essas quatro vitórias de diferença, tem motivo: o mau início de campeonato. Ainda um pouco desmotivado com as vendas de Ibrahimovic e Thiago Silva, o Milan começou a temporada perdendo, totalizando cinco derrotas, dois empates e uma vitória nas oito rodadas iniciais.

Mas o que realmente se deve destacar, é que essa diferença é marcada pelas derrotas do time em pleno San Siro. Até essa 22º rodada, a equipe do técnico Massimiliano Allegri, perdeu, justamente, quatro vezes diante da sua torcida. Na primeira rodada para a Sampdoria, no segundo jogo em casa, válido pela terceira rodada contra a Atalanta e para a arquirrival Inter de Milão, na sétima rodada. Fato curioso, é que todas foram por um a zero, com o Milan não conseguindo emplacar as jogadas durante toda a partida, para depois sofrer um “gol-surpresa”, – este que apareceu logo no início do derby contra a Inter.
El Shaarawy tornou-se inesperadamente no destaque do Milan e é o artilheiro do time com 15 gols FOTO: AFP
A quarta derrota em casa, talvez tenha sido a mais dolorida. A equipe vinha de uma goleada sobre o Chievo por 5 a 1, com bela atuação de todo o time, mas não conseguiu superar a Fiorentina, num jogo que ficou marcado por um pênalti perdido por Alexandre Pato quando o jogo ainda estava um a zero para o time viola. No final, derrota por 3 a 1. Mas a partir daí, o Milan reagiu e conquistou uma boa sequência. Um empate fora de casa com o Napoli, isso com dois gols do destaque do time na temporada, El Shaarawy, após o clube rossonero estar perdendo por dois a zero e que deu mais moral ao jogador e ânimo ao time.

Na rodada seguinte, o clássico contra a Juventus foi vencido com muito suor e a distância para a vecchia signora diminuiu para 14 pontos. A vitória foi a primeira de outras três sobre Catania, Torino e Pescara, com apenas este último sendo em casa. A sequência foi quebrada com um show de bola da Roma que abriu três a zero no primeiro tempo, sobre um apático Milan, que reagiu tarde demais, perdendo por 4 a 2 na última partida de 2012.

Neste ano, no último jogo do primeiro turno, vitória tranquila sobre o Siena, mas depois, empate contra a Sampdoria, sem poder se vingar da derrota na estreia. A nova vitória sobre o Bologna, com Pazzini fazendo dois gols, (um deles um golaço, o quinto do jogador nos dois confrontos contra o Bologna) e a vitória de ontem sobre a Atalanta, podem ser o início da “sequência que falta” ao time rossonero.

Para animar um pouco, dois empates e uma derrota nos últimos quatro jogos, fizeram a Juventus não ter saltado mais na tabela, caíndo um pouco de produção. Napoli, Lazio e a Internazionale estão na busca da atual campeã, e todos estão separados por três pontos, o que anima ainda mais as coisas, mas evidencia também que a luta rossonera por, no mínimo, uma vaga na Liga dos Campeões, será um trabalho árduo.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

A primeira convocação de Felipão

A primeira convocação de Luiz Felipe Scolari em seu retorno a seleção brasileira após a demissão de Mano Menezes, ficou marcada pela volta de Ronaldinho Gaúcho e Júlio César. No entanto, a ausência de Kaká também deve ser lembrada, já que ele foi nome frequente nas últimas listas do ex-técnico. Se Felipão trocou seis por meia dúzia, em questão de idade e importância na seleção, sendo ambos, hoje, "medalhões", espero que isso não venha a se repetir na próxima convocação. Kaká ainda merece. 

Ainda sem saber – e entender – do porque que apenas 20 jogadores foram convocados comento que, ainda assim, a convocação de Felipão foi muito boa, principalmente por dois fatores: Dante e Hernanes. Enquanto o zagueiro ganha a chance de estrear pela amarelinha, vindo de ótimas partidas no Bayern de Munique, time aonde é titular, Hernanes vem sendo comandante da boa campanha da Lazio, que sonha em tomar a primeira colocação da Juventus, disputando pau a pau com o Napoli. Mesmo jogando como meia-armador, não haveria dificuldade para o jogador realizar a função de segundo volante. 

Posição por posição, a permanência de Diego Alves não surpreende e a ida de Júlio César é uma boa aposta. Ele trará experiência ao trio de goleiros, assim como Rogério Ceni (aniversariante do dia) foi para ele na última copa, e no meu ver, disputará posição com Cássio, que ganhou outro status na campanha do mundial conquistado pelo Corinthians. Ambos vem atrás de Diego Cavalieri – que disputaria a titularidade com o xará Alves. 
Diferente de Mano, Felipão levou Ronaldinho Gaúcho e deixou Kaká de fora FOTO: Mowa Press
Nas laterais, a certeza de que Daniel Alves continuará, contrapõe a incerteza de seu reserva. Adriano não, por favor, aqui é seleção brasileira, sem improvisos. Ele que fique na esquerda, como um ótimo reserva, de Marcelo – vez ou outra, titular. E Filipe Luís agradecido com mais uma chance. Rafael vem fazendo boa temporada no United, e se fosse 23 jogadores, poderia ter aparecido. Maicon quase não joga no rival City, assim como Rafinha no Bayern de Munique. Outras opções mais distantes são Danilo do Porto e Ilsinho do Shakhtar Donetsk. Pra mim hoje é Rafael, mas jogando, sou mais o Rafinha – quem sabe Guardiola o ajude.  

Um dos defeitos de Mano Menezes era chamar Leandro Castán. Outras melhores opções existiam, como a dupla sertaneja Henrique e Rhodolfo. Felipão volta a cometer esse erro (apenas na minha opinião, e de outros, é claro), mas que passa despercebido diante do chamado de Dante. Miranda também é outra boa escolha, mas que pode ser preterida por Dedé. 

O quarteto de volantes ficou marcado por não haver nenhum “cão de guarda”, o clássico cabeça-de-área, ainda mais por ser algo característico do técnico. Paulinho e Ramires devem continuar, com Arouca e Hernanes em suas sombras. Os dois que jogam no Brasil, para mim formam a melhor dupla de volantes do país, sem contar Denílson que é jogador do Arsenal e está emprestado ao São Paulo. Gosto mais do futebol do Hernanes que o de Ramires, mas o camisa 7 do Chelsea merece ser o titular como segundo volante do time, mas jogando pela direita. Ainda sem muito ritmo de jogo, Lucas do Liverpool é a opinião mais sensata como camisa 5 da seleção, porém ficou de fora. Ainda podem aparecer Luiz Gustavo do Bayern de Munique e Fernando do Porto, mas é Sandro do Tottenham que, em minha opinião, Felipão colocará para disputar posição com Lucas para ser o quarto volante do time, no lugar de Arouca. Paulinho não deve sair. 

No meio campo, Felipão chamou apenas Oscar e Ronaldinho Gaúcho (além de Lucas, mas como o 4-3-3 deverá permanecer, o deixaremos como ponta, no ataque), abdicando de Kaká, que não vem jogando pelo Real Madrid. Certo? De certa forma sim, mas ainda preciso sentir a vontade – e o bom futebol – de Ronaldinho Gaúcho jogar pela seleção brasileira, algo que ele parece ter perdido na derrota para a França na – longínqua – copa de 2006. Ainda assim, poderá ser reserva de Oscar, ou atuarem juntos, com Hulk sendo preterido ou na linha de ataque, ou para um 4-4-2, ou até mesmo, quem sabe para um 4-2-3-1. 

Mesmo capenga de um jogador, a linha de ataque aspira estar perfeita. Com os “89” Pato e Damião não jogando muita bola, voltam a ter chances os tarimbados Fred e Luís Fabiano, que foram artilheiro e vice-artilheiro do brasileirão, respectivamente. Mais atrás, Jonas vem jogando bem no Valencia, mas como segundo atacante, e outro nome interessante, Nilmar, anda fazendo não sei o que no Catar. (Ah! Ganhando dinheiro). Na ponta direita, Hulk e Lucas, com o primeiro merecendo mais ser titular. Na esquerda, o reserva da unanimidade Neymar, poderia ser ou Kaká (jogando no que hoje está Ronaldinho Gaúcho, este que seria o ponta-esquerda, assim como era no Barcelona) ou Robinho, que não retornou a seleção após a campanha na Copa América. E só. 

Se quisermos renovar um pouco mais a seleção, William (Shakhtar Donetsk), Ganso (São Paulo) e Giuliano (Dnipro Dnipropetrovsk) estão aí, mas será difícil superar um dos R’s de Felipão em 2002. Assim, deixo a minha análise e opinião sobre a primeira convocação de Luiz Felipe Scolari. Boa, mas que certamente sofrerá mudanças e que nunca cairá no gosto de todos os brasileiros. 

Confira a lista de convocados: 
Goleiros 
Diego Alves (Valencia)
Julio César (Queens Park Rangers)

Laterais 
Daniel Alves (Barcelona)
Adriano (Barcelona)
Filipe Luis (Atlético de Madrid)

Zagueiros 
David Luiz (Chelsea)
Dante (Bayern)
Miranda (Atlético de Madrid)
Leandro Castán (Roma)

Volantes 
Ramires (Chelsea)
Paulinho (Corinthians)
Hernanes (Lazio)
Arouca (Santos)

Meias 
Oscar (Chelsea)
Ronaldinho Gaúcho (Atlético-MG)

Atacantes 
Hulk (Zenit)
Fred (Fluminense)
Neymar (Santos)
Lucas (PSG)
Luis Fabiano (São Paulo)

Próximos jogos da seleção brasileira 
02/02/13 Brasil x Inglaterra (Inglaterra)
21/03/13 Brasil x Itália (Suíça)
25/03/13 Brasil x Rússia (Inglaterra)
02/06/13 Brasil x Inglaterra (Maracanã)
09/06/13 Brasil x França (Arena do Grêmio)

sábado, 15 de dezembro de 2012

Adeus, Marcos

Não vi o jogo de despedida do Marcos. Aguardava para que o jogo começasse e assim que a transmissão iniciou, entrada de jogadores, de Marcos ao lado de seus três filhos e de várias placas, estátuas, troféus, homenagens e, é claro, o canto da torcida palmeirense, para o maior goleiro que a Sociedade Esportiva Palmeiras já viu e um dos maiores que o mundo já viu. Mas não vi o jogo. A luz caiu. Não entrei em desespero, mas fiquei triste. Esperando pela luz voltar, fui dormir ao perceber que ela demoraria para voltar.

Mas irei assistir a gravação que fiz da retransmissão que passará hoje, 12/12/12. Tudo doze para a camisa 12 que Marcos vestiu na maior parte de sua história no Palmeiras. O goleiro e jogador mais querido de todos as torcidas de todos os times brasileiros, conseguiu a façanha de reunir os dois times que mais marcaram a minha infância. No tempo que esquema tático não fazia tanta diferença, que os estádios brasileiros pareciam viver cheios (de alegria) e que todos os jogos pareciam ser disputados com se fossem finais. Marcos reuniu o Palmeiras campeão da Libertadores em 99 e que fazia eu pular de alegria pelas vitórias e por ser palmeirense. E a seleção brasileira campeã mundial em 2002, nas manhãs e madrugadas do Brasil e que, com aquele bigodudo no banco e um trio de R's na frente, e com ele, é claro, brilhando muio no gol, fez eu ver o único título da nossa seleção. 
Homenagem ao Marcos em jogo amistoso contra o Ajax FOTO: globo.com
E vendo todos aqueles jogadores daquela seleção e também do time palmeirense, parei para pensar que mesmo tendo Ronaldo, Rivaldo, Roberto Carlos, Cafu, jogadores tão importantes para a seleção e para seus clubes, não tiveram a mesma celebração ao final da carreira, que o arqueiro palmeirense teve. Talvez porque acabaram meio contra a própria vontade ou nem acabaram direito, o motivo para que o goleiro palmeirense recebesse toda essa festa e muito mais, todos sabem. Marcos merece por dedicar toda a sua carreira a um só clube, provando que o amor do jogador pelo seu clube do coração, é maior que o dinheiro. Na época com 12 anos, não sabia da oferta do Arsenal por ele. Seja lá quantos milhões eram, ele ficou, mesmo com o clube Série B. E se ficou, era para nunca mais sair, nem do clube, nem do coração dos torcedores alviverdes. 

O carisma e o jeito do “São Marcos”, junto a suas histórias, não passam despercebidos por onde quer que ele passe. Ele que é, sem dúvida nenhuma, o melhor jogador de todos os tempos do Palmeiras, junto a Ademir da Guia – que esteve presente ontem e até jogou. Talvez nem junto, para mim e para muitos outros palmeirenses mais jovens, já que não vi o “Divino” jogar. Merecido para ele que recusou a número um por respeito a Velloso, mas que nem precisa disso, pois é, e sempre será o número 1 de todos os palmeirenses.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Felipão: nem bom, nem ruim

Não gostei da contratação de Mano Menezes para técnico da seleção brasileira de futebol após a derrota para a Holanda na Copa de 2010. Não gostei porque o meu preferido era outro gaúcho: Luís Felipe Scolari. Mas como “Felipão” havia chegado há pouco tempo no Palmeiras, isso era pouco provável. Muricy não aceitou o cargo. Sobrou para Mano. Missão complicada já que disputaria apenas amistosos, sem nenhum jogo nas eliminatórias. 

As convocações foram feitas, cada um com suas críticas e os jogos também. Mas se na seleção dos jogadores haverá sempre quem discorde, nas partidas da amarelinha não. E o Brasil não estava bem. Não ganhou uma partida contra uma grande seleção e não jogava tanto quanto se esperava com as mais fracas. Mano, porém, fazia o que haviam lhe pedido. O que era o certo. Reformulou a seleção com caras novas e com grande potencial. 
Felipão, a escolha mais óbvia FOTO: AFP
Neymar, Ganso, Pato, Damião, Lucas e Oscar. Esses apenas do meio para frente – em tese – formam a cara da “nova” seleção. Um “quarteto mágico” com dois no banco. Uma geração e tanto com três 89, dois 92 e um 91. E o Mano apostou neles desde o início, apesar de Ganso “o camisa 10 da próxima copa” se machucar, as frequentes lesões de Alexandre Pato e um certo receio, se é que podemos chamar assim, com Lucas. 

Veio a Copa América, primeira competição e vergonha. No ano seguinte, Olimpíadas e mesmo que com um sub-23 no qual se questionou a convocação de Hulk ao invés de David Luiz, derrota na final para o México. Para mim, se houvesse um momento para demitir Mano, seria ali. Pelo contrário, seria o técnico na copa em casa. Mas não foi. José Maria Marin presidente da CBF no lugar de Marcelo Teixeira – que foi quem escolheu Mano Menezes – decidiu assumir a bronca. 

Demitir Mano no melhor momento do técnico da seleção (apesar do empate com a Colômbia e na vitória nos pênaltis sobre a Argentina) e escolher ele mesmo o seu técnico. Com o anúncio tendo que ser feito para o sorteio da Copa das Confederações (não diga que não foi por isso) Felipão, aquele que eu queria no começo, foi escolhido. Superstição por ser o técnico que assumiu o comando pouco mais de um ano antes de vencer a Copa de 2002? Também. É a melhor escolha após a saída de Mano? Não. A melhor escolha seria a permanência de Mano. Como isso não aconteceu, muito se debateu sobre quem seria o novo técnico. 

Boas opções não faltavam. Muricy Ramalho, Wanderley Luxemburgo, Tite, Abel Braga e até mesmo Pep Guardiola (deixem o cara descansar, por favor). Todavia, nenhuma surpresa com a escolha de Felipão. Além da “superstição” de Marin (minha e de muitos brasileiros, além de uma nova oportunidade para, quem sabe, uma nova “Família Scolari”), os outros técnicos estão muito bem empregados. Muricy no Santos, Luxemburgo no Grêmio e Tite com o Mundial a disputar no Corinthians e Abel Braga (mais provável, mas o menos cotado) com o título no Fluminense. Guardiola, livre e solto tinha o empecilho de ser justamente quem ele é: o Guardiola. 

Não que seja um absurdo ver um estrangeiro ser técnico da seleção, mas é que diante de tantas opções que tem aqui, escolher alguém que mudou a forma de jogar de um clube, conquistando vários títulos – com Messi, Xavi e Iniesta – para, se esperava, fazer o mesmo no Brasil, por que não? Porque um ano e seis meses para isso é pouco, muito pouco. Seria cometer dois erros em um: um estrangeiro com pouco tempo de trabalho.

E mesmo que Felipão tenha – em parte – culpa no rebaixamento do Palmeiras, foi com o mesmo time que ele conquistou a Copa do Brasil, torneio mata-mata. E é disso que a seleção precisa. Porém, era necessário alguém mais “atualizado”, ciente de que o futebol é mudou muito após a conquista do penta. E parece que Felipão não está tão ligado à isso. Parece, é o que espero para ver em campo. 

 E se o Brasil vencer a Copa, ele se aposenta. Se o Brasil perder, "aposentam" ele. 

 *Termino o texto e vejo que a mãe de Luís Felipe Scolari falece. Triste pelo técnico campeão do meu time na infância.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

A Premier League que eu conheço

Arteta? Não, não é ele quem deveria bater esse pênalti. A sensação de que a torcida do Arsenal não sairia feliz do estádio, mesmo após ter um tiro livre de sete metros a seu favor veio a mim quando o número 8 dos gunners se posicionou para a cobrança. A previsão para o sábado era de futebol de manhã (mais exatamente futsal) e artigo de assessoria de imprensa à tarde – claro, com a televisão ligada nos jogos de futebol na Europa que agitam todo o meu final de semana. Um eu sempre vejo.

A derrota do meu time no primeiro jogo do dia, o almoço atrasado e os olhos focados também no notebook, fizeram com que não visse a peleja entre Arsenal e Fulham de “cabo a rabo”. Mas deveria, diante do ótimo confronto que ambas as equipes realizaram. Algo inédito até 11º rodada, foi o Arsenal marcar duas vezes com pouco mais de 20 minutos. Os contratados e “criticados” Oliver Giroud e Lukas Podolki balançaram a rede adversária, esbravejaram e naquela cena, a dúvida apareceu. Seria a noite dos gunners?

Giroud marca o gol de empate do Arsenal FOTO: Getty Images
A única goleada do clube na temporada foi no 6 a 1 sobre o Southampton, na quando comemorou dois gols contra. No entanto, a imaginação do torcedor com uma possível goleada brecou quando o búlgaro Dimitar Berbatov, ex-Manchester United, marcou de cabeça após cobrança de escanteio, esfriando ainda mais Emirates Stadium. O Fulham é uma equipe aguerrida, com um modo de jogar interessante, contando com bons jogadores de várias seleções nacionais e que não se acanhou diante do rival da cidade. Há cinco minutos do fim do primeiro tempo, Kacaniklic que havia entrado no lugar de Richardson, que saiu lesionado, empatou a partida para delírio dos torcedores do cottagers, que deixaram a equipe animada para a volta do intervalo, dando um banho de água fria no time de Arsenè Wenger.

Este que fez a partida mornar na segunda etapa, até o momento que o juiz apitou pênalti que o búlgaro Berbatov converteu, colocando os visitantes na frente. 3 a 2. Todavia, a alegria durou pouco. Mais exatamente dois minutos. Giroud foi lançado e saiu sozinho em direção ao goleiro Schwarzer. O veterano australiano cresceu em frente ao francês que acertou a bola na trave. No rebote, Walcoot cruzou sem titubear na cabeça do centroavante que não desperdiçou e empatou a partida, alegrando novamente a torcida arsenalista.


Arteta decepcionado após perder o pênalti que daria a vitória FOTO: Getty Images
O melhor ainda estava por vir. O gol de empate animou o time de Wenger que foi para cima, mas as tentativas de gol sempre paravam no goleiro Schwarzer. Uma, duas, três defesas feitas por ele, deixaram o placar igual. Quando o empate parecia ser o resultado do embate, o árbitro Phil Dowd apitou mão na bola, mesmo que sempre seja bola na mão, dentro da área de Schwarzer. Mesmo que de forma um pouco injusta, era a chance do Arsenal sair com a vitória, sofrida por sinal, e garantir os três pontos para subir algumas posições no campeonato. 

Mas a camisa oito (número preferido de quem vos escreve) de Arteta apareceu na tela da TV e não demonstrou confiança de que seria ele o autor do gol da vitória convertendo o pênalti. Os 94 minutos apontavam que aquele seria o último lance do jogo, lance que brilhou o goleiro Schwarzer que pulou para a esquerda e defendeu a boa – mas não decisiva – cobrança de Arteta, garantindo a vitória para o Fulham, mesmo que ela tenha valido apenas um ponto na classificação (exagerado).

O outro jogo da noite – na Inglaterra – marcado às 15h30 no Brasil, entre Aston Villa e Manchester United, iniciou com total atenção do blogueiro. A meia hora que intercalou as duas partidas foi o suficiente para tentar fazer um pouco do artigo antes de abandonar tudo e dedicar ao jogo, como há tempo não fazia. O cansaço do jogo da manhã ainda estava presente e isso ajudou a deitar tranquilamente no sofá. Mas o que se viu no primeiro inteiro da partida, realizada no Villa Park, estádio do Aston Villa, foi um primeiro tempo nada animador, ainda mais para quem tinha acabado de ver seis gols (sendo quatro no primeiro tempo) na partida anterior.

Com um meio campo jogando mal, com Valencia e Young pelas alas não conseguindo se infiltrar na boa marcação dos villans, e um Paul Scholes – do qual sou muito fã – sem tanta vontade de jogo, o Manchester mesmo jogando melhor e mantendo pequena superioridade na posse de bola, não conseguia marcar, visto que a temida dupla Rooney e van Persie não estavam num dia tão bom. O 4-2-3-1 do time da casa montado por Paul Lambert, apostando no contra-ataque deu resultado apenas aos 46 minutos do primeiro tempo. Um banho de água fria ainda mais gelada sobre os red devils. Benteke adiantou a bola na esquerda, ganhou no jogo de corpo de Smalling e tocou rasteiro na entrada da área para o jovem austríaco Andreas Weimann. Ele pegou bem de primeira, jogou em cima de De Gea que não conseguiu evitar o um a zero.

No intervalo, Alex Ferguson tirou o apagado Young – que recebia vaias da torcida do seu ex-time toda vez que pegava na bola – e colocou “Chicharito”. Com o número 14 nas costas e vontade de fazer a diferença, o mexicano ficou com expressão insólita quando saiu o segundo gol do time da casa, novamente com Weimann, dessa vez aproveitando passe de Agbonlahor, novamente da esquerda, após a jogada iniciar pela direita.
Com a partida reiniciada após o gol, Chicharito não imaginava – ou sim? – que a estrela dele brilharia mais que a de Weimann, atacante de 21 anos que, até então, seria o grande nome para acabar com um jejum de 17 anos sem vitória do Villa sobre o United no Villa Park. Oito minutos após o time da casa ampliar, o mexicano recebeu belo lançamento e ao matar a bola, quando parecia que ele perderia o domínio e, consequentemente a bola, tudo se ajeitou para que ele pudesse conseguir o chute que, mesmo fraco, passou pelo goleiro e pelo defensor, diminuindo o placar.
Chicharito comemora o gol em sua noite iluminada FOTO: Reuters
E era sabido que se o Manchester diminuísse, a pressão atrás do empate e da virada seria grande. E foi o que aconteceu. Enquanto o Aston Villa sentiu o gol, os red devils foram para cima, e o segundo gol não demorou muito a sair. Rooney abriu na direita para Rafael e o cruzamento do lateral brasileiro atravessou toda a pequena área até encontrar Hernández que pegou de primeira. A bola resvalou no zagueiro Vlaar antes de entrar, e fez com que fosse validado gol contra (injustamente, diga-se), apesar de todo o mérito do atacante.

O empate diminuiu um pouco o ritmo do Manchester, que sem pressionar tanto, esperava que o gol da virada pudesse sair a qualquer momento. Assim como aconteceu duas vezes com Robin van Persie que de cabeça, acertou o travessão após cruzamento na área. Faltou pouco, mas após o atacante holandês novamente acertar o travessão, depois de bela jogada no qual cortou da direita para dentro e com a esquerda chutou forte, parecia não ter jeito. Era Javier Hernández que teria que fazer o terceiro, o da vitória. E assim foi.

A cobrança de falta de van Persie encontrou um determinado Chicharito que saiu da marcação, e se abaixou para cabecear no canto esquerdo do goleiro, há três minutos do fim. O camisa 14 saiu correndo para comemorar com a torcida o feito, para depois seus companheiros chegarem para abraçá-lo. O jogo que parecia ser de Weimann e do Aston Villa, mudou, foi de Chicharito, mais uma vez do Manchester United, que manteve o tabu, e agora são 18 jogos invictos no Villa Park.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Jogos da Seleção - Brasil 1 x 2 Argentina

Brasil 1 X 2 Argentina
O título do nada empolgante "Superclássico das Américas" ficou com o Brasil FOTO: AP
FICHA TÉCNICA 

BRASIL 1 X 2 ARGENTINA
Local: Estádio La Bombonera, Buenos Aires, Argentina
Data: 21 de novembro de 2012, quarta-feira
Horário: 22h00 (de Brasília)
Árbitro: Enrique Osses
Cartões amarelos: Guiñazu, Fred e Réver
Cartões vermelhos: Nenhum
Gols: Scocco aos 36 e 44 e Fred aos 37, todos no segundo tempo

TIMES 

Retrospecto da seleção de Mano pós-copa do mundo de 2010 
10/08/10 Brasil 2 x 0 Estados Unidos
07/10/10 Brasil 3 x 0 Irã
11/10/10 Brasil 2 x 0 Ucrânia
17/11/10 Brasil 0 x 1 Argentina
09/02/11 Brasil 0 x 1 França
27/03/11 Brasil 2 x 0 Escócia
04/06/11 Brasil 0 x 0 Holanda
07/06/11 Brasil 1 x 0 Romênia
03/07/11 Brasil 0 x 0 Venezuela - Copa América
09/07/11 Brasil 2 x 2 Paraguai - Copa América
13/07/11 Brasil 4 x 2 Equador - Copa América
17/07/11 Brasil 0 x 0 Paraguai - Copa América (Derrota por 2 a 0 nos pênaltis)
10/08/11 Brasil 2 x 3 Alemanha
05/09/11 Brasil 1 x 0 Gana
14/09/11 Brasil 0 x 0 Argentina
28/09/11 Brasil 2 x 0 Argentina
07/10/11 Brasil 1 x 0 Costa Rica
11/10/11 Brasil 2 x 1 México
11/11/11 Brasil 2 x 0 Gabão
15/11/11 Brasil 2 x 0 Egito
28/02/12 Brasil 2 x 0 Bósnia-Herzegovina
26/05/12 Brasil 3 x 1 Dinamarca
30/05/12 Brasil 4 x 1 Estados Unidos
03/06/12 Brasil 0 x 2 México
09/06/12 Brasil 3 x 4 Argentina
15/08/12 Brasil 3 x 0 Suécia
07/09/12 Brasil 1 x 0 África do Sul
10/09/12 Brasil 8 x 0 China
19/09/12 Brasil 2 x 1 Argentina
11/10/12 Brasil 5 x 0 Iraque
16/10/12 Brasil 4 x 0 Japão
14/11/12 Brasil 1 x 1 Colômbia
21/11/12 Brasil 1 x 2 Argentina (Vitória por 4 a 3 nos pênaltis)

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Jogos da Seleção - Brasil 1 x 1 Colômbia

Brasil 1 x 1 Colômbia 
Neymar marcou o único gol do "jogo mil" da seleção brasileira FOTO: Mowa Press
FICHA TÉCNICA 


BRASIL 1 X 1 COLÔMBIA
Local: Estádio MetLife Stadium, Nova Jersey, Estados Unidos
Data: 14 de novembro de 2012, quarta-feira
Horário: 22h00 (de Brasília)
Árbitro: Mark Geiger
Cartões amarelos: Leandro Castán, Ramires, Yepes e Armero.
Cartões vermelhos: Nenhum
Gols: Cuadrado aos 43 e Neymar aos 63.


TIMES 

Retrospecto da seleção de Mano pós-copa do mundo de 2010 
10/08/10 Brasil 2 x 0 Estados Unidos
07/10/10 Brasil 3 x 0 Irã
11/10/10 Brasil 2 x 0 Ucrânia
17/11/10 Brasil 0 x 1 Argentina
09/02/11 Brasil 0 x 1 França
27/03/11 Brasil 2 x 0 Escócia
04/06/11 Brasil 0 x 0 Holanda
07/06/11 Brasil 1 x 0 Romênia
03/07/11 Brasil 0 x 0 Venezuela - Copa América
09/07/11 Brasil 2 x 2 Paraguai - Copa América
13/07/11 Brasil 4 x 2 Equador - Copa América
17/07/11 Brasil 0 x 0 Paraguai - Copa América (Derrota por 2 a 0 nos pênaltis)
10/08/11 Brasil 2 x 3 Alemanha
05/09/11 Brasil 1 x 0 Gana
14/09/11 Brasil 0 x 0 Argentina
28/09/11 Brasil 2 x 0 Argentina
07/10/11 Brasil 1 x 0 Costa Rica
11/10/11 Brasil 2 x 1 México
11/11/11 Brasil 2 x 0 Gabão
15/11/11 Brasil 2 x 0 Egito
28/02/12 Brasil 2 x 0 Bósnia-Herzegovina
26/05/12 Brasil 3 x 1 Dinamarca
30/05/12 Brasil 4 x 1 Estados Unidos
03/06/12 Brasil 0 x 2 México
09/06/12 Brasil 3 x 4 Argentina
15/08/12 Brasil 3 x 0 Suécia
07/09/12 Brasil 1 x 0 África do Sul
10/09/12 Brasil 8 x 0 China
19/09/12 Brasil 2 x 1 Argentina
11/10/12 Brasil 5 x 0 Iraque
16/10/12 Brasil 4 x 0 Japão
14/11/12 Brasil 1 x 1 Colômbia
21/11/12 Brasil x Argentina

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Jogos da Seleção - Brasil 4 x 0 Japão

Brasil 4 X 0 Japão  
Kaká deixou sua marca no retorno a seleção FOTO: EFE
FICHA TÉCNICA 

BRASIL 4 X 0 JAPÃO
Local: Estádio Miejski, Breslávia, POL
Data: 16 de outubro de 2012, terça-feira
Horário: 09h00 (de Brasília)
Árbitro: Marcin Borski
Cartões amarelos: Ramires e David Luiz
Cartões vermelhos: Nenhum
Gols: Paulinho aos 12, Neymar aos 25 e aos 47 e Kaká aos 74.

TIMES 

Retrospecto da seleção de Mano pós-copa do mundo de 2010 
10/08/10 Brasil 2 x 0 Estados Unidos
07/10/10 Brasil 3 x 0 Irã
11/10/10 Brasil 2 x 0 Ucrânia
17/11/10 Brasil 0 x 1 Argentina
09/02/11 Brasil 0 x 1 França
27/03/11 Brasil 2 x 0 Escócia
04/06/11 Brasil 0 x 0 Holanda
07/06/11 Brasil 1 x 0 Romênia
03/07/11 Brasil 0 x 0 Venezuela - Copa América
09/07/11 Brasil 2 x 2 Paraguai - Copa América
13/07/11 Brasil 4 x 2 Equador - Copa América
17/07/11 Brasil 0 x 0 Paraguai - Copa América (Derrota por 2 a 0 nos pênaltis)
10/08/11 Brasil 2 x 3 Alemanha
05/09/11 Brasil 1 x 0 Gana
14/09/11 Brasil 0 x 0 Argentina
28/09/11 Brasil 2 x 0 Argentina
07/10/11 Brasil 1 x 0 Costa Rica
11/10/11 Brasil 2 x 1 México
11/11/11 Brasil 2 x 0 Gabão
15/11/11 Brasil 2 x 0 Egito
28/02/12 Brasil 2 x 0 Bósnia-Herzegovina
26/05/12 Brasil 3 x 1 Dinamarca
30/05/12 Brasil 4 x 1 Estados Unidos
03/06/12 Brasil 0 x 2 México
09/06/12 Brasil 3 x 4 Argentina
15/08/12 Brasil 3 x 0 Suécia
07/09/12 Brasil 1 x 0 África do Sul
10/09/12 Brasil 8 x 0 China
19/09/12 Brasil 2 x 1 Argentina
11/10/12 Brasil 5 x 0 Iraque
16/10/12 Brasil 4 x 0 Japão
15/11/12 Brasil x Colômbia
22/11/12 Brasil x Argentina

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Jogos da Seleção - Brasil 6 x 0 Iraque

Brasil 6 X 0 Iraque
Kaká não jogava na seleção desde a derrota para a Holanda na Copa FOTO: AFP
FICHA TÉCNICA
BRASIL 6 X 0 IRAQUE
Local: Estádio Swedbank, Malmo, SUE
Data: 11 de outubro de 2012, quinta-feira
Horário: 15h30 (de Brasília)
Árbitro: M. Hansson
Cartões amarelos: Ali Rehema.
Cartões vermelhos: Nenhum
Gols: Oscar aos 22 e 27, Kaká aos 48, Hulk aos 56, Neymar aos 75 e Lucas aos 80.

TIMES

Retrospecto da seleção de Mano pós-copa do mundo de 2010
10/08/10 Brasil 2 x 0 Estados Unidos
07/10/10 Brasil 3 x 0 Irã
11/10/10 Brasil 2 x 0 Ucrânia
17/11/10 Brasil 0 x 1 Argentina
09/02/11 Brasil 0 x 1 França
27/03/11 Brasil 2 x 0 Escócia
04/06/11 Brasil 0 x 0 Holanda
07/06/11 Brasil 1 x 0 Romênia
03/07/11 Brasil 0 x 0 Venezuela - Copa América
09/07/11 Brasil 2 x 2 Paraguai - Copa América
13/07/11 Brasil 4 x 2 Equador - Copa América
17/07/11 Brasil 0 x 0 Paraguai - Copa América (Derrota por 2 a 0 nos pênaltis)
10/08/11 Brasil 2 x 3 Alemanha
05/09/11 Brasil 1 x 0 Gana
14/09/11 Brasil 0 x 0 Argentina
28/09/11 Brasil 2 x 0 Argentina
07/10/11 Brasil 1 x 0 Costa Rica
11/10/11 Brasil 2 x 1 México
11/11/11 Brasil 2 x 0 Gabão
15/11/11 Brasil 2 x 0 Egito
28/02/12 Brasil 2 x 0 Bósnia-Herzegovina
26/05/12 Brasil 3 x 1 Dinamarca
30/05/12 Brasil 4 x 1 Estados Unidos
03/06/12 Brasil 0 x 2 México
09/06/12 Brasil 3 x 4 Argentina
15/08/12 Brasil 3 x 0 Suécia
07/09/12 Brasil 1 x 0 África do Sul
10/09/12 Brasil 8 x 0 China
19/09/12 Brasil 2 x 1 Argentina
11/10/12 Brasil 5 x 0 Iraque
16/10/12 Brasil x Japão