domingo, 10 de junho de 2012

Em partida movimentada, Itália e Espanha empatam em jogo de diferentes esquema táticos

 Espanha 1 x 1 Itália



A primeira partida das duas últimas campeãs mundiais terminou em empate na Arena Gdansk, em Gdansk na Polônia. A partida foi bastante intensa durante os 90 minutos, com as duas equipes buscando bastante o gol. Porém, sem nenhum atacante de ofício, a Espanha saiu atrás do placar, já que Di Natale, que havia acabado de entrar no lugar de Balotelli recebeu e marcou para a azzurra.

No entanto, a alegria italiana durou pouco e o trio de meias, que jogou no ataque, Iniesta, Fabregas e David Silva apareceu e empatou a partida em gol de Fabregas. Com maior posse de bola, característico do time espanhol a Espanha chutou mais vezes à gol, mas os italianos se defenderam bem e assustavam quando chegavam, porém, nenhuma das equipes conseguiu desempatar o embate.
Movimentado e bastante disputado, Espanha e Itália tentaram, mas não conseguiram o gol da vitória FOTO: Getty Images
Jogo
Antes mesmo da partida iniciar as atenções estavam voltadas à forma de como os técnicos Vicente Del Bosque da Espanha e Cesare Prandelli da Itália escalaram suas seleções. Sem num atacante de origem, Del Bosque colocou David Silva, Fabregas e Iniesta na linha de ataque do time, priorizando mais a posse de bola e, consequentemente, a troca de passes. Na Itália, o 3-5-2 de Prandelli tinha o volante De Rossi improvisado na zaga, ligando a defesa ao meio campo, o lateral Maggio e o extremo Giaccherini nas alas. O início de jogo começou com a Espanha na posse da bola.

O primeiro arremate a gol aconteceu aos 9 minutos, com David Silva chutando por cima da baliza, após muita insistência do time espanhol que procurava espaços diante da forte marcação italiana. Depois da cobrança de escanteio, o contra-ataque espanhol resultou num fraco chute de David Silva. A roubada de bola da Itália na saída da Espanha, resultou numa falta que Pirlo cobrou. O volante da Juventus obrigou Casillas a realizar boa defesa.

Nem bem entrou e Di Natale marcou o gol italiano FOTO: Reuters
O início da partida foi bastante movimentado e as duas equipes procuravam incansáveis o gol. Preso no meio campo, uma ação ofensiva da Itália aconteceu aos 22 minutos, quando Cassano recebeu na frente, tentou se livrar da marcação, chutou e viu Casillas não pegar a bola que passou na frente dele e foi direto para a linha de fundo.

Sem a referência na frente, com Torres, Llorente e Negredo no banco, a Espanha buscava seus melhores meias em campo. Aos 29 minutos, Iniesta driblou dois e alçou a bola na área que Fabregas não alcançou em mais um lance de susto para os italianos. Depois, o próprio Iniesta recebeu a cobrança de escanteio que atravessou toda a área e chutou forte, para a defesa de Buffon. A Itália aos 33 chegou com Cassano que no contra golpe recebeu na esquerda, puxou para o meio, já dentro da área e chutou, Casillas defendeu.

Dois minutos depois, Cassano recebeu novamente na esquerda e com a área congestionada, cruzou na meia lua para Marchisio que de primeira, deu um belo voleio que Casillas defendeu novamente. Os cinco minutos finais do primeiro tempo foram da Espanha que criou mais chances e chegou ao gol de Buffon com Silva e Iniesta. Já nos acréscimos, Maggio foi até a linha de fundo e no único lance desse tipo, Motta recebeu na área e cabeceou para mais uma grande defesa de Casillas.

O jogo voltou movimentado depois do intervalo e Iniesta se livrou da marcação do lado esquerdo, tocou para o meio que após troca de passe, Fabregas chutou. Depois, Xavi teve uma chance de fora da área e com espaço, chutou longe do alvo. Mais uma vez, o espanhol recebeu de Fabregas após tabela e dentro da área, chutou cruzado, a bola passou na frente de Buffon e passou muito perto da trave esquerda do gol.

Quando nos primeiros dez minutos parecia que só ia dar Espanha, Balotelli rouba a bola de Sérgio Ramos na direita e segue até o gol, porém, muito devagar o atacante não finaliza e nem toca para área, dando tempo para Sérgio Ramos se redimir. Logo depois, Di Natale entrou em seu lugar. A substituição deu certo. Andrea Pirlo em ótima jogada se livrou da marcação, e no espaço entre os volantes espanhóis e a defesa espanhola, teve tempo para lançar Di Natale. O italiano esperou o momento certo, e como artilheiro levantou a cabeça e com a perna direita tocou no canto esquerdo de Casillas, que evitou o gol da Itália.

Como atacante, Fabregas marcou o gol espanhol FOTO: Reuters
Contudo, a Espanha não é mais aquela amarelona de anos anteriores e a resposta foi rápida. Iniesta da esquerda tocou para David Silva no meio que viu Fabregas entrar no meio da área e sem titubear chegar chutando para o gol, aos 18 minutos, empatando o jogo no primeiro lance de sucesso dos três jogadores de frente. Mesmo assim, David Silva deu lugar a Jesús Navas. Ao mesmo tempo, Cassano saiu para a entrada de Giovinco.

O gol fez o jogo voltar a ser o que era antes e a Espanha chegou perto da virada. Navas da direita cruzou na área e a bola encontrou Alba que sozinho, pegou no ar de primeira, mas chutou ara fora. Após o lance, Torres entrou em campo e em seu primeiro toque na bola recebeu enfiada de bola e não conseguiu driblar o goleiro Buffon que tirou para a lateral. Quatro minutos depois, aos 31, a Itália chegou com Di Natale. O atacante dava mais opções na frente e o lançamento não foi impedido por Sérgio Ramos e o jogador conseguiu chegar à bola, mas o chute foi para fora.

O lance mostrou que os 15 minutos finais da partida seriam mais movimentados ainda. Prova disso foi a falta que a Espanha teve a seu favor. No chute, Xavi acertou a barreira. Sem tantas chances como se esperava, Torres recebeu na frente mais uma vez e vendo Buffon adiantado tentou por cobertura, mas a bola foi forte e passou direto do gol aos 39 minutos de jogo. O empate parecia persistir até o fim. Jesús Navas recebeu na direita aos 42 e chutou cruzado para defesa de Buffon.

A Itália respondeu em seguida com Marchisio. O volante partiu com a bola dominada e tabelou dentro da área adversária, conseguiu achar espaço para o chute, que saiu fraco e Casillas defendeu. Os minutos de acréscimo foram de posse de bola espanhola que faltando pouco para acabar, achou um espaço com Iniesta que driblou, seguiu até a área, passou para Xavi que encontrou Xabi Alonso preparado para chutar, mas o chute não foi bom e saiu para fora. O chute foi o último grande lance do jogo que terminou empatado.

Ficha Técnica
Espanha 1 x 1 Itália
Fase de grupos: Grupo C
Local: Arena Gdansk, Gdansk (POL)
Data: 10 de junho de 2012, domingo
Horário: 13:00 horas (de Brasília)
Árbitros: Viktor Kassai (HUN)
Auxiliares: Gabor Erös (HUN) e György Ring (HUN)
Cartões Amarelos: Maggio, Chiellini, Bonucci, Balotelli, Arbeloa, Alba e Torres.
Cartões vermelhos: Nenhum
Gols: Di Natale aos 61 e Fabregas aos 64.

Times

Opinião
Sem nenhum atacante de ofício, Vicente Del Bosque surpreendeu com uma linha de três na frente. David Silva pela direita, Fabregas no meio e Iniesta, o melhor em campo, pela esquerda, foram escalados para a seleção espanhola trocar ainda mais passes que o habitual e mesmo assim, tentar o gol contra a sólida defesa italiana. O time teve maior posse de bola, mas o gol só saiu depois da Itália sair na frente. A Espanha melhorou quando Torres entrou em campo e a linha de três no meio campo com Xavi, Xabi Alonso e Busquets não conseguiu parar Pirlo passar no que originou o gol da Itália, servindo de alerta para o time.

Já a Itália entrou com três zagueiros em campo, sendo um deles De Rossi, improvisado. O zagueiro fez bem a função de líbero à frente dos outros dois defensores. No meio, uma linha de cinco jogadores com o lateral Maggio na direita e o extremo Giaccherini na esquerda. O ataque contou com Cassano que se movimentou bastante e buscou o jogo, enquanto Balotteli não foi o que se esperava ou o que ele disse que seria, vendo do banco Di Natale marcar o gol e melhorar o ataque italiano.

Melhor da Partida: Iniesta
Ficou Devendo: Balotelli
Destaque: Di Natale

Vídeo

Испания - Италия 1:1 por FootballKing2192

sábado, 9 de junho de 2012

Jogos da Seleção - Brasil 3 x 4 Argentina

Brasil 3 x 4 Argentina

Messi brilha no amistoso contra o Brasil e comemora o quarto gol da Argentina, seu terceiro no jogo FOTO: AFP
FICHA TÉCNICA

BRASIL 3 X 4 ARGENTINA
Local: Estádio East Rutheford, New Jersey (EUA)
Data: 09 de junho de 2012, sábado
Horário: 16h00 (de Brasília)
Árbitro: Jair Marrufo (EUA)
Cartões amarelos: Rafael, Danilo (Brasil); Gago, Higuaín, Mascherano (Argentina)
Cartões vermelhos: Lavezzi (Argentina) e Marcelo (Brasil)
Gols: Rômulo, aos 22 do primeiro tempo; Messi, aos 31 do primeiro tempo; Messi, aos 34 do primeiro tempo; Oscar, aos 10 do segundo tempo; Hulk, aos 26 do segundo tempo; Fernández, aos 30 do segundo tempo; Messi, aos 39 do segundo tempo

TIMES

OPINIÃO

Retrospecto da seleção de Mano pós-copa do mundo de 2010

10/08/10 Brasil 2 x 0 Estados Unidos
07/10/10 Brasil 3 x 0 Irã
11/10/10 Brasil 2 x 0 Ucrânia
17/11/10 Brasil 0 x 1 Argentina
09/02/11 Brasil 0 x 1 França
27/03/11 Brasil 2 x 0 Escócia
04/06/11 Brasil 0 x 0 Holanda
07/06/11 Brasil 1 x 0 Romênia
03/07/11 Brasil 0 x 0 Venezuela - Copa América
09/07/11 Brasil 2 x 2 Paraguai - Copa América
13/07/11 Brasil 4 x 2 Equador - Copa América
17/07/11 Brasil 0 x 0 Paraguai - Copa América (Derrota por 2 a 0 nos pênaltis)
10/08/11 Brasil 2 x 3 Alemanha
05/09/11 Brasil 1 x 0 Gana
14/09/11 Brasil 0 x 0 Argentina
28/09/11 Brasil 2 x 0 Argentina
07/10/11 Brasil 1 x 0 Costa Rica
11/10/11 Brasil 2 x 1 México
11/11/11 Brasil 2 x 0 Gabão
15/11/11 Brasil 2 x 0 Egito
28/02/12 Brasil 2 x 0 Bósnia-Herzegovina
26/05/12 Brasil 3 x 1 Dinamarca
30/05/12 Brasil 4 x 1 Estados Unidos
03/06/12 Brasil 0 x 2 México
09/06/12 Brasil 3 x 4 Argentina

Eliminatórias da Copa 2014 - América do Sul

5ª Rodada - Sábado, 02/06
Uruguai 1 x 1 Venezuela
Bolívia 0 x 2 Chile
Argentina 4 x 0 Equador
Peru 0 x 1 Colômbia
Folga: Bolívia

6ª Rodada - Domingo, 10/06
Bolívia 3 x 1 Paraguai
Venezuela 0 x 2 Chile
Uruguai 4 x 2 Peru
Equador 1 x 0 Colômbia
Folga: Argentina

Jogo tranquilo e sem lances de perigo, Gomez aparece e dá a vitória à Alemanha em gol solitário

 Alemanha 1 x 0 Portugal



Em partida morna e com poucas chances de perigo, Alemanha e Portugal se enfrentaram na Arena Lviv em Lviv, Ucrânia, e num lance isolado o oportunismo de Gomez apareceu e o atacante cabeceou a bola para o gol que deu a vitória à equipe alemã. Os grandes jogadores da partida não apareceram muito e enquanto Ronaldo não deu perigo a Neuer, a Alemanha tocava a bola e definiu a partida num único lance.
O oportunista Gomez aproveitou sua chance quando esta caiu em seus pés FOTO: Getty Images
Jogo
O jogo prometia, ainda mais após a derrota da Holanda que deveria vir com tudo nas próximas partidas, portanto, quem ganhasse esse jogo garantiria sofridos três pontos. A Alemanha foi a primeira a chegar ao gol no cabeceio de Gomez que recebeu cruzamento da direita aos dois minutos de jogo. Em mais um lance criado pelos alemães, Muller cruza rasteiro e a bola passa toda a grande área, Podolski do outro chega batendo de trivela e Rui Patrício defende a fraca bola rasteira aos oito minutos.

Os minutos restantes foram de maior posse de bola alemã que não se arriscava tanto ao ataque, avaliando o adversário e não o deixando jogar. Aos 23, os germânicos chegaram com Khedira que passou para Gomez, o atacante dominou, virou e chutou, a bola até entrou, mas a falta já havia sido apitada pelo juiz. Na cobrança, Podolski meteu um petardo que ficou na barreira.

Pelos lados, a Alemanha buscava mais o gol, apesar de chegar pouco. Portugal apostava nos contra-ataques. 29 minutos e Podolski recebeu na entrada da área, chutou por cima do gol. O jogo era tranquilo e morno e a posse de bola era dos alemães. Numa jogada, o cruzamento atravessou toda a área, encontrou Ozil que chutou novamente na área e encontrou Muller que também não acertou e jogou pelo lado do gol.

Ronaldo não apareceu com frequência FOTO: Reuters
Pouco efetivo em campo, Portugal praticamente acompanhava a Alemanha jogar e se lançava nos contra-ataques. Num deles, surgiu o escanteio e no rebote, dentro da área, a bola sobrou para Pepe que dominou e chutou colocado, no ângulo, porém, a bola bateu no travessão em seguida na linha do gol, que não aconteceu. E este foi o único grande do primeiro tempo que acabou morno.

A segunda etapa pedia mais das duas seleções e quem começou assustando foi a Alemanha com um minuto de jogo. A tentativa de Coentrão pela esquerda não deu certo, mas Ronaldo aproveitou e chutou fraco, sendo mais um lance indo para a estatística. Portugal com três atacantes e a Alemanha com quatro jogadores de frente, não conseguiam se impor e dar um grande ritmo ao jogo que fazia o torcedor se levantar no estádio em apenas alguns lances. Num deles, após falha da defesa portuguesa, Podolski cruzou e Gomez não cabeceou bem aos 13 minutos.

Sem grandes momentos, o jogo demonstrava um empate. A Alemanha continuava com a bola e criando. Aos 27, o cruzamento na área desviou na defesa e caiu na cabeça do oportunista Mário Gomez que não desperdiçou sua única e melhor chance, cabeceando bem, no contra-pé do goleiro e abrindo o placar. O jogo acordou Portugal que agora corria atrás do resultado.

Coentrão foi o mais participativo na seleção portuguesa FOTO: AP
O gol não significou que a Alemanha teria que se defender e continuou com seu ritmo de jogo. Após cruzamento da direita, o faro de artilheiro de Gomez agiu, mas o atacante não alcançou a bola. A resposta de Portugal veio quatro minutos depois. Da esquerda, Cristiano Ronaldo cortou para dentro e chutou forte, Neuer defendeu.

Os minutos seguintes foram de pressão portuguesa que colocou o extremo Varela no lugar do volante Raul Meireles. Fábio Coentrão de direita chutou em cima de Hummels e depois, Nani cruzou, a bola foi forte e acertou o travessão de Neuer. Faltando cinco minutos para o fim, Portugal mantinha mais a posse da bola. Nani de esquerda chutou e a bola foi para fora. O chutão para frente encontrou Nélson Oliveira que entrou para dar mais mobilidade ao ataque. O camisa onze dominou e tocou rasteiro na área, Nani não alcançou e a bola atravessou até chegar em Varela que timidamente chutou em cima de Neuer que ficou grande.

Nos acréscimos, Portugal quase empatou. Ronaldo recebeu na esquerda e foi até a linha de fundo. Trocou para trás e Nani chutou, Badstuber na ficou na frente e protegeu o gol. Na cobrança de escanteio, Bruno Alves cabeceou para fora. O lance foi o último da partida e com a derrota, Portugal terá que enfrentar seu algoz nas eliminatórias, a Dinamarca, enquanto a Alemanha pega a derrotada Holanda.

Ficha Técnica
Alemanha 1 x 0 Portugal
Fase de grupos: Grupo B
Local: Arena Lviv, Lviv (UKR)
Data: 09 de junho de 2012, sábado
Horário: 15:30 horas (de Brasília)
Árbitros: Stéphane Lannoy (FRA)
Auxiliares: Frédéric Cano (FRA) e Michael Annonier (FRA)
Cartões Amarelos: Badstuber, Boateng, Fábio Coentrão e Hélder Postiga.
Cartões vermelhos: Nenhum
Gols: Gomez aos 72.

Times
Alemanha: Joachim Low | Portugal: Paulo Bento
Opinião
Se era certo que Lahm jogaria na esquerda, restava saber quem seria o cotado para a direita. Com vários jogadores bons para o setor, mas nenhum levado, sobrou para o zagueiro Boateng que jogou bem, mas no campeonato alemão tem outros melhores. Mertesacker não se recuperou e Hummels entrou em seu lugar e fez boa partida contra os portugueses. Do meio pra frente são os velhos e conhecidos jogadores que fizeram uma ótima copa, exceção de Klose que agora é banco e torce por Gomez marcar os gols da Alemanha, assim como aconteceu na partida.

Já Portugal foi muito bem escalado por Paulo Bento, mas com um problema no meio campo. João Moutinho era o homem de ligação de Portugal e mesmo que os três jogadores da posição sejam meio-campistas natos, sem serem ofensivos e nem defensivos - nesse caso Miguel Veloso se encaixa mais - Raul Meireles seria uma melhor opção para ser o engancho com a linha de ataque por ser mais rápido e ágil. Ronaldo pela esquerda e Nani pela direita não foram tão eficientes e acionaram pouco Hélder Postiga que quando recebeu a bola não resolveu. A defesa de "quebrões", Bruno Alves e Pepe, é o que de melhor Portugal tem com a ausência de Ricardo Carvalho, e Fábio Coentrão fez ótima partida na esquerda.

Melhor da Partida: Podolski
Ficou Devendo: Cristiano Ronaldo
Destaque: Gomez

Vídeo

Germany 1-0 Portugal (Euro 2012 - Group B) por fasthighlights-2012

Dinamarca surpreende com gol de Krohn-Dehli e vence a ofensiva Holanda que perde muitas chances

Holanda 0 x 1 Dinamarca



O favoritismo pregado pelos técnicos de Holanda e Dinamarca antes da partida não prevaleceu e com gol de Krohn-Dehli, em belo lance individual, aos 24 minutos de jogo, a Dinamarca surpreendeu a todos e venceu a forte e ofensiva equipe holandesa no Estádio Metalist, em Kharkiv na Ucrânia.

A partida foi de total domínio da laranja que chutou 28 vezes a gol, porém, não obrigando o goleiro Andersen a realizar boas defesas. Com vinte chutes a menos, os dinamarqueses foram muito mais eficientes definindo a partida em um único lance e segurando bem as investidas holandesas. O placar deixou a equipe na primeira colocação, à espera de Portugal, seleção que ficou atrás dos dinamarqueses na eliminatórias. A Holanda tentará marcar os gols não feitos contra a poderosa Alemanha.
Krohn-Dehli se livrou da marcação holandesa e marcou o único e surpreendente gol da Dinamarca FOTO: AP
Jogo
A saída de bola foi da Holanda, mas com pouco mais de um minuto, a Dinamarca chegou ao gol num cabeceio de Agger, após cobrança de falta, que Stekelenburg defendeu tranquilamente. Com a posse da bola, a Holanda chegou logo após, com um chute de fora da área do lateral esquerdo Willems. A Holanda, denominada por ambos os técnicos, como favorita na partida, arrematou com van Persie após bola sobrada na marca do pênalti, mas a chance foi desperdiçada. Os espaços deixados pela Dinamarca eram bem aproveitados pela ofensiva Holanda que antes dos dez minutos chegou mais uma vez ao gol, desta vez com Afellay. Mais uma vez de longe, dessa vez Robben que arriscou para uma segura defesa de Andersen.

A maior posse de bola da Holanda, caiu diante de uma jogada dinamarquesa. A tranquila tentativa de ataque pela esquerda, resultou na jogada individual de Krohn-Dehli que cortou para fora e chutou cruzado de esquerda. A bola passou debaixo das pernas de Stekelenburg e a Dinamarca, surpreendentemente fazia um a zero aos 24 minutos de jogo.

Titular, van Persie não foi efetivo no ataque holandês FOTO: Reuters
O gol não mudou a cara da partida e espertou a Dinamarca que foi mais viva em campo. A Holanda continuou tentando e depois de uma saída de bola errada do goleiro Andersen, Robben partiu com mais dois holandeses contra dois defensores, mas fez tudo sozinho, driblou para a canhota e acertou a trave, não empatando por muito pouco.

Dois minutos depois, aos 39, Afellay partiu pela esquerda, cortou para dentro e chutou para longe do gol. A Dinamarca respondeu logo depois com Zimling que aproveitou o cruzamento da direita e tomando a frente de Krohn-Dehli, assustou a meta holandesa, que correu perigo mais uma vez após cobrança de escanteio. A última oportunidade na partida foi da Holanda, que com Sneijder do flanco direito da grande área dinamarquesa, chutou, porém, não foi feliz no lance. O chute foi o 13º da equipe laranja, perto de cinco da Dinamarca, mostrando que se quisesse ganhar, teria que acertar o chute, já que as chances estavam sendo criadas e a maior posse de bola mostrava isso.

Mesmo com as boas jogadas criadas, as tentativas de gol da Holanda estavam muito individuais. Na volta do intervalo, o início da partida foi como no primeiro tempo, com a Holanda comandando. Sneijder, aos 3 acionou van Persie que na hora do chute, escorregou e caiu. Logo depois, em mais um passe de Sneijder o atacante tentou mais uma vez, mas com forte marcação a bola foi para fora. Atrás no placar, os holandeses queriam o gol nos dez minutos iniciais e tentaram com van Bommel, arriscando o chute e depois com Afellay.

Dez minutos passados e sem o gol conquistado a Holanda já via a Dinamarca sair mais para o jogo. Contando com a falta de pontaria do adversário, quando deixava espaço, ainda sim os dinamarqueses estavam seguros na marcação. O tempo ia passando e a Holanda já não era mais incisiva. A alçada de bola na área de Sneijder encontrou a careca de Robben que cabeceou forte, perto do gol assustando o técnico Morten Olsen.

Bert van Marjwik aceitou o favoritismo e Olsen saiu feliz FOTO: Reuters
Aos 25 minutos, Bert van Marjwik, técnico da Holanda colocou Huntelaar e van der Vaart na partida, com a esperança de que pudessem mudar o jogo e, nessa altura, ao menos empatar a partida. Antes de ambos entrarem, Krohn-Dehli quase deu um banho de água fria nos dois, arriscando mais uma vez do lado esquerdo. Nigel de Jong e Afellay saíram, dando à Holanda mais saída de jogo com o meio-campo do Tottenham e o gol que falta com Huntelaar.

As tentativas da Holanda continuaram e van der Vaart também queria arriscar e o chute foi longe do gol. Logo depois, aos 29, Sneijder encontrou Huntelaar e após o domínio do lançamento, Huntelaar não conseguiu chutar com o goleiro Andersen já em cima, atento ao lance. No rebote, van Persie trombou com o goleiro e a falta foi marcada. Willems assustou a torcida holandesa recuando perigosamente para Stekelenburg, já que Rommedahl estava esperto no lance.

As substituições não surtiram efeito e a Holanda tentava timidamente o gol de empate. Dentro da área, Huntelaar tentou, mas a bola bateu na mão de Jacobsen não deixando ela passar, os jogadores reclamaram de pênalti, mas o árbitro não marcou. De cabeça, van Persie tentou mais uma vez, mas os holandeses já aceitavam a derrota no jogo de estréia, para, em teoria, a seleção menos forte do grupo.

Ficha Técnica
Holanda 0 x 1 Dinamarca
Fase de grupos: Grupo B
Local: Metalist Stadium, Kharkiv (UKR)
Data: 09 de junho de 2012, sábado
Horário: 13:00 horas (de Brasília)
Árbitros: Damir Skomina (SVN)
Auxiliares: Primož Arhar (SVN)e Matej Žunič (SVN)
Cartões Amarelos: Simon Poulsen, van Bommel e Kvist.
Cartões vermelhos: Nenhum
Gols: Krohn-Dehli aos 24.

Times
Holanda: Bert van Marwijk | Dinamarca: Morten Olsen
Opinião
Além da camisa número 16 para o atacante Roben van Persie e da ausência de Huntelaar que lutava para ser titular, van Marwijk colocou Vlaar no lugar de Mathijsen que não estava 100% apto para o jogo e experimentou o jovem Willems na esquerda que foi bem. Talvez a ausência mais sentida foi a de Kuyt, não que Afellay não mereça ser titular e não tenha feito boa partida apesar dos gols perdidos, mas o camisa sete sempre foi titular com o técnico além de bastante eficiente no time, sendo o menos individualista no ataque, algo que foi bastante frequente em alguns momentos na equipe.

No lado dinamarquês, a única ausência foi a de Christian Poulsen que não pode jogar. Zimling ocupou seu lugar e foi bem. Krohn-Dehli na ponta-esquerda fez boa partida e o gol que deu a vitória para a equipe, jogando bem mais que no amistoso contra o Brasil. De resto, souberam se defender além de contar com a sorte, mas se quiser mais gols Rommedahl e Bendtner, além do jovem Eriksen terão que mostrar seus potenciais.


Melhor da Partida: Krohn-Dehli
Ficou Devendo: Arjen Robben e Wesley Sneijder
Destaque: Daniel Agger

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Eurocopa 2012. Grupo B. Holanda 0 Dinamarca 1 por acosart

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Rússia é superior e goleia a os tchecos por 4 a 1 com dois gols do jovem promissor Dzagoev

Rússia 4 x 1 República Tcheca



O Estádio Nacional de Wroclaw viu uma esmagadora Rússia marcar quatro gols sobre os tchecos e conquistarem com sobras a primeira colocação do grupo. Os dois gols de Dzagoev, um de Shirokov e outro de Plavyuchenko fecharam o placar, junto com o gol resposta de Pilar, quando o jogo ainda estava 2 a 0, mas que não mudou a cara da partida.

Nos dez minutos iniciais, parecia que a República Tcheca iria jogar de igual para igual durante os todo o jogo, mantendo a posse e chegando mais ao ataque, mas tudo acabou quando Shirokov inaugurou o placar e Dzagoev ampliou. Na segunda etapa, Pilar descontou em bela jogada dos tchecos, mas Peter Cech não conseguiu parar os chutes de Dzagoev e Pavlyuchenko nos dez minutos derradeiros do jogo. Após a vitória, os russos enfrentam a dona da casa Polônia, enquanto os tchecos pegam a Grécia, tentando reverter o vexatório resultado.
O promissor Alan Dzagoev brilha na partida e marca dois gols para a Rússia FOTO: Reuters
Jogo
Time jovem e remodelado pelo técnico Michal Bilek, a República Tcheca, que jogou de branco diante da Rússia que tem as mesmas cores na bandeira, começou a partida buscando o gol e chegando algumas vezes nos início do jogo. A Rússia, mais experiente e um até um pouco envelhecida, apenas acompanhava as investidas da equipe tcheca que tentou com Rosicky, aos 11 minutos, num chute que foi para longe do gol.

Aos 13, em jogada pela esquerda, de Dzagoev e Zhirkov, o lateral cruza na área para trás e Kherzakov desvia e quase marca. Dois minutos depois, em nova tentativa da Rússia, o placar foi inaugurado. Zyryanov pela direita recebeu e cruzou para Kherzakov. O atacante cabeceou e a bola bateu do outro lado, na trave, no rebote, o jovem Dzagoev viu a bola cair livre na sua frente e fuzilou o gol de Cech que pouco poderia ter feito.

Shirokov recebeu belo passe de Arshavin e ampliou o marcador FOTO: Reuters
A República Tcheca se encolheu um pouco após o gol e a Rússia quase marcou o segundo no contra-ataque veloz. Alan Dzagoev recebeu sozinho do lado direito, mas chutou mal, para a sorte dos jogadores e torcedores tchecos. A cobrança de escanteio e o cabeceio de Rezek, parou nas mãos de Malafeev na tentativa tcheca.

Só que aos 23 minutos, na chegada do time russo, Arshavin tinha a bola dominada no meio-campo e brilhou ao dar um belo passe enfiado no meio da zaga tcheca, encontrando o camisa 6 Shirokov do outro lado que só deu um toque na bola, encobrindo o caído Cech e ampliando o marcador. O dois a zero mostrou a superioridade russa, mesmo com o início mais ofensivo dos tchecos, que chegavam ao gol nas bolas paradas.

Em jogada pelo lado forte lado esquerdo, quase que Kherzakov, mais uma vez ele, marca o terceiro, mas o chute na marca do pênalti foi por cima do gol. A Tcheca procurava chegar, mas sem assustar o goleiro russo que não realizou nenhuma boa defesa. Antes do fim da primeira etapa, duas tentativas para os tchecos que chegaram com Rezek após cruzamento na área e com Jiracek que chutou longe do gol.

Em fraca partida dos tchecos, Pilar fez o solitário gol FOTO: Reuters
O início do segundo tempo começou morno, até um decisivo passe de Plasil que encontrou o meia Pilar cara a cara com Malafeev. O tcheco soube se livrar do goleiro, tocando pro lado e deixando-o para trás, tocando para o fundo das redes e diminuindo o placar, dando uma sobrevida ao time tcheco.

Mesmo com o gol a República Tcheca não chegou mais ao gol, e a Rússia segurou a bola mesmo com o resultado apertado. Aos 23 minutos Kherzakov recebeu na direita e com o pé ruim arriscou, mas chutou mal. Dois minutos depois, mais uma chance para o camisa onze acabar com a partida o que não aconteceu, porque mesmo com o pé esquerdo o chute não foi decisivo.

Uma reagida parecia eminente após o gol dos tchecos, mas não foi o que aconteceu e a República Tcheca pouco fazia diante da marcação russa. No entanto, faltando onze minutos para o final a Rússia realizou boa jogada na frente que terminou nos pés de Dzagoev que da entrada da área chutou forte e fuzilou o gol tcheco.

O gol praticamente encerrou as chances do adversário e a boa vitória russa virou goleada quando, três minutos depois, Roman Pavlyuchenko que havia acabado de entrar no lugar de Kherzakov, recebeu a bola na entrada da área do lado esquerdo, segurou, se livrou da marcação, driblou e chutou para o gol, sem chances para Cech. O resultado deixou a Rússia na primeira colocação e mostrou seu favoritismo no grupo, enquanto a República Tcheca terá que recuperar no jogo contra a Grécia.

Ficha Técnica
Rússia 2 x 0 República Tcheca
Fase de grupos: Grupo A
Local: Municipal Stadium Wroclaw, Wroclaw (POL)
Data: 08 de junho de 2012, sexta-feira
Horário: 15:30 horas (de Brasília)
Árbitros: Howard Webb (ENG)
Auxiliares: Michael Mullarkey (ENG) e Peter Kirkup (ENG)
Cartões Amarelos:
Cartões vermelhos:
Gols: Dzagoev aos 15, Shirokov aos 24, Pilar aos 52 , Dzagoev aos 79 e Pavlyuchenko aos 82.

Times
Rússia: Dick Advocaat | República Tcheca: Michal Bilek
Opinião
Duas linhas de três jogadores, uma no meio formada apenas de volantes e outra de ataque, com o centroavante Kherzakov no meio, o extremo Arshavin na direita e o meia Dzagoev na direita formam o poder ofensivo da Rússia escalada por Advocaat. A sólida defesa não conta com Vasili Berezutski de titular, mas tem seu irmão gêmeo Aleksei. Dzagoev aproveitou as bolas recebidas e marcou duas vezes.

Michal Bilek entrou mesmo com o lateral Kadlec na sua posição original, mas a zaga 'titular' sofreu quatro gols e é um alerta para o próximo jogo. No meio Jiracek fez dupla de volantes com Plasil enquanto Rezek jogou na meia-esquerda e Pilar na direita. Rosicky no meio e Baros como único atacante são quase intocáveis no time e antes promessas no time de outro da seleção tcheca, hoje são os únicos remanescentes da melhor seleção que o país teve desde 1996, quando passou a ser chamada de República Tcheca.


Melhor da Partida: Alan Dzagoev
Ficou Devendo: Tomasz Rosicky
Destaque: Andrei Arshavin

Vídeo

Russia 4-1 Czech Republic (Euro 2012 - Group A) por fasthighlights-2012

Polônia começa bem mas, com um a menos quase sofre a virada se não fosse pelo goleiro Tyton

 Polônia 1 x 1 Grécia



Partida de abertura da Eurocopa 2012 e mesmo que nenhuma das duas equipes tenham saído com vitória, não restaram emoções durante os 90 minutos. Jogando bem no primeiro tempo e com um meio-campo eficiente, atacando principalmente pelo lado direito, a Polônia abriu o placar com o artilheiro Lewandowski que marcou de cabeça após cruzamento de Piszczek. O Estádio Nacional de Varsóvia, repleto de poloneses, comemorava o bom primeiro tempo da equipe que ficou com um a mais após expulsão boba de Papastathopoulos.

Mesmo com um a menos, a Grécia empatou a partida com Salpingidis que havia acabado de entrar e postumamente se defendeu, satisfeita com o empate e atacando aos poucos. Mas um pênalti a favor da Grécia e a expulsão de Szczesny, poderia mudar toda a história do jogo, mas Tyton que fez sua primeira partida pela Polônia, segurou a cobrança de Karagounis e a partida terminou mesmo empatada em um a um.
Tyton entrou no lugar do expulso Szczesny e defendeu o pênalti, assegurando o empate para a Polônia FOTO: Reuters
Jogo
A partida de abertura começou movimentada e no grupo da vida, Polônia e Grécia teriam que começar bem se quisessem se classificar. A Polônia teve a primeira chance aos 3 minutos. Após jogada na direita, o cruzamento caiu nos pés de Lewandowski que ajeitou para Obraniak, o chute bateu na defesa e sobrou para Murawski que chutou colocado obrigando a Chalkias fazer boa defesa, jogando a bola para escanteio. Na cobrança, mais uma tentativa da Polônia, mas sem susto a bola foi para fora, mostrando que os poloneses não estavam ali apenas para sediar o evento.

A Grécia mostrou-se em campo numa cobrança de falta que Gekas cabeceou e a bola passou perto do gol. O time polonês respondeu com Kuba recebendo da direita e jogando por cima do gol na entrada da área. Logo depois, em mais uma tentativa pela direita, com a entrosada dupla do Borussia Dortmund, Lukasz Piszczek e Jakub 'Kuba' Blaszczykowski, Piszczek foi até a linha de fundo e cruzou para Lewandowski, também jogador do Borussia, chegar muito próximo de abrir o placar aos 12 minutos de jogo.

O meio campo eficiente da Polônia com suas incisivas jogadas pela direita, mostrava que o gol da Polônia estava perto de chegar, o que aconteceu aos 17 minutos. Piszczek recebeu na direita, foi até o final e cruzou na área para o atacante Lewandowski cabecear para o fundo das redes, abrindo o placar no Estádio de Varsóvia.

Lewandowski marca o primeiro gol da Eurocopa FOTO: Getty Images
Firme na marcação o time polonês não deixava os gregos jogarem que, até então, pouco eficiente foi o esquema com três atacantes. Aos 24 minutos, Katsouranis arriscou um chute tímido de fora da área. O um a zero no placar fez diminuir um pouco o ritmo de jogo da Grécia, que mantinha a posse da bola buscando espaços para chegar ao gol.

Trinta e cinco minutos e Avraam Papadopoulos não conseguiu continuar em campo depois de sentir a perna e deu lugar para Kyriakos Papadopoulos que entrou, e logo em seguida rebateu mal a cobrança de falta polonesa e quase viu, no rebote, o zagueiro Perquis fazer o segundo. Faltando dois minutos para acabar o primeiro tempo, num escorregão do volante Murawski, o árbitro Carlos Carballo apareceu erroneamente na partida, marcando falta de Papastathopoulos e dando o segundo amarelo para o jogador, expulsando-o, complicando ainda mais a situação da seleção grega, que ainda reclamou de pênalti num toque de mão de Perquis, que caído e de costas, viu a bola bater em seu braço.

O meia Sotiris Ninis pouco eficiente pela esquerda e Samaras lutando bastante pouco jogaram quando foram acionados por Karagounis, camisa 10 do meio-campo grego, que não apareceu tanto quanto se esperava. Com um a menos, o técnico da Grécia, Fernando Santos, teria que mudar a postura do time para a segunda etapa. A mudança feita por Santos, foi tirar Ninis e colocar Salpingidis e deu certo.

Sem mexer na defesa, apenas recuando Katsouranis que saia quando a equipe ia ao ataque, a Grécia chegou pelo lado direito, lugar de onde Ninis saiu e, numa boa jogada de cruzamento na área da Grécia, feita por Torossidis, Wasilewski foi na bola, marcado, mas só atrapalhou Szczesny que também foi e não viu a bola, que aos 6 minutos de jogo, sobrou nos pés de Salpingidis que chegou para empatar a partida e afligir, por pouco tempo, os ânimos da torcida polonesa presente no estádio.

Salpingidis entra no segundo tempo e empata para a Grécia FOTO: Reuters
Com um a menos, o gol de empate era o que o time grego precisava. Recuou sua linha de ataque e continuou a partida fazendo o que melhor sabe fazer: defender. Não é a toa que levou apenas cinco gols nos dez jogos disputados da eliminatórias. Sem mudar o jogo e diferente da primeira etapa, a Polônia mantinha mais a posse da bola, sem tanta insistência em busca do gol. Chegou sem assustar, num dos poucos lances pelo lado esquerdo, aos 21 minutos com Rybus cabeceando longe do gol.

Chegando pouco no ataque, a Grécia assustou anteriormente com Samaras, mas com Salpingidis, aos 23 minutos, sozinho na área em bola enfiada, viu Szczesny sair do gol para fazer a falta e consequentemente o pênalti. O goleiro do Arsenal levou o cartão vermelho e a torcida da polonesa ficar atônita no estádio. Poderia ser a virada da Grécia, que já havia vencido a equipe da casa em 2004, quando foi superior a Portugal e conquistou o torneio. Przesmylaw Tyton, goleiro reserva do PSV, entrou no lugar de Rybus e tinha a missão de virar herói na cobrança de pênalti do capitão Karagounis. E conseguiu. Pulando do lado esquerdo, defendeu a bola para desespero de Karagounis e do técnico Fernando Santos, que não acreditava no que vira.

Com o susto levado, a Polônia já se contentava com o empate, mas nessa altura, mesmo com o pênalti perdido, não era isso que a Grécia queria a essa altura. Em jogada pela esquerda, Fortounis que havia entrado no lugar de Gekas, recebeu impedido na esquerda e cruzou para Salpingidis que marcou o gol, porém, muito bem anulado pelo assistente. Após isso, o jogo deu uma espairecida e surgia algumas poucas tentativas de gol.

Karagounis tentou de longe e fez o mesmo com o chute aos 38 minutos. Um minuto depois, em tentativa de Lewandowski pela direita, o camisa nove chutou na rede pelo lado de fora. Franciszek Smuda, técnico da Polônia não tinha mais opções para sua equipe e só não esperava o pior. No um contra um, em contra-ataque repentino da Polônia, após roubada de bola, Lewandowski foi pouco eficiente. Em uma das poucas jogadas da Polônia pela direita, Kuba cruzou na área e Katsouranis tirou assustando os gregos. O escanteio foi o último bom momento da partida que, após momentos de emoções, terminou mesmo em empate.

Ficha Técnica
Polônia 1 x 1 Grécia
Fase de grupos: Grupo A
Local: National Stadium Warsaw, Varsóvia (POL)
Data: 08 de junho de 2012, sexta-feira
Horário: 13:00 horas (de Brasília)
Árbitros: Carlos Velasco Carballo (ESP)
Auxiliares: Roberto Alonso Fernández (ESP) e Juan Carlos Yuste Jiménez (ESP)
Cartões Amarelos: Papastathopoulos (35), Holebas (47) e Karagounis (54).
Cartões vermelhos: Papastathopoulos (44) e Szczesny (66).
Gols: Lewandowski aos 17 e Salpingidis aos 51.

Times
Polônia: Franciszek Smuda | Grécia: Fernando Santos
Opinião
Muito bem escalada num 4-2-3-1 com destaque para os três jogadores campeões pelo Borussia Dortmund, Piszczek, Kuba e Lewandowski, o time polonês do técnico Fransiszek Smuda deixou Dudka no banco para a entrada de Rybus na meia-esquerda. O camisa oito fez partida mediana, mas a ausência do volante pesou na marcação e a Grécia aproveitou isso no segundo tempo. No mais, a defesa compromete às vezes, mas ainda assim são as melhores opções da Polônia.

A Grécia de Fernando Santos entrou com o jovem Ninis na ponta-direita do ataque grego, mas o meia pouco fez durante todo o tempo que esteve em campo. O meio estava seguro com Karagounis e Katsouranis e Maniatis foi bem, mas existem opções melhores para o meio campo grego. Samaras não faz gol na Grécia e   mesmo assim incomoda o posicionamento dele na esquerda do ataque. A defesa foi bem escalada, mas não os dois zagueiros não participaram da próxima partida dando trabalho para Santos pensar nos substitutos, sabido que um deles é K. Papadopoulos.

Melhor da Partida: Jakub 'Kuba' Blaszczykowski
Ficou Devendo: Sotiris Ninis
Destaque: Przesmylaw Tyton

Vídeo

Poland 1 - 1 Greece hoofoot.com 08/06/2012... por hoofoot

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Jogos da Seleção - Brasil 0 x 2 México

Brasil 0 x 2 México

México deu trabalho para a seleção brasileira que pouco fez e perdeu em dois gols de "detalhes" FOTO: Reuters
FICHA TÉCNICA

BRASIL 2 X 0 MÉXICO
Local: Cowboys Stadium, em Dallas (EUA)
Data: 03 de junho de 2012, quarta-feira
Horário: 16h00 (de Brasília)
Árbitro: Silviu Petrescu (Canadá)
Cartões amarelos: Marcelo e Neymar (Brasil); Salcido e Meza (México)
Cartões vermelhos: Nenhum
Gols: Giovani dos Santos, aos 21 minutos, Chicharito Hernández, aos 32 minutos do primeiro tempo.

TIMES

OPINIÃO

Retrospecto da seleção de Mano pós-copa do mundo de 2010

10/08/10 Brasil 2 x 0 Estados Unidos
07/10/10 Brasil 3 x 0 Irã
11/10/10 Brasil 2 x 0 Ucrânia
17/11/10 Brasil 0 x 1 Argentina
09/02/11 Brasil 0 x 1 França
27/03/11 Brasil 2 x 0 Escócia
04/06/11 Brasil 0 x 0 Holanda
07/06/11 Brasil 1 x 0 Romênia
03/07/11 Brasil 0 x 0 Venezuela - Copa América
09/07/11 Brasil 2 x 2 Paraguai - Copa América
13/07/11 Brasil 4 x 2 Equador - Copa América
17/07/11 Brasil 0 x 0 Paraguai - Copa América (Derrota por 2 a 0 nos pênaltis)
10/08/11 Brasil 2 x 3 Alemanha
05/09/11 Brasil 1 x 0 Gana
14/09/11 Brasil 0 x 0 Argentina
28/09/11 Brasil 2 x 0 Argentina
07/10/11 Brasil 1 x 0 Costa Rica
11/10/11 Brasil 2 x 1 México
11/11/11 Brasil 2 x 0 Gabão
15/11/11 Brasil 2 x 0 Egito
28/02/12 Brasil 2 x 0 Bósnia-Herzegovina
26/05/12 Brasil 3 x 1 Dinamarca
30/05/12 Brasil 4 x 1 Estados Unidos
03/06/12 Brasil 0 x 2 México

Eliminatórias da Copa 2014 - América do Sul

5ª Rodada - Sábado, 02/06
Uruguai 1 x 1 Venezuela
Bolívia 0 x 2 Chile
Argentina 4 x 0 Equador
Peru 0 x 1 Colômbia
Folga: Bolívia

6ª Rodada - Domingo, 10/06
Bolívia x Paraguai
Venezuela x Chile
Uruguai x Peru
Equador x Colômbia
Folga: Argentina

Jogos da Seleção - Brasil 4 x 1 Estados Unidos

Brasil 4 x 1 Estados Unidos

Quatro gols numa partida mal comandada pelo árbitro, decretaram a vitória brasileira sobre os americanos FOTO: Reuters
FICHA TÉCNICA

ESTADOS UNIDOS 1 X 4 BRASIL
Local: FedEx Field, em Washington, nod Estados Unidos
Data: 30 de maio de 2012, quarta-feira
Horário: 21h00 (de Brasília)
Árbitro: Jeffrey Calderon (Costa Rica)
Cartões amarelos: Torres e Jones (EUA); Oscar e Marcelo (Brasil)
Cartões vermelhos: Nenhum
Gols: Neymar, aos 11 minutos, Thiago Silva, aos 26 minutos, e Gomez, aos 44 minutos do primeiro tempo; Marcelo, aos seis minutos, Pato, aos 41 minutos do segundo tempo.

TIMES

OPINIÃO

Retrospecto da seleção de Mano pós-copa do mundo de 2010

10/08/10 Brasil 2 x 0 Estados Unidos
07/10/10 Brasil 3 x 0 Irã
11/10/10 Brasil 2 x 0 Ucrânia
17/11/10 Brasil 0 x 1 Argentina
09/02/11 Brasil 0 x 1 França
27/03/11 Brasil 2 x 0 Escócia
04/06/11 Brasil 0 x 0 Holanda
07/06/11 Brasil 1 x 0 Romênia
03/07/11 Brasil 0 x 0 Venezuela - Copa América
09/07/11 Brasil 2 x 2 Paraguai - Copa América
13/07/11 Brasil 4 x 2 Equador - Copa América
17/07/11 Brasil 0 x 0 Paraguai - Copa América (Derrota por 2 a 0 nos pênaltis)
10/08/11 Brasil 2 x 3 Alemanha
05/09/11 Brasil 1 x 0 Gana
14/09/11 Brasil 0 x 0 Argentina
28/09/11 Brasil 2 x 0 Argentina
07/10/11 Brasil 1 x 0 Costa Rica
11/10/11 Brasil 2 x 1 México
11/11/11 Brasil 2 x 0 Gabão
15/11/11 Brasil 2 x 0 Egito
28/02/12 Brasil 2 x 0 Bósnia-Herzegovina
26/05/12 Brasil 3 x 1 Dinamarca
30/05/12 Brasil 4 x 1 Estados Unidos

Jogos da Seleção - Brasil 3 x 1 Dinamarca

Brasil 3 x 1 Dinamarca

Hulk brilhou como titular e participou dos três gols da seleção FOTO: EFE
FICHA TÉCNICA

BRASIL 3 X 1 DINAMARCA
Local: Imtech Arena, em Hamburgo (Alemanha)
Data: 26 de maio de 2012, sábado
Horário: 10h00 (de Brasília)
Árbitro: Felix Brych (Alemanha)
Cartões amarelos:
Cartões vermelhos:
Gols: Hulk, aos 7 do primeiro tempo; Zimiling (contra), aos 12 do primeiro tempo; Hulk, aos 39 do primeiro tempo; Bendtner, aos 25 do segundo tempo

TIMES

OPINIÃO

Retrospecto da seleção de Mano pós-copa do mundo de 2010

10/08/10 Brasil 2 x 0 Estados Unidos
07/10/10 Brasil 3 x 0 Irã
11/10/10 Brasil 2 x 0 Ucrânia
17/11/10 Brasil 0 x 1 Argentina
09/02/11 Brasil 0 x 1 França
27/03/11 Brasil 2 x 0 Escócia
04/06/11 Brasil 0 x 0 Holanda
07/06/11 Brasil 1 x 0 Romênia
03/07/11 Brasil 0 x 0 Venezuela - Copa América
09/07/11 Brasil 2 x 2 Paraguai - Copa América
13/07/11 Brasil 4 x 2 Equador - Copa América
17/07/11 Brasil 0 x 0 Paraguai - Copa América (Derrota por 2 a 0 nos pênaltis)
10/08/11 Brasil 2 x 3 Alemanha
05/09/11 Brasil 1 x 0 Gana
14/09/11 Brasil 0 x 0 Argentina
28/09/11 Brasil 2 x 0 Argentina
07/10/11 Brasil 1 x 0 Costa Rica
11/10/11 Brasil 2 x 1 México
11/11/11 Brasil 2 x 0 Gabão
15/11/11 Brasil 2 x 0 Egito
28/02/12 Brasil 2 x 0 Bósnia-Herzegovina
26/05/12 Brasil 3 x 1 Dinamarca

Jogos da Seleção - Brasil 2 x 0 Bósnia

Brasil 2 x 0 Bósnia

Com gol contra seleção brasileira ganha com gol contra no último minuto da partida FOTO: Resource
FICHA TÉCNICA

BRASIL 2 X 1 BÓSNIA
Local: AFG Arena, em St. Gallen, na Suíça
Data: 28 de fevereiro de 2012, quinta-feira
Horário: 16h00 (de Brasília)
Árbitro: Sascha Kever (Suíça)
Cartões amarelos: Nenhum
Cartões vermelhos: Nenhum
Gols: Marcelo, aos 3, Ibisevic, aos 12 minutos do primeiro tempo. Papac, contra, aos 45 minutos do segundo tempo.

TIMES

OPINIÃO

Retrospecto da seleção de Mano pós-copa do mundo de 2010

10/08/10 Brasil 2 x 0 Estados Unidos
07/10/10 Brasil 3 x 0 Irã
11/10/10 Brasil 2 x 0 Ucrânia
17/11/10 Brasil 0 x 1 Argentina
09/02/11 Brasil 0 x 1 França
27/03/11 Brasil 2 x 0 Escócia
04/06/11 Brasil 0 x 0 Holanda
07/06/11 Brasil 1 x 0 Romênia
03/07/11 Brasil 0 x 0 Venezuela - Copa América
09/07/11 Brasil 2 x 2 Paraguai - Copa América
13/07/11 Brasil 4 x 2 Equador - Copa América
17/07/11 Brasil 0 x 0 Paraguai - Copa América (Derrota por 2 a 0 nos pênaltis)
10/08/11 Brasil 2 x 3 Alemanha
05/09/11 Brasil 1 x 0 Gana
14/09/11 Brasil 0 x 0 Argentina
28/09/11 Brasil 2 x 0 Argentina
07/10/11 Brasil 1 x 0 Costa Rica
11/10/11 Brasil 2 x 1 México
11/11/11 Brasil 2 x 0 Gabão
15/11/11 Brasil 2 x 0 Egito
28/02/12 Brasil 2 x 0 Bósnia-Herzegovina

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Convocados para amistoso Brasil x Dinamarca, Estados Unidos, México e Argentina

26/05/12 Brasil x Dinamarca – Hamburgo, Alemanha
30/06/12 Brasil x Estados Unidos – Boston ou Washington, Estados Unidos
03/06/12 Brasil x México – Dallas, Estados Unidos
09/06/12 Brasil x Argentina – New Jersey, Estados Unidos

Brasil: 23 jogadores convocados por Mano Menezes

Goleiros
Jéfferson (Botafogo)
Neto (Fiorentina)
Rafael (Santos)

Laterais
Daniel Alves (Barcelona)
Danilo (Porto)
Marcelo (Real Madrid)
Alex Sandro (Porto)

Zagueiros
David Luiz (Chelsea)
Thiago Silva (Milan)
Bruno Uvini (Tottenham)
Juan (Inter de Milão)

Volantes
Sandro (Tottenham)
Casemiro (São Paulo)
Rômulo (Vasco)

Meio-campistas
Lucas (São Paulo)
Paulo Henrique Ganso (Santos)
Oscar (Internacional)
Giuliano (Dnipro-UCR)

Atacantes
Alexandre Pato (Milan)
Neymar (Santos)
Hulk (Porto)
Leandro Damião (Internacional)
Wellington Nem (Fluminense)

Comentários: Umas das melhores convocações de Mano Menezes, até porque são ótimos os jovens que a seleção tem, mesmo que alguns não sejam unânimes para a próxima copa. O grande diferencial deste time é jogar com um volante apenas - Sandro, se Mano Menezes o fizer - e com três meias, Lucas pela direita, Ganso pelo meio e Oscar pela esquerda. Mais garantido que jogar com três atacantes, com Lucas e Neymar abertos pelas pontas. Faltou Phillippe Coutinho no lugar da surpresa Wellington Nem, porém, provavelmente ambos não iriam para a próxima Olimpíada. Arrisco abaixo os 18 jogadores que Mano convocará, sendo, na minha opinião, o goleiro Jefferson do Botafogo, o único que não me agrada, não sendo melhor goleiro que Júlio César, Diego Alves e Diego Cavalieri, apesar de estar numa boa fase. Ausência de Ronaldinho Gaúcho? Ótimo. De Kaká?

Possíveis convocados para a Olimpíada com esquema titulares sem os convocados acima de 23 anos

Titulares: Jefferson, Danilo, Bruno Uvini, Juan e Alex Sandro; Sandro; Lucas, Ganso e Oscar; Pato e Neymar.
Reservas: Rafael, Daniel Alves, Thiago Silva, Casemiro, Rômulo, Giuliano e Damião.

Convocações de Dinamarca, Estados Unidos, México e Argentina disponibilizadas neste post ou no post da partida quando divulgadas.

domingo, 6 de maio de 2012

Com dois gols de Yaya Touré no segundo tempo, City desbanca Newcastle e fica mais perto do título

Diante de sua torcida o Newcastle United não conseguiu parar o Manchester City e viu Yaya Touré, na segunda etapa, marcar os dois gols dos citizens que agora estão mais próximos do título. A torcida do Newcastle lotou o St. James Park, mas seu time não contou com a mesma sorte de jogos anteriores. Não conseguindo criar muitas chances diante da forte marcação do City, os magpies saíram derrotados dentro de casa, não conseguindo ultrapassar o Arsenal, terceiro colocado, na disputa pela Liga dos Campeões. 
Yaya Touré decide a partida marcando dois gols a partir do momento que jogou mais à frente FOTO: AP
Jogo
Um dos principais jogos da rodada, Newcastle United e Manchester City iniciaram a partida em um grande ritmo. Com forte marcação de ambas as equipes, as chances de gol foram poucas, mas as tentativas aconteceram frequentemente. A torcida do Newcastle cantava o tempo todo e viu aos dez minutos, David Silva receber dentro da área e chutar cruzado para boa defesa de Tim Krul.

Do mesmo lado seis minutos depois, Kun Aguero recebeu a bola, limpou o marcador e chutou fraco, para tranquila defesa do goleiro holandês. O segundo chute a gol do City, mostrou o melhor poderio ofensivo da equipe, conseguindo chegar mais perto do gol. Lá atrás, os citizens continuavam intactos.

A equipe da casa não conseguia se impor com o apoio da sua torcida e via o adversário ficar mais tempo com a bola e chegar com Tévez de falta, aos 26 minutos, mais uma vez a gol. Krul teve trabalho mais uma vez. O troco veio dois minutos depois, Ben Arfa partiu com a bola pela direita, viu Demba Ba no meio que dominou e sem demora, chutou de esquerda por cima do gol.

Com 33 minutos, a bola roubada pelo Newcastle foi a melhor chance da equipe até aqui. Jonas Gutiérrez seguiu com a bola pela esquerda, cruzou rasteiro na área, Cissé deixou passar e Demba Ba chutou, o defensor bloqueou e a bola sobrou para Ben Arfa que pegou no ar de primeira e Joe Hart realizou ótima defesa. O empate não era bom pra nenhuma das duas equipes e o primeiro tempo ia seguindo para o fim.

Porém, o resultado zerado não era opção dos atacantes, mas sim necessidade dos defensores. Faltando cinco minutos para o fim, Gareth Barry recebeu de Silva na direita e em dois chutes quase abriu o marcador. No primeiro, Coloccini tirou com a perna, no rebote, Barry chutou de novo viu Santon tirar de cima da linha. Mais uma vez no rebote, todos foram na bola e Krul chegou com convicção chutando a bola e tirando-a da sua área.

Coloccini disputa com Aguero em jogo que foi truncado no primeiro tempo FOTO: Reuters
A segunda etapa começou como terminou a primeira: movimentada. A primeira oportunidade foi uma cobrança de falta que Yaya Touré, do Manchester City, cobrou por cima do gol de Krul. O jogo seguiu e o City aparecia mais vezes no ataque, enquanto o Newcastle buscava fazer o primeiro no contra-ataque.

Dessa forma, o jogo seguiu sem muitas oportunidades e a torcida chiou quando viu De Jong entrar em campo no lugar de Nasri. O holandês havia contundido Ben Arfa na temporada passada. A substituição deixou Yaya Touré mais a vontade no meio campo e o jogador demonstrou eficiência ao dominar no meio campo, tabelar com Aguero e aos 25 minutos, chutar colocado no canto esquerdo de Krul que não conseguiu defender e viu o placar ser inaugurado pelo marfinense.

A chance de matar o jogo veio aos 29 minutos de jogo. Kun Aguero recebeu livre e cara a cara com Krul tirou do goleiro. O problema é que tirou demais e a bola foi calma pelo lado de fora da trave. Mas depois do gol, o Newcastle pressionou mais e passou a buscar o resultado, mas sem criar chances claras de gol.

Faltando sete minutos, mais uma chance de encerrar a partida para o City. Dessa vez, Touré sozinho com o goleiro, driblou, mas escorregou, caído, conseguiu passar para Aguero que vinha atrás, mas que chutou por cima do gol na bola desviada. a pressão do Newcastle não era grande e numa delas, Cabaye dominou mal a bola que iria ser alçada na área e viu Aguero roubar. O argentino seguiu com ela, tocou para De Jong que tocou para Clichy. Nessa altura a defesa do Newcastle que era dois contra quatro, já havia se reposta, mas não evitou o passe para os pés de Yaya Touré que dominou e com muita estrela, chutou de esquerda, marcando o segundo gol do City e liquidando a partida.

Após o gol, restava pouco a fazer pelo Newcastle. Aos 45, um chute de Ameobi foi o pouco que a equipe da casa fez. Desiludida, a torcida ainda viu a torcida dos citizens cantarem em seu próprio estádio e viram a vaga para a Liga dos Campeões ficar mais distante.

Ficha Técnica


Newcastle Utd. 0 x 2 Manchester C.





Local: Estádio St. James Park, Newcastle, Inglaterra
Data: 06 de maio de 2012, domingo
Horário: 09:30 horas (de Brasília)
Árbitro:
Cartões Amarelos:
Cartões vermelhos: Nenhum
Gols: Yaya Touré (Manchester City) aos 70 e 89.

Times


Opinião

sábado, 5 de maio de 2012

Chelsea abre a vantagem, leva gol e sufoco, mas no fim conquista sua sétima Copa da Inglaterra

Não foi fácil para o Chelsea que abriu dois gols no placar, mas viu o Liverpool diminuir com Carroll que entrou no segundo tempo e pressionar até o fim, no entanto, o Chelsea soube segurar as ofensivas adversárias e com a vitória por 2 a 1, gols de Ramires aos 11 e Drogba aos 38, conquistou a sua sétima F.A. Cup, a quarta vez nas últimas seis temporadas.

Com apenas Suárez na frente, o Liverpool pouco ameaçou durante toda a partida no estádio de Wembley e viu Didier Drogba marcar seu oitavo gols em dez partidas no novo estádio. O marfinense também tornou-se o primeiro jogador a marcar em quatro finais diferentes de copa. Ele, junto com os ingleses e líderes do elenco dos blues, Lampard e Terry, foram unânimes em campo, vencendo mais um título no clube londrino.
A trinca que comanda o elenco - Drogba, Lampard e Terry - levanta a quarta taça do time nos últimos anos FOTO: AP
Jogo
Com menos de um minuto de jogo a bola que iniciara com o Chelsea terminou numa tentativa de longe de Didier Drogba. A bola foi longe, mas a tentativa foi válida para o marfinense que é o maior artilheiro do novo Wembley com sete gols. A partida seguiu sem grandes lances até os dez minutos. Numa interceptação furada de Spearing, o espanhol Juan Mata buscou e partiu com a bola no meio campo, enxergou Ramires e lançou. O camisa sete brasileiro controlou até a grande área e chutou forte, cruzado, Reina aceitou e o placar foi aberto com dez minutos.

Depois do gol a partida continuou a mesma com fracas tentativas de ambos os lados. Com Gerrard jogando de segundo volante deixando Henderson mais livre para armar, o Liverpool não obtinha sucesso em suas jogadas e via o Chelsea segurar bem as poucas investidas do adversário e chegar mais facilmente ao gol, mesmo que sem ameaçar tanto a meta de Pepe Reina.

Aos 38 minutos Drogba tentou novamente um remate de longe e sem sucesso. Os reds tentaram responder com uma bola na área, mas sem algum susto a meta de Cech, saindo do primeiro tempo com muito pouco feito para quem chegou até a final e já venceu a Copa da Liga Inglesa, mesmo estando longe da zona de classificação para a Liga dos Campeões no campeonato inglês.

Ramires comemora o primeiro gol de um brasileiro numa final de Copa da Inglaterra FOTO: AP
O segundo tempo voltou e ambos os times retornaram com mais ânsia de gol. Mas se o Liverpool precisava mais, buscar o resultado, o Chelsea, que voltou melhor, com sete minutos deu um banho de água fria no seu adversário. Lampard dominou a bola no meio, driblou o marcador e viu Drogba dentro da área. A marcação deu espaço, deixou o marfinense dominar, que não titubeou e chutou cruzado rasteiro de canhota sem chances para Reina que viu a bola entrar no canto do gol.

Após o gol, Kenny Dalglish, técnico do Liverpool tirou Spearing e colocou Carrol para dar mais ofensividade no time. Mesmo com a substituição, o primeiro a assustar foi novamente o Chelsea que partiu com a bola dominada com Ramires que tocou para Juan Mata que enxergou Kalou. O atacante tentou o chute, mas foi infeliz no remate.

Porém, quem é grande nunca está morto e o Liverpool entrou na partida novamente com um gol de Carroll. A bola parecia dominada por Bosingwa, mas Downing foi insistente e deu um carrinho na bola que chegou até Carroll na área. O grandalhão domingou, gingou pra cá e pra lá, enganando Terry, conseguindo trazer para a perna esquerda e fuzilando o gol de Peter Cech que não conseguiu parar o forte chute. Pouco depois o Liverpool chegou mais três vezes com chutes de fora da área, mas que foram longe do gol.

O homem que veio para substituir Fernando Torres, vendido ao adversário Chelsea, entrou com vontade no jogo e deu novo gás ao Liverpool que passou a ficar mais tempo com a bola, agora com mais eficiência em suas jogadas, mas ainda assim sem ser efetivo na busca ao gol. Com 30 minutos, o cruzamento de Johnson após a cobrança de lateral encontrou Carroll que conseguiu o cabeceio que foi por cima do gol de Cech.

Aos 37 minutos, a bola cruzada na área e Andy Carroll conseguiu o cabeceio firme e Peter Cech realizou uma linda defesa, porém, Carroll saiu comemorando ciente de que a bola entrou antes do goleiro tcheco defendê-la. Ivanovic pegou o rebote, tirou do perigo e o lance seguiu, até o árbitro parar a partida e consultar o assistente, não validando o gol que não ocorreu, já que a bola não entrou inteira.

Restavam poucos minutos e o Liverpool buscava com todas as forças o empate. A pressão era grande e Carroll na entrada da área sofreu falta. Gerrard na cobrança chutou na barreira e no escanteio o Liverpool não conseguiu marcar. Cinco minutos de acréscimos foram dados e no segundo, Carroll teve grande chance, mesmo sem ângulo chutou de esquerda, mas a bola parou na defesa. Os reds continuaram a pressionar, mas quando o Chelsea pegava a bola, tentava esfriar e tardar a partida.

Ficha Técnica
Chelsea 2 x 1 Liverpool






Local: Estádio Wembley, Londres, Inglaterra
Data: 05 de maio de 2012, sábado
Horário: 13:15 horas (de Brasília)
Árbitro: Phil Dowd (Inglaterra)
Cartões Amarelos:
Cartões vermelhos: Nenhum
Gols: Ramires (Chelsea) aos 11, Drogba aos 38 (Chelsea) e Carroll aos 64 (Liverpool).

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