domingo, 11 de julho de 2010

Copa do Mundo 2010 - Final - Holanda 0 x 1 Espanha



Espanha. Finalmente, Espanha. Merecidamente Espanha. Três vezes Espanha, mas quem foi tri foi a Holanda, que mais uma vez, acabou ficando com o vice. Se os espanhóis foram campeões, nada mais que merecido. Merecem o título desde a outra copa, que apesar de encantar a todos nas eliminatórias, como esta, acabou levando o revés contra a França. Passado isso, dominaram a Europa, com o título de 2008. Correram atrás do mundo. Chegaram lá. A Fúria chega ao seu primeiro título mundial e está no grupo de campeões mundiais, junto com Brasil, Itália, Alemanha, Argentina, Uruguai, França e Inglaterra.

Detalhes. Futebol é sempre decidido em detalhes. Cento e vinte minutos de bola rolando e num simples detalhe para Casillas levantar a taça mais desejada do mundo, após o apito do juíz. O lance do gol começou na cobrança de falta batida por Sneijder. A bola desviou clamorosamente em Fabregas e saiu para fora. O escanteio não foi visto pelo juíz. O jogo continuou e o tiro de meta do goleiro foi parar na bola trabalhada pela equipe espanhola. O primeiro lançamento foi interrompido por van der Vaart. Se passasse, era impedimento, (isso se o bandeira marcasse). Mesmo com vários holandeses no lance, faltava um, Heitinga que foi expulso de forma injusta. No rebote, um novo passe para Iniesta que oportunista, teve a chance de levar a Espanha para a glória máxima do futebol.

A partida foi chata. Como já disse, há se toda final fosse uma disputa de terceiro lugar. Faltaram bons lances, jogadas empolgantes e envolventes. O futebol total criado pela Holanda não foi visto nesta copa. A pragmática equipe holandesa, venceu todas as suas partidas sem mostrar esse futebol, mas vencia. Venceu o Brasil e mostrou verdadeiramente sua força. Força até demais. Foram oito cartões amarelos. O único vermelho, foi meio injusto. O zagueiro Heitinga segurou Iniesta com a mão. Porém, o jogador espanhol se jogou tempo depois do holandês ter soltado o meio campo. O cartão vermelho foi o quinto em uma final de copa. Iniesta, foi o personagem da final, na comemoração, homenageou Dani Jarque ex-jogador do Espanyol (rival do Barcelona) que faleceu há mais de um ano.

O primeiro tempo foi todo espanhol. A Holanda somente se defendia. Com 5 minutos, Sérgio Ramos cabecou após o escanteio e o goleiro Stekelenburg fez boa defesa. O lateral espanhol chegou mais uma vez com 9 minutos de partida. No chute cruzado, Heitinga tirou a bola da área. Até os 30 minutos, a Holanda só chegou perto do gol com Kuyt, após falha de Busquets e Sneijder numa cobrança de falta. No mais, van Persie, Puyol, van Bommel, Sérgio Ramos e de Jong (num lance de karatê sobre Xabi Alonso) levaram cartão amarelo e mostraram que o futebol vistoso também é faltoso. Também, não é de se surpreender, afinal, um título de copa do mundo estava em disputa.

Em um lance curioso, a Holanda quase sai na frente. Heitinga devolve a bola para a Espanha no fair-play, após Puyol ter trombado com Casillas. O chute foi para o goleiro, a bola quicou e passou por cima dele, se entrasse, o mundo ficaria besta, diante de um lance bestial. Validaria o gol, o gol mais "limpo" desta copa ou mandaria voltar um lance legítimo. A bola raspou a mão de Casillas e no escanteio, a bola foi devolvida novamente para a Espanha.

Antes do final do primeiro tempo, os holandeses se soltaram mais. Sneijder o melhor jogador holandês não apareceu muito em campo mas, não fora preciso. Pedro, Xavi Alonso e Robben arriscaram bons chutes que não assustaram tanto. O começo do segundo tempo, mostrou o jogo um pouco mais solto. Capdevila perde ótima chance dentro da área com 2 minutos de partida. Com menos de dez minutos, Robben e Xabi Alonso chutam forte de fora da área, entratanto o gol não sai. Gio van Bronckhorst levou o primeiro cartão amarelo da segunda etapa, depois Heitinga também teve o nome anotado no cartão do juíz Howard Webb.

Após o lançamento de Sneijder, Piqué falha e Robben fica cara a cara com Casillas. A chance do título foi desperdiçado pelo camisa 11 que tocou no canto esquerdo do goleiro, que pulou para o direito, mas defendeu com a ponta do pé, tirando o gol holandês com 17 minutos de jogo. A Espanha, que jogou de azul, devolveu com Villa, após falha da defesa holandesa. Capdevila foi mais um que levou o cartão amarelo. Logo depois, sua equipe chegou com David Villa e Sérgio Ramos com dois lances desperdiçados.

Em mais um lance de Robben no ataque, o holandês ganha de Puyol na corrida e fica mais uma vez contra Casillas. Porém, o goleiro vence mais uma vez, parando a bola logo que o camisa 11 cortou para a direita. O gol não saia e o jogo demonstrava ir para a prorrogação. Noventa minutos de jogo e na primeira oportunidade cara a cara com Casillas, van Persie se livra do goleiro, mas impedido ficou sem chance de fazer o gol para a Holanda, antes do apito final do árbitro.

Visivelmente cansadas, as duas equipes retornaram a campo sem muito fôlego para buscar o gol. Todavia, a segunda etapa começou como foi o primeiro tempo, com os espanhóis atacando. Na boa troca de passes, Xavi vai para chutar a bola, mas Heitinga põe o pé na frente e impede um possível gol espanhol. Cinco minutos da prorrogação, Fabregas tem chance parecida com a de Robben, mas desperdiça e os méritos ficaram para Stekelenburg. Após a cabeçada de Mathijsen por cima do gol na cobrança do escanteio, a fúria chega perto com Iniesta, Jesus Navas e Fabregas. Num lance curioso, Braafheid que havai entrado no lugar de Gio, corre para marcar a bola e o jogador espanhol que receberia o cruzamento, mas a bola bate em sua cabeça este quando estava de costas e vai parar nas mãos do goleiro holandês.

No segundo tempo da prorrogação, Heitinga acaba sendo expulso e fez falta na defesa holandesa, que já havia feito as três substituições possíveis. Na cobrança da falta, Xavi chuta por cima do travessão. Diferente de Sneijder que na cobrança de falta com 9 minutos, a bola bateu na barreira e saiu. O árbitro não viu. O lance seguiu com a cobrança do tiro de meta. A Espanha trabalhou bem a bola, viu Fernando Torres livre na esquerda, o camisa 9 cruzou na área para Iniesta impedido, van der Vaart interrompe e no rebote, o passe vai parar novamente em Iniesta que domina e chuta para marcar o gol de todo o futebol espanhol.

Faltando dez minutos para o fim, a Holanda pouco poderia fazer e assim fez. Sneijder tentou no chute do meio de campo sem efeito e para fora. Com o apito do juíz, a Espanha finalmente mostrou que não amarela em finais e chega ao seu primeiro título mundial, após 80 anos de copa do mundo. Mais que merecido, a Espanha carrega uma invencibilidade há bastante tempo, sofrendo somente duas derrotas, para os EUA na copa das confederações e para a Suíça na estréia.

Essa derrota, fez a Espanha ser a primeira seleção a vencer uma copa, perdendo o primeiro jogo. A vitória contra Honduras, valeu o ingresso e concretizou o que era esperado. Sobre o Chile, a vitória saiu e também o primeiro e único gol sofrido por Casillas. Nas oitavas, passou com três vitórias por um a zero. Não que a final foi diferente, mas foi melhorando a cada jogo. Sobre Portugal, Paraguai a vitória foi sofrida. Sobre a seleção com o melhor futebol desta copa, a vitória foi merecida. Contra a Holanda, sairia o primeiro campeão inédito e em sua primeira final, a Espanha foi a campeã da Copa da África do Sul.

"Errar é humano. Ser árbitro é desumano. Numa copa onde a arbitragem merece represálias, um simples polvo a benção, quem brilhou mais foi a alegria africana, que foi vista e criticada por meio da vuvuzela. O futebol foi empolgante, pragmático, mas pela primeira vez quem era amarelão, foi campeão."






Esquemas





















Não existe esquema em final de copa do mundo. Os onze de cada equipe que vão a campo, sabem o que tem que fazer, o que é para ser feito e tem que dar o sangue para trazer a vitória e a glória para seu país.


Holanda 0 x 1 Espanha



Melhor da Partida: Andrés Iniesta
Ficou Devendo: Arjen Robben
Destaque: Iker Casillas
Local: Estádio Soccer City, em
Johanesburgo (África do Sul)
Data: 11/07/2010 (domingo) e Horário: 15h30 (de Brasília)
Árbitro: Howard Webb (ING) e Auxiliares: Darren Cann (ING) e Michael Mullarkey (ING)
Gol: Iniesta (Espanha) aos 10 minutos do segundo tempo da prorrogação
Cartões amarelos: Van Persie, Van Bommel, De Jong, Van Bronckhorst, Heitinga, Robben, Van der Wiel e Mathijsen (Holanda); Puyol, Sergio Ramos, Capdevila, Iniesta e Xavi (Espanha)
Cartão vermelho: Heitinga (Holanda)
Público: 84.490 torcedores.

Copa do Mundo 2010 - Análise da Final - Holanda x Espanha

Mesmo antes de começar esta copa, todos sonharam em chegar no dia 11 de julho de 2010, no estádio Soccer City em Johannesburgo, na final desta copa do mundo. A copa começou e pouco a pouco todos foram vendo os fracassos, as surpresas, as emoções e os gols que fazem a alegria e principalmente a vitória.

No final de tudo isso, restaram somente Holanda e Espanha. Duas equipes que historicamente merecem sair com o título que nunca conquistaram. Pela primeira vez numa final, a Espanha tem a fama de "amarelar" quando é mais preciso vencer. Sempre contou com boas seleções e sempre decepcionou a todos. Desde Amancio, Gento, Di Stéfano, Quini, Butragueño, Zubizarreta, Hierro e Raúl a Espanha tem nessa equipe a chance de mostrar que merece estar no hall dos campeões.

A Holanda, mostrou ao mundo o "futebol total", ofensivo e envolvente da equipe de 74, liderada por Cruijff que recebeu o título de "carrossel holandês" pela mobilidade em campo imposta pelo técnico Rinus Michel. No entanto, esta equipe chegou duas vezes a grande final mas, ficou com a derrota nos dois confrontos e amargou o vice campeonato. Mostrou novamente sua força com o belo trio formado por Rijkaard, Gullit e van Basten que só chegou ao título da eurocopa em 88. Em 94 e 98, parou duas vezes na seleção brasileira. Neeskens, Rensebrink, irmãos Koeman, irmãos de Boer, Bergkamp, Overmars, Kluivert, Seedorf, Davids, Cocu, van der Sar e Ruud van Nistelrooy ficaram para trás e a jovem geração de 2006 vem mais madura e com vontade de alcançar a glória do futebol mundial e mostrar que o futebol holandês merece estar nela.

As duas seleções, mereceram e muito estar nesta final. Holandeses e espanhóis, foram as únicas seleções que não perderam na eliminatória européia. Contudo, somente a Holanda manteve o 100% até agora, não perdendo nenhum jogo, estando invicto há 25 partidas. Os espanhóis, decepcionaram ao perder a primeira partida desta copa para a Suíça, contudo mostraram o poderio que tem e culminaram isto ao vencer os alemães na semifinal, repetindo o feito da final da eurocopa de 2008.

A Espanha, vem com quase a mesma seleção de 2008. Sem o brasileiro naturalizado, Marcos Senna, todos aqueles que poderiam ser considerados titulares estão no elenco desta copa. Da equipe titular, Piqué, Pedro e Busquets são as novidades, os três vindos da base do Barcelona. Casillas, Sérgio Ramos, Puyol e Capdevilla formam uma defesa competente e dedicada. Xavi, Xabi Alonso, Iniesta e Villa, completam o time do meio campo para frente, que ainda tem o luxo de ter Fernando Torres, David Silva e Fabregas na reserva. Os três, obviamente, merecem entrar nesta final e terão a chance de suas vidas para entrar pra a história espanhola.

Com estes jogadores, a Espanha demonstra ter uma seleção melhor que a da Holanda. E é, tanto individualmente quanto coletivamente. A seleção laranja, demonstra algumas vezes uma 'panelinha' entre os nascidos em 84 e destaques desta seleção, Sneijder e Robben. Dos nascidos em 83, van Persie e van der Vaart, um é centro-avante e outro é reserva, um pela ausência do antigo camisa nove, van Nistelrooy e outro pela escalação de somente um meia ofensivo. Kuyt completa o "quadrado mágico", merecendo sempre estar entre os titulares, pela sua técnica, tática, garra e obediência em campo. Por isso não é ele o camisa 9 desta seleção.

Se a Espanha tem Casillas, a Holanda tinha van der Sar que de fato é melhor que o espanhol. Mas a idade pesou e Stekelenburg tem a tarefa de ocupar a vaga de um dos melhores goleiros de todos os tempos. Foi bem, muito bem. Mas não foi o melhor. A defesa espanhola é melhor e mais raçuda com Puyol e Piqué, mas Heitinga e Mathijsen não deixam a desejar. As duas seleções não tem laterais direitos tão bom. Mas o zagueiro que com o tempo virou lateral Sérgio Ramos, fez uma copa melhor que van der Wiel que não mostrou a mesma técnica que demonstrou no Ajax e fez uma copa discreta. Na esquerda está o grande problema da seleção espanhola. Capdevilla é obediente e tudo mais, mas deixa a desejar tanto para defender quanto para atacar. Não é tão ousado quanto Gio van Bronckhorst, capitão que mostrou audácia no golaço, o melhor da copa até agora, contra o Uruguai.

As duas equipes mesmo bastantes ofensivas, mantém dois volantes. Busquets protege a zaga espanhola e de Jong faz o mesmo do lado holandês. Os dois não ostentam tanta categoria e habilidade para serem titulares nas respectivas equipes, porém, garantem a manutenção da bola no meio campo, além de roubá-la também. Xabi Alonso e van Bommel são raçudos, chegam à frente e ajudam na marcação. Agora a disputa fica mais concorrida.

Mesmo com Xavi e van Persie não vem fazendo uma excelente copa, é por não estarem jogando onde gostam. O camisa 8 espanhol não é meia e o holandês gosta de jogar pelos lados. Tanto por isso que Sneijder e Villa, são os destaques em suas equipes, artilheiros e concorrem na disputa para melhor jogador da copa. Xavi e Sneijder são os cérebros do jogo. Iniesta e Kuyt são muitas vezes atacantes e meias, ambos pelo lado esquerdo do campo. Mesmo sem muita estrela, sem muitos holofotes, são essenciais na tática de suas equipes. Para completar, Robben pode desequilibrar do lado direito do campo, como também pode ser incapaz de fazer alguma coisa. Já Pedro, substitui Fernando Torres e pode surpreender nesta final, não fazendo é claro o mesmo que fez na vitória sobre a Alemanha, não dado o passe do gol da vitória para Torres.

Entretanto, jogador por jogador, ninguém é melhor. Coletivamente, holandeses e espanhóis são duas grandes equipes e é difícil dizer quem ficará com o título. Nem mesmo o polvo profeta poderá acertar. Tudo será decidido às 15h30min horário de Brasília, 20h30min na África do Sul. O artilheiro, sairá desta final. O melhor jogador da copa, sairá desta final. O melhor jogador do mundo, também poderá sair desta final. O campeão inédito, também sairá desta final, duas equipes com um lindo futebol, que mesmo não mostrando isso durante esta copa, foi assim que chegaram até esta final e lutam hoje por um título inédito.

sábado, 10 de julho de 2010

Copa do Mundo 2010 - Disputa do 3º Lugar - Uruguai 2 x 3 Alemanha

Disputa de terceiro lugar é sempre assim: acirrada, disputada e o melhor, com bastantes gols. A história comprova isso e o jogo de hoje não foi diferente. Cinco gols, duas viradas e "os derrotados" saíram de cabeça erguida pelo bom mundial que fizeram, mas com um desejo estar jogando um dia depois. Se toda final fosse assim...

Já com dez minutos de partida, Diego Forlán tem a chance de abrir o placar em duas cobranças de falta. A primeira, Cacau tira com o braço. Na segunda oportunidade, a bola passa rente o travessão assutando a torcida alemã. A Alemanha deu o troco com Friedrich que cabeceou a bola na trave. No chute de fora da área do alemão Schweisteiger, a bola foi forte e o goleiro Muslera deu o rebote. Muller estava atento e fez o primeiro gol da partida com 18 minutos de jogo.

Seis minutos depois, Forlán cabeceia dentro da pequena área mas Mertesacker está lá para tirar com a perna. Na linda roubada de bola de Diego Pérez no meio campo, Suárez pega a bola e no três contra dois, toca para Cavani na esquerda que toca no canto esquerdo do goleiro Butt aos 27 minutos e empata a partida. Por mais que funcionasse, o ataque uruguaio não é tão entrosado. Forlán lança Suárez na direita que em diagonal entra na área e bate para fora no canto direito do goleiro. Pudesse devolver para o mesmo Forlán que vinha mais atrás sem marcação ou para Cavani que na área poderia marcar o gol trombando.

Antes de encerrar o primeiro tempo, a falta de Schweisteiger fica na barreira e Forlán tenta o gol olímpico que vai por cima da rede. O primeiro tempo foi bom, disputado e com gols. As chances saíram para os dois lados e era difícil saber quem iria sair com a vitória. A segunda etapa começou com a equipe uruguaia quase chegando ao segundo gol nos chutes de Cavani e Suarez no mesmo lance. Aos seis minutos, a boa jogada de Arévalo pelo lado direito, acaba com o cruzamento para Forlán na entrada da área. A bola vai meia altura e o camisa 10 pega um belo voleio, digno de replay, sem chances para o goleiro Butt.

O gol mostrou a força uruguaia, porém, sofreram o revés ainda cedo. O cruzamento de Jerome Boateng que desta vez jogava pela esquerda, caiu na cabeça de Jansen que meio atabaloado, aproveitou a falha do goleiro Muslera e empatou a partida. O gol saiu com 9 minutos da segunda etapa. Restavam então 35 minutos para saber quem iria vencer ou se ia para a prorrogação. Com 16 minutos, Suarez arriscou de fora da área e fez o goleiro Butt executar uma bela defesa. A azul celeste não estava morta e chegou três minutos depois depois da bela jogada que caiu nos pés de Forlán que mesmo sem ângulo arriscou e Butt fez outra boa defesa.

A esta altura, quem fizesse o terceiro gol provavelmente sairia com a vitória. Com 34 minutos, Kiessling chega atrasado e não aproveita o bom cruzamento de Boateng. Logo depois, Khedira no rebote do escanteio e põe de cabeça a bola no fundo das redes, garantindo praticamente o terceiro lugar alemão. Contudo, o último lance da partida a falta perto da área era a última chance uruguai na partida. Forlán cobra-tudo pegou bem na bola mais uma vez e ela foi parar no travessão. Sem o gol, sua equipe volta para casa com o quarto lugar mais que festejado e surpreendente, enquanto a Alemanha fica mais uma vez com o terceiro lugar, mas desta vez com o sabor de que poderia ter conseguido mais.

Esquemas






















O Uruguai vinha com Fucile na direita e Cáceres novamente na esquerda. Álvaro Pereira continou no banco e desta vez Maxi Pereira jogou no meio. Cavani completou do lado esquerdo, assim como foi contra Gana.
Sem Lahm que não estava com ânimo para jogar a disputa do terceiro lugar, Boateng jogou na direita e fez boa partida, bem melhor a que ele jogou na esquerda. Aogo entrou no seu lugar. Jansen entrou na posição de Podolski e Cacau na de Klose que machucado não pode tentar ultrapassar a marca de Ronaldo e ser o maior artilheiro de todas as copas.

Uruguai 2 x 3 Alemanha

Melhor da Partida: Thomas Muller
Ficou Devendo: Sami Khedira
Destaque: Diego Forlán
Local: Estádio Nelson Mandela Bay, em Porto Elizabeth (África do Sul)
Data: 10/07/2010 (sábado)
Horário: 15h30 (de Brasília)
Árbitro: Benito Archundia (MEX)
Auxiliares: Hector Vergara (CAN) e Marvin Torrentera (MEX)
Cartões amarelos: Aogo, Cacau e Friedrich (Alemanha); Diego Pérez (Uruguai).
Gols: Müller (Alemanha), aos 19 minutos; Cavani (Uruguai), aos 28 minutos do primeiro tempo. Forlán (Uruguai), aos 6; Jansen (Alemanha), aos 11, e Khedira (Alemanha), aos 37 minutos do segundo tempo.



Foto do jogo: terra.com
Foto do MJC: fifa.com
Ficha a partir do local: espn.com

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Copa do Mundo 2010 - Semifinal - Alemanha 0 x 1 Espanha

Recapitulando a final da eurocopa de 2008, Espanha e Alemanha fizeram como em 2008, um bom jogo, disputado e com chances de gol para cada lado. O resultado foi o mesmo de dois anos atrás, contudo, desta vez a Espanha finalmente chega para sua primeira final de copa do mundo. Uma seleção que sempre prometia e com a mesma grandeza sempre amarelava. A Alemanha foi inferior em toda a partida e sentiu falta do meia-atacante Muller.

O início da partida mostrou como foi o jogo inteiro. A Espanha foi para cima e mantinha maior posse de bola. Se impôs mais em campo e teve as primeiras oportunidades da partida. David Villa recebe belo passe de Pedro Rodriguez, mas Neuer impede o gol. A pressão espanhola do início diminuiu. Após cruzamento na área, com 13 minutos Puyol cabeceia por cima do gol. Logo depois, Casillas tira a bola da área na cobrança de escanteio que assustou a defesa.

Até o final do primeiro tempo, os dois times atacavam, porém não chegavam muito perto ao gol. Sérgio Ramos arriscou do flanco direito sem ângulo, Xabi Alonso deu o primeiro de vários chutes seus ao gol, todos passando perto mas, não obrigando Neuer a fazer defesas. A Alemanha chegou no chute de Trochowski que substituia Muller. O lance aconteceu com 36 minutos do primeiro tempo e foi o principal ataque alemão no primeiro tempo. A equipe de Joachim Low estava sumida em campo e o contra-ataque foi pouco eficiente sem Muller. Pedro de fora da área teve a última chance de alterar o placar no primeiro tempo, mas o bom chute seguiu da defesa tranquila do goleiro.

Para o segundo tempo, a Alemanha precisava melhorar a forma de jogo. Porém, foi a Espanha que voltou melhor. Xabi Alonso arriscou dois chutes já no início da segunda etapa. Com 9 minutos, Capdevilla rouba a bola, Xabi Alonso ajeita para Xavi que chega chutando, no rebote Xabi pega a bola e dá de calcanhar para Iniesta que cruza dentro da pequena área para David Villa que não alcança a bola a tempo de fazer o gol. A jogada mostrou que a Espanha queria o resultado enquanto os alemães continuavam demonstrando apatidão em campo. Dois minutos depois, Pedro chuta para fora em mais um lance da equipe espanhola.

O gol espanhol não saia e a Alemanha mesmo jogando mal, ainda poderia sair na frente. Aos 15 minutos, Klose pega mal o cruzamento e a bola vai para fora. Na melhor chance alemã nos 45 minutos restantes, Podolski da esquerda cruza na área e Kroos sozinho pega fraco de primeira. Casillas estava bem colocado e fez boa defesa.

Com 27 minutos, era a vez da Espanha chegar. Após o escanteio, Puyol sai sozinho da "sobra" e chega cabeceando como um foguete. A bola vai forte sem chances para Neuer. O gol deixava a equipe alemã praticamente sem chances de virada já que não fazia boa partida. Nove minutos depois, Pedro Rodriguez teve a oportunidade mais fácil de toda a copa e de acabar com o jogo. Após lançamento de Xavi, o atacante saiu sozinho em direção ao gol. Friedrich vinha do outro lado para marcá-lo, junto com Torres. O camisa 18 ao invés de passar para Torres, driblou o zagueiro e tentou dribá-lo novamente, mas foi desarmado e Mertesacker tirou a bola.

O lance poderia ter garantido a Espanha na inédita final, e a Alemanha tentava o empate. Se acontecesse, aquele lance ficaria na cabeça de todos os jogadores e poderia desestabilizar a equipe. No final, a Espanha se defendeu bem e conseguiu segurar o resultado, garantindo a presença pela primeira vez na final de uma copa do mundo. A copa pela primeira vez na África, terá também a presença de duas seleções que nunca ganharam uma copa.

Esquemas

























Sem Muller, a Alemanha não era a mesma. Não era uma dependência do jovem jogador, mas sim o esquema alemão que dependia dos dois 'pontas', Podolski pela esquerda que jogou pouco e Muller na direita que suspenso lutará pela artilharia na disputa pelo terceiro lugar. Trochowski substituiu bem o camisa 13 e como já foi dito, é o esquema alemão que necessitava de um jogador com as características do atacante.

A equipe de Del Bosque foi a campo sem Fernando Torres que não havia marcado um gol nesta copa. Pedro Rodriguez entrou em seu lugar e jogou bem, fez boa partida, no entanto o mesmo não aconteceu com Villa que fez a função de Torres e não jogou bem. Se Torres não está bem, não faz gol, é porque Villa o faz e depende do camisa 9 para tabelar e ter ele como pivô a frente. Se "El Niño" não for titular contra a Holanda, fará muita falta.

Alemanha 0 x 1 Espanha

Melhor da Partida: Xavi Hernández
Ficou Devendo: Mesut Ozil
Destaque: Xavi Alonso
Local: Estádio Moses Mabhida, em Durban (África do Sul)
Data: 07/07/2010 (quarta-feira)
Horário: 15h30 (de Brasília)
Árbitro: Viktor Kassai (HUN)
Auxiliares: Rafael Ilyasov (HUN) e Bajadyr Kochkarov (HUN)
Gols: ESPANHA:
Puyol, aos 26min do 2° tempo



http://www.youtube.com/watch?v=MbSanUlyk_Q



Foto do jogo: terra.com
Foto do MJC: fifa.com
Ficha a partir do local: espn.com

terça-feira, 6 de julho de 2010

Copa do Mundo 2010 - Semifinal - Uruguai 2 x 3 Holanda

Duas das seleções mais tradicionais em copa do mundo, Uruguai e Holanda lutavam por uma vaga na grande final. As duas seleções, lutavam para chegar à terceira final na história, que no entanto, a melhor seleção no momento, havia perdido as duas que disputou (74, 78), enquanto o Uruguai, grande surpresa até agora, ganhou as duas (30, 50), porém, fazia 40 anos que não chegava à uma semifinal. A seleção holandesa era a favorita, porém o Uruguai não seria uma equipe fácil de ser batida, por mais que estivesse sem Lugano, Suárez e Fucille.

O jogo prometia ser acirrado e a Holanda foi para cima a partir do apito do juíz. Com três minutos, Kuyt dominou após o cruzamento e chutou por cima do gol de Muslera. As duas equipes disputavam muito a bola no meio campo, mas quem permanecia mais tempo com ela era a Holanda que trabalhava mais com bons passes. E foi assim que chegou abriu o placar. Com passes ainda no meio campo, a bola chega em Gio van Bronckhorst. O lateral esquerdo arrisca do meio da rua e a bola vai parar na gaveta, sem chances para Muslera que ainda encosta os dedos na bola. O golaço a 109 km/h saiu com 18 minutos de jogo e esquentava ainda mais a partida.

Na cobrança do escanteio, Cáceres tenta dar uma bicicleta no rebote da bola. Porém, Demy de Zeeuw que substituia de Jong, foi de cabeça e acabou levando um chute na boca. O jogador uruguaio levou amarelo. A azul celeste melhorou na partida e já não levava tanta pressão do time holandês. A equipe sentia falta de Suárez na frente e Forlán já não era mais o ponta-de-lança da equipe. Contudo, mostrou isso ao do meio de campo, dominar a bola ajeitá-la para a canhota mesmo e do meio da rua empatar a partida com um golaço, com uma ajuda da Jabulani é claro, com falha do goleiro Stekelenburg. O gol à 5 minutos do fim, mostrava que o Uruguai tinha forças para vencer e vinha para o segundo tempo com este pensamento.

O segundo tempo começou com ataque uruguaio. Na péssima recuada de Boulahrouz, o goleiro holandês saiu do gol e dividiu com Cavani. O camisa 7 passou para Álvaro Pereira que chutou ao gol, mas Gio estava lá para tirar. A equipe holandesa vinha com van der Vaart no lugar de de Zeeuw, dando mais ofensividade e toque de bola a equipe. Porém, o camisa 23 não entrou bem na partida e a Holanda ainda sofria para conseguir o segundo gol. De falta, Forlán assustou pegando bem na bola, mas Stekelenburg estava lá para garantir o resultado. A laranja devolveu com Robben, aos 23, dois minutos depois, mas o mesmo jogou o rebote para fora.

Na bola trabalhada do lado direito, Sneijder que tanto pedia, pegou a bola que ia para Kuyt, ajeitou na entrada da área e chutou. A bola desviou em Diego Pérez e Victorino e ainda teve a perna de van Persie que somente a perna impedida, o jogador tirou na hora certa e a bola pode ir tranquila até bater na trave e ser gol, bastante comemorado pela torcida.

Os jogadores holandeses sabiam que o Uruguai não desistiria e iria até o fim para buscar a vitória. Com a empolgação do segundo gol, três minutos depois, Kuyt dominou a bola na esquerda, olhou na área e cruzou na cabeça de Robben que se desmarcou e cabeceou para o fundo da rede. Curiosamente, como os outros dois gols, a bola ainda bateu na trave antes de entrar e com 27 minutos de jogo, praticamente liquidou a partida.

Faltavam 15 minutos pra Holanda chegar a sua terceira final, porém, desta vez não foi com o futebol que criou o "futebol total", que ganhou o título de "carrossel holandês" e "laranja mecânica", mas sim com um futebol um tanto pragmático em relação ao que é o futebol holandês, ofensivo e equivalente ao brasileiro. A equipe sofreu até o apito do juíz. Este que deu três minutos de acréscimos, mas que após o segundo gol uruguaio em bela jogada ensaiada, marcada por Maxi Pereira. O jogo foi até os 50 minutos, o Uruguai pressionava, mas não conseguiu o empate antes do apito do árbitro e irá para a disputa do terceiro lugar.

Já a Holanda, espera o confronto entre Espanha e Alemanha para no dia 11, lutar com todas as forças pelo primeiro título mundial em sua história, tirando de vez a fama de 'amarelão' e levantar a taça de campeão, algo que seleções até melhores com Cruijff, van Basten/Gullit e Bergkamp não conseguiram.

Esquemas






















Sem Lugano machucado, Fucille e Suarez suspensos, o Uruguai perdia muito para o confronto contra a Holanda. Os três fizeram muita falta, Victorino e Cáceres substituiram bem os dois primeiros, apesar que a raça e liderança do capitão Lugano fez falta. Mas foi Suarez na frente que desestruturou o esquema uruguaio que teve Gargano jogando de volante e Diego Pérez fazendo a função de meia. Sem Suarez o Uruguai esteve mais fraco, mas com Suarez, o Uruguai estaria voltando para casa, com a derrota para Gana.

Gregory van der Wiel e de Jong não fizeram tanta falta quanto os jogadores uruguaios para o Uruguai e Boulahrouz e de Zeeuw jogaram bem a partida. De ruim, Boulahrouz quase entregou o ouro e de Zeeuw levou um chute na cara. Quando van der Vaart entrou no segundo tempo, a Holanda estava melhor postada, com o esquema ideal que tinha somente van Bommel (que quebrava, quebrava e não levava amarelo, levou somente no último minuto quando nem merecia) na proteção da zaga, mas não jogou o que se esperava, mas conseguiu mesmo assim fazer dois gols e ir a final.

Uruguai 2 x 3 Holanda

Melhor da Partida: Wesley Sneijder
Ficou Devendo: Edison Cavani
Destaque: Diego Forlán
Local: Estádio Green Point, Cidade do Cabo
Horário: 15h30 (horário de Brasília)
Data: 06/07/10 (terça-feira)
Árbitro: Ravshan Irmatov (UZB)
Auxiliares: Rafael Ilyasov (UZB) Bakhadyr Kochkarov (QUI)
Cartões amarelos: Maxi Pereira, Cáceres (URU) Sneijder, Boulahrouz, Van Bommel (HOL)
Gols: URUGUAI: Forlán, aos 40min do 1° tempo, e Maxi Pereira, aos 46min do 2° tempo.
HOLANDA: Van Bronckhorst, aos 18min do 1° tempo, e Sneijder, aos 24min, e Robben, aos 27min do 2° tempo.



http://www.youtube.com/watch?v=Y4yeoky_3IQ



Foto do jogo: terra.com
Foto do MJC: fifa.com
Ficha a partir do local: espn.com

sábado, 3 de julho de 2010

Copa do Mundo 2010 - Quartas de Final - Paraguai 0 x 1 Espanha

Valente. Assim foi o Paraguai durante os 90 minutos da emocionante partida contra a Espanha. O pequeno país da Ámerica do Sul chegava pela primeira vez nas quartas de final de uma copa e queria surpreender vencendo o atual campeão europeu. No entanto, faltou um pouco de sorte para a vitória vir e no final, acabou sendo justo a vitória para a seleção que é mais forte.


A partida foi disputada e o Paraguai foi bem na marcação durante toda a partida. Demonstrou firmeza perante a equipe espanhola e não dava espaços para criação. Xavi deu o único chte espanhol no primeiro tempo. Percebeu o goleiro adiantado e com rapidez no domínio levantou a bola, o chute porém, passou raspando a trave. O Paraguai tentava em algumas investidas chegar ao gol e por muito pouco Cardozo não pega o cruzamento de Morel Rodriguez pela esquerda.


Quase no final do primeiro tempo, o Paraguai chegou ao gol com Valdés que dominou o lançamento e chutou, porém o bandeirinha marcou impedimento. Todavia, o camisa 18 não parecia estar à frente, somente com o braço cujo não vale, mesmo assim, não deu pra entender se foi ele que o bandeira se referiu ou Cardozo que estava à frente e não participou do lance, que também pareceu que a bola bateu no braço do atacante o que não aconteceu.
A segunda etapa teve aos 13 minutos de jogo a grande chance paraguaia de estar a frente no marcador. No escanteio, Piqué não larga Cardozo, segura o braço do atacante e o juíz marca pênalti. Na cobrança, Cardozo chuta e Casillas defende com firmeza. No lance seguinte, a Espanha chega ao ataque e Alcaraz comte um pênalti duvidoso em Villa que trombando cavou a cobrança. Xabi Alonso bateu no canto direito do goleiro. O árbitro anulou o gol e mandou voltar dizendo que houve invasão na área. A invasão ocorreu por parte das duas equipes e no pênalti defendido por Casillas, Fabregas entrou bem mais na área e nada foi marcado. Na repetição da cobrança, o goleiro Villar pulou para o mesmo lado e defendeu, no rebote Villa pegou a bola e Villar pegou em seus pés ocorrendo mais um pênalti, este que não foi marcado pelo juíz.


A Espanha se animou na partida e foi para cima, buscou o gol que não saia com chutes de Iniesta aos 17 e Xavi aos 29 minutos de jogo. Com 37 minutos de jogo, finalmente o gol saiu. Na troca de bola no meio campo, Iniesta passa pelo meio de dois paraguaios, rola para Pedro que chuta rasteiro na trave, no rebote, David Villa está lá para chutar ao gol. A bola incrivelmente bate nas duas traves antes de entrar para alívio dos jogadores espanhóis e do técnico Vicente Del Bosque. Ainda restavam oito minutos para a seleção paraguai empatar. Conseguiram uma única chance com Valdés que chutou cruzado, Casillas defendeu e no rebote, o goleiro defendeu novamente, espantando a bola para o fundo e garantindo a vitória por 1 a 0. Com a classificação pela segunda vez na história na semifinal, a Espanha reeditará a final da última eurocopa que foi campeã contra a Alemanha. Será um jogão e tanto.

Esquemas












































A equipe de Gerardo Martino foi bem montada com somente dois atacantes, apesar de ter deixado o melhor deles (Santa Cruz) no banco. Com isso, Barreto compôs o meio campo e deu mais segurança à equipe. Verón jogou na direita no lugar de Bonet.
A Espanha foi a mesma das outras partidas e não deverá mudar contra a Alemanha.

Paraguai 0 x 1 Espanha

M
elhor da Partida: Andrés Iniesta

Ficou Devendo: Fernando Torres
Destaque: David Villa
Local: Estádio Ellis Park, em Johanesburgo (África do Sul)
Data: 3 de julho de 2010 (Sábado)
Horário: 15h30min(de Brasília)
Árbitro: Carlos Batres (Guatemala)
Assistentes: Leonel Leal (Costa Rica) e Carlos Pastrana (Honduras)
Cartões amarelos: Piqué (Espanha) e Alcaraz, Víctor Cáceres, Morel e Santana (Paraguai)
Gol: David Villa, aos 37 minutos do segundo tempo, para a Espanha








http://www.youtube.com/watch?v=1WfjqeUDGa4





Foto do jogo: terra.com
Foto do MJC: fifa.com
Ficha a partir do local: espn.com

Copa do Mundo 2010 - Quartas de Final - Argentina 0 x 4 Alemanha

Sem palavras. Ditar um jogo como este, é o mesmo que tentar ver o que Maradona a falar após o jogo. Nada. Incrédula foi a reação da torcida argentina após o apito do juiz. Inesperado. Muitos não acreditariam que a Alemanha poderia chegar tão longe após a derrota para a Sérvia. O 4 a 0 vencido na primeira partida era apenas ilusão. Mas não era. Venceu a Inglaterra nas oitavas com goleada e agora passa pela Argentina com mais uma goleada, desta vez sem sofrer gol. Foi o caminho mais difícil de uma seleção até agora e se for campeão, poderá enfrentar ainda Espanha e Holanda.

O lateral Lahm, mostrava o que era a equipe alemã. Jovem, porém raçuda, com técnica e muita, muita qualidade. Começou marcando logo aos 3 minutos de jogo deixando Maradona atônito. Era como se fosse começar perdendo por um a zero num jogo como este. Na falta cobrada por Schweisteiger, o camisa 13 Muller cabeceia, a bola ainda bate no goleiro antes de entrar. Após o gol, os alemães continuaram bem na partida e chegaram mais uma vez com Muller que cruzou na área para Klose desperdiçar.

Os hermanos eram mais ofensivo no papel, jogavam somente com um volante, no entanto parava na forte marcação alemã que não dava nenhum espaço. Chegaram ao gol depois, mas tanto Tévez que recebeu a bola quanto Higuaín que fez o gol estavam impedios na "linha burra" alemã. Tentava com tabelas e individualmente, principalmente com Messi, mas não dava resultado. De falta o camisa 10 nunca havia feito um gol pela seleção e não foi desta vez que conseguiu. A equipe chegou perto com Higuaín com 34 minutos de jogo que chutou e Neuer defendeu.

Depois do intervalo os argentinos queriam mudar o resultado. Chegaram mais à frente no início. Dí Maria chutou para fora na primeira oportunidade.

As ocasiões de gol continuaram, Tévez e Dí Maria eram quem mais chutavam, mas nenhum chute emplacava dentro do gol. Eram 20 minutos da etapa final e como quem não faz toma, Podolski entrou na área pela esquerda deixando o adversário no chão. Tocou na área para Klose que já sem marcação e sem o goleiro no lance só teve o trabalho de empurra no gol e se igualar a Just Fontaine. Seis minutos depois em mais um contra-ataque, Schweisteiger veio pelo mesmo lado, passou tranquilo por Otamendi e tocou para Friedrich que empurrou para as redes fazendo 3 a 0 para os alemães a 15 minutos do fim, praticamente eliminando os argentinos que não aspiravam uma reação.

A equipe de Maradona estava desfacelada com o resultado e pouco fazia, intactos e incrédulos em campo com o placar do jogo. No banco, Maradona não acreditava no que via e lamentava os gols alemães e a pouca eficiência de seu time, tinha mais vontade era de chorar aos brandos. Para deixar mais feio ainda a derrota, à dois minuto do fim, após jogada de Ozil novamente pela direita, o meia toca para Klose que novamente só tem de empurrar para o fundo das redes. O gol liquidou a partida, mandou os argentinos mais uma vez para casa nas quartas de final, como na última copa desta vez sem dar o troco na própria Alemanha. Foi merecido para os alemães que jogaram um lindo futebol, mas não terá Muller na semifinal que levou o segundo cartão e estará suspenso.

Esquemas






















As três jogadas dos gols da Alemanha saíram pelo lado direito onde joga Otamendi. O cara não tem futebol para jogar na seleção e foi uma escolha burra de Maradona convocando-o. Preferiu ele ao experiente Zanetti que com certeza não deixaria passar nada sendo uma opção bem melhor na lateral e até mesmo no meio campo. Sem ele, o melhor seria colocar Burdisso na lateral e não na zaga e resgatar Samuel como titular. Do meio para frente, o pibe fez bem e foi ousado a jogar com praticamente cinco jogadores ofensivos. Apesar que Dí Maria que foi titular sempre que pode, pouco mostrou nesta copa e não resolveu em nada pelo lado esquerdo do campo, mas mostrou disposição até o final no jogo de hoje.

O time montado por Joachim Low é sem palavras. Low conseguiu montar do meio para frente um time novo, competitivo e vencedor mesmo sem Ballack. Machucado, Khedira entrou no seu lugar. Mas é Schweisteiger que assumiu o papel de líder no meio e comanda a equipe para frente junto com o lateral Lahm. O único grande problema é Boateng que nem lateral esquerdo é.

Argentina 0 x 4 Alemanha

Melhor da Partida: Bastian Schweisteiger
Ficou Devendo: Lionel Messi
Destaque: Miroslav Klose
Local: Estádio Green Point, na Cidade do Cabo (África do Sul)
Público: 63.100 espectadores
Data: 03/07/2010 (sábado)
Horário: 11h (horário de Brasília)
Árbitro: Ravshan Irmatov (UZB)
Auxiliares: Rafael Ilyasov e Bakhadyr Kochkarov (UZB)
Cartões amarelos: Müller (ALE) Otamendi (ARG)
Gols: Müller, aos 2min do 1° tempo, e Klose, aos 23min e aos 44min, e Friederich, aos 29min do 2° tempo



http://www.youtube.com/watch?v=uKgGnTVeGMA



Foto do jogo: terra.com
Foto do MJC: fifa.com
Ficha a partir do local: espn.com

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Copa do Mundo 2010 - Quartas de Final - Uruguai (4) 1 x 1 (2) Gana

Impressionante. Uruguai e Gana não prometiam muita coisa na partida e poucos brasileiros teriam ânimo para assistir ao jogo. Contudo, as duas equipes se equivaleram durante o jogo e o empate era merecido até os 30 minutos da prorrogação, até que incrivelmente, o camisa 9 Suárez tira o gol ganês com as mãos já nos acréscimos do árbitro, revolta de todos pelo lance, sai chorando de campo, mas vibra após o pênalti perdido por Gyan, vendo que foi útil a "defesa". Nos pênaltis, Muslera aparece nas cobranças e garante o Uruguai numa semifinal de copa após 40 anos.

O jogo foi tumultuado e disputado. O Uruguai chegou mais vezes ao gol no início da partida e demonstrava ter mais ambição de chegar às semifinais. Forlán cobrou o escanteio e a defesa ganesa quase falhou. Forlán foi um pouco fominha e em duas tentativas no mesmo lance, chutou na defesa e para fora. No escanteio de Muntari, Vorsah quase abre o placar, mas a cabeçada vai para a fora. No contra-ataque, Gyan joga para fora o passe de Boateng, mas era visível que Gana estava na partida e queria a vitória.

Melhorou na partida e não parecia que o Uruguai começou melhor. Pressionava a todo momento e queria o gol ainda no primeiro tempo. No cruzamento, Muntari quase chega ao gol no cabeceio que novamente vai para fora. Sete minutos mais tarde, aos 45, Boateng erra a linda bicicleta que deu. Logo em seguida, perto do apito do juíz, Muntari que antes da copa foi preterido pelo técnico Milovan Rajevac, arrisca de longe, quase do meio campo. A 'jabulani' faz seu efeito tradicional e vai pra lá, vai pra cá, a bola ainda bate no chão antes de entrar para o fundo das redes de Muslera que não esperava um chute de tão longe.

Era a África inteira torcendo para Gana e o Uruguai querendo mostrar que o segundo título mundial há 50 anos não foi um mero "bom momento" do futebol uruguaio. Forlá, principal jogador uruguaio, mostrou porque é o camisa 10 da equipe e de falta num belo chute com uma ajuda da jabulani é claro, garantiu o empate bastante comemorado pelos uruguaios. O gol com certeza agitou o menor país dentre os oito classificados e deixou o jogo ainda mais disputado. A emoção ainda ficaria pro final.

Porém, não seria tão fácil. Dois minutos após o gol, Gyan chegou bem ao gol e colocou no canto do goleiro que defendeu. Lodeiro pegou o rebote chutou para fora. Aos 18 minutos, quase que o Uruguai fez o segundo. Após o cruzamento de Forlán pela esquerda, a bola já havia passado por cima do goleiro Kingson e Suárez joga para fora a chance aumentar o placar. Diferente do final da primeira etapa, o Uruguai teve mais chances no final da partida, mas não soube aproveitar. Suárez sem ângulo, Forlán de falta e Maxi Pereira no contra-ataque desperdiçaram as chances uruguaias de acabar com o jogo ainda no tempo normal.

Sem o gol, a prorrogação viria acontecer. Nos 30 minutos adicionais, o jogo foi lá e cá, disputado e corrido. Chances das duas seleções foram jogadas para fora do gol, deixando os torcedores de cada país em desespero. Contudo, no desespero, o último lance do jogo viria a ser o penúltimo. Cobrança de falta na área do Uruguai. Paintsil na cobrança, a bola é desviada, rebatida e no chute de Appiah, Suarez tira a bola de cima da linha, no rebote, Adiyiah cabeceia e Suarez novamente tira o gol da classificação ganesa com as mãos. Indiscutilvelmente foi pênalti e o camisa 9 uruguaio, salvador do gol foi expulso. Na cobrança, Asamoah Gyan, o camisa 3 não errou nas duas cobranças que teve nesta copa, porém, tudo pode se reverter de uma hora pra outra. No chute mal batido, a bola pegou no travessão e foi pra fora. Não deixou os créditos nem para o goleiro Muslera. O pênalti tirou a chance da África ter pela primeira vez uma seleção na semifinal. Seria mais que merecido, mas não o foi. A cobrança para fora mostrou que a África ainda é um time incapaz de tal feito, ainda que a bola na trave, seja reflexo de um continente inteiro em cima de somente um jogador, por mais experiente que ele fosse, o que não era.

Depois do pênalti perdido, o apito do juíz ecoou no estádio, e os torcedores africanos teriam que sofrer ainda mais se quisessem ver Gana na disputa contra a Holanda. Nas cobranças, Forlán garantiu a primeira cobrança, enquanto Gyan botou no ângulo e fez o que não fez no último lance do jogo. Victorino e Scotti, zagueiros, fizeram para o Uruguai e Appiah também. O zagueiro e capitão Mensah, tomou pouca distância, bateu confiante, mas no canto que Muslera escolheu. Na quarta cobrança, Maxi Pereira deixou longe as chances do Uruguai se classificar. O chute voou na arquibancada deixando Gana com chances. Chances estas, jogada fora quando Adiyiah chutou e Muslera novamente defendeu. Na cobrança que colocaria a celeste olímpica na semifinal, "Loco Abreu" estava lá para fazer isso. O camisa 13, havia cobrado - em final do campeonato carioca o pênalti com cavadinha. Muitos, duvidavam que ele poderia fazer isso numa copa do mundo. E o fez. O chute garantiu a seleção uruguai na semifinal contra a Holanda e fez ecooar o grito de uma nação que não via sua seleção chegar tão longe havia 40 anos.

Esquemas






















Oscar Tabárez é o principal personagem desta classificação uruguaia às semifinais. Na partida de hoje, preteriu Álvaro Pereira e colocou Álvaro Fernandez. O camisa 20 jogou pelo lado direito, recuando Cavani do ataque que jogou na esquerda, ficando assim, Forlán e Suárez no ataque. Os dois curiosamente não são tão amigáveis. Em vários lances desta copa, os dois foram muito "fominhas" e se tocassem mais a bola um para o outro ao invés de quererem resolver sozinho, talvez mais gols sairiam.

O time ganês foi se recuando cada jogo que se classificava. Começou com três atacantes, no jogo contra os EUA, o meia Asamoah jogou pela direita no lugar de Tagoe e desta vez, sem Ayew suspenso, Rajevac finalmente deu uma chance à Muntari. O camisa 11 fez um gol, mas de nada adiantou para classificar Gana à semifinal pela primeira vez na história.

Uruguai (4) 1 x 1 (2) Gana

Melhor da Partida: Diego Forlán
Ficou Devendo: Asamoah Gyan
Destaque: Luís Suarez (tanto pelo gol defendido quanto pela boa partida)
Local: Estádio Soccer City, Johanesburgo (África do Sul)
Data: 02/07/2010 (sexta-feira)
Horário: 15h30 (horário de Brasília)
Árbitro: Olegario Benquerenca (POR)
Auxiliares: José Cardinal e Bertino Miranda (POR)
Cartão amarelos: Fucile, Arévalo, Peréz (URU) Pantsil, Sarpei, Mensah (GAN)
Gols: GANA: Muntari, aos 47min do 1° tempo
URUGUAI: Forlán, aos 9min do 2° tempo

http://www.youtube.com/watch?v=2Ztg3_hjT_w



Foto do jogo: terra.com
Foto do MJC: fifa.com
Ficha a partir do local: espn.com

Copa do Mundo 2010 - Quartas de Final - Holanda 2 x 1 Brasil

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