quarta-feira, 28 de março de 2012

Um toque catalão

Impressionante. Se antes da partida Ibrahimovic disse que "é lindo ver Messi jogar", demonstrou - junto com todo o time milanista - isso em campo. Foram raros os momentos que o Milan pegou na bola e criou uma jogada de efeito. Duas ou três tentativas, notas seis, no máximo sete, que após a finalização da jogada, esboçava pouco esforço de Valdés. Em seguida, retornava o que todos os onze jogadores do Milan em campo, acompanhavam de perto, toque aqui, passe ali, triangulação, dois toques, bobinho, tudo, mas tudo que se realiza num treinamento acompanhado a dedo por Pep Guardiola.

O objetivo era o gol e mesmo que sem tanto entusiasmo e tanta gana, o Barcelona chegava e assustava toda a torcida que lotou o San Siro e vaiava cada porcentagem de posse de bola da equipe catalã. Abbiatti com a bola na mão, parecia sofrível, - se comparadado ao adversário - ver o Milan tocar a bola para chegar ao gol adversário. Não parecia uma luta igual. Com talvez, o quarto, quinto, sexto melhor futebol do momento no mundo, o Milan primeiro colocado do italiano, parecia um time de qualquer divisão inferior que enfrentava a grande equipe do país num amistoso qualquer.

No entanto, acompanhava o jogo do adversário de camarote. Um pouco afogado com a "pressão" do Milan, acontece aquilo que não é cogitado. Um chutão pra frente. Daqueles que faria Guardiola parar o treinamento e falar para dominar, voltar, proteger a bola, olhar o jogo, passar, senão, driblar, em última instância chutar. Mas isso é Champions League, é o San Siro, é o segundo maior campeão da competição. E ainda asim, um chutão pra frente pode virar lançamento. E um lances desses parece ser a esperança do Milan de vencer a partida. Isso tudo só no primeiro tempo.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Milan tem gol anulado, cede empate para a Juventus e segue empatado em pontos com o rival

A partida começou agitada, com as duas equipes querendo a posse da bola e procurando sempre o gol. A equipe da casa manteve mais a posse da bola nesses minutos iniciais e quando a Juventus tinha a bola, o Milan marcava bem.

Aos 14 minutos, saída errada da Juventus. Bonucci passa mal, Robinho aproveita, intercepta a bola e passa para Nocerino. O camisa 22, ex-Juventus e Palermo, não titubeou e chutou, a bola desviou na defesa adversária e enganou o goleiro Buffon, abrindo o placar no San Siro. Com esse gol, o volante seu oitavo tento no campeonato, sendo o vice-artilheiro, atrás somente de Ibrahimovic que não disputou a partida por cumprir três jogos de suspensão.

Aos 25 minutos o Milan chegou numa cobrança de escanteio e absurdamente teve seu gol invalidado. A bola sobrou para Mexés que cabeceou, Buffon fez uma defesa espetacular, mas Muntari estava ali na sua frente e cabeceou. Buffon defendeu, mas Muntari não quis saber e saiu comemorando, assim como todo o time do Milan. Buffon não quis saber de nada e continuou jogando. No entanto, a bola entrou totalmente, junto com metade do corpo de Buffon. Na sequência do lance, a Juve chegou ao gol de Abbiatti que defendeu, minimizando um pouco as reclamações por parte dos jogadores do Milan que certamente aconteceria.

Aos 30, Pirlo arriscou chute de fora da área que foi para fora. Dois minutos depois, van Bommel faz falta em Vidal. Na cobrança, Chiellini cabecea por cima do gol, mas o juiz já havia marcado a falta. Em um contra ataque da equipe da casa, Emanuelson sofreu falta. Thiago Silva bateu, mas a bola foi direto na barreira. No rebote van Bommel arriscou o chute que foi rasteiro, passando perto da trave direita do goleiro Buffon. A Vecchia Signora que aos poucos foi diminuindo o ritmo de jogo, arriscou da entrada da área com o chileno Vidal, num chute que passou perto da trave de Abbiatti, assustando a torcida.

Segundo tempo de jogo e a Juventus não conseguia mais se impor em campo. O Milan era totalmente superior, apesar de não chegar tanto ao gol de Buffon. Quando a Juve chegou ao gol, aos 22 minutos, quase empatou a partida, o que seria fatal para a equipe milanista. Pirlo abriu para Chiellini que cruzou rasteiro na área. Quagliarella esticou o pé e obrigou Abbiatti a fazer grande defesa, salvando o Milan. Foi o último lance do atacante na partida, dando o lugar a Matri que formou a dupla de ataque com Vucinic, que havia entrado minutos antes.

A entrada de ambos os atacantes deu um novo gás na equipe bianconeri. Numa boa jogada da equipe, aos 34 minutos, Matri recebe a bola na mesma linha da defesa e toca para o fundo das redes. No entanto, o auxiliar Roberto Romagnoli ergue a bandeira e anula o gol. Falta de Muntari em Pirlo. Na cobrança a bola bate na barreira e o contra ataque milanista, que foi guiado por El Sharaawy, terminou no péssimo chute de Robinho, que teve que ser rápido pela chegada da defesa. Buffon defendeu com tranquilidade.

Faltando sete minutos para acabar, em jogada parecida com o gol que foi anulado, a Juventus chega ao gol de empate após cruzamento de Pepe que termina nos pés de Matri fuzilando Abbiatti e empatando a partida e revertendo toda a vantagem do Milan. As mudanças na equipe visitante mudaram totalmente a cara do jogo, ainda mais com a Juventus precisando do resultado e buscando mais o gol. Após o gol, o Milan acordou e pressionado, foi pra cima. No entanto, pouco fez nos minutos restantes e o empate permaneceu até o fim, para alegria da equipe visitante que pode agora chegar a primeira colocação se vencer o Bologna em partida que fora adiada devido à neve que impossibilitou o ocorrimento da partida.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Convocados para amistoso Brasil x Bósnia

28/02/12 Brasil x Bósnia Herzegovina – Saint Gallen, Suíça às 16h00

Brasil: 23 jogadores convocados por Mano Menezes

Goleiros
Julio César (Inter de Milão)
Diego Alves (Valencia)
Rafael (Santos)

Laterais
Daniel Alves (Barcelona)
Danilo (Porto)
Marcelo (Real Madrid)
Alex Sandro (Porto)

Zagueiros
Dedé (Vasco)
Luisão (Benfica)
Thiago Silva (Milan)
David Luiz (Chelsea)

Volantes
Hernanes (Lazio)
Sandro (Tottenham)
Fernandinho (Shakhtar)
Elias (Sporting)

Meio-campistas
Paulo Henrique Ganso (Santos)
Lucas (São Paulo)
Adriano (Barcelona)

Atacantes
Neymar (Santos)
Ronaldinho Gaúcho (Flamengo)
Hulk (Porto)
Jonas (Valencia)
Leandro Damião (Internacional)

Comentários: Kaká de fora, Ganso como armador e ataque titular com Hulk, Damião e Neymar? Afinal, o jovem santista joga na mesma faixa de campo que Ronaldinho, senão o esquema viria a ser o 4-4-2, ou um improviso para o lado direito, deixando Hulk de fora. O lateral Adriano, foi convocado como meia, já que Alex Sandro e Marcelo também foram nomeados para aquela vaga. Ou seja, Kaká poderia caber, aproveitando enquanto ele não está lesionado.

Bósnia-Herzegovina: 19 jogadores convocados pelo técnico Safet Susic

Goleiros
Asmir Begovic (Stoke City)
Ibrahim Sehic (Mersin/TUR)

Defensores
Mensur Mujdza (Freiburg)
Sanel Jahic (Karabukspor/TUR)
Emir Spahic (Sevilla)
Sasa Papac (Glasgow Rangers)
Boris Pandza (Mechelen/BEL)

Meio-campistas
Haris Medunjanin (Maccabi/ISR)
Senad Lulic (Lazio)
Miralem Pjanic (Roma)
Zvjezdan Misimovic (Dínamo/RUS)
Elvir Rahimic (CSKA Moscou/RUS)
Sejad Salihovic (Hoffenheim)
Senijad Ibricic (Lokomotiv/RUS)
Darko Maletic (Aktobe/CAS)
Adnan Zahirovic (Spartak Nalchik/RUS)

Atacantes
Vedad Ibisevic (Stuttgart)
Edin Dzeko (Manchester City)
Mehmed Alispahic (Dínamo Zagreb)

Comentários: Teoricamente, o técnico bósnio deixou de levar três defensores. A provável equipe titular jogará num 4-4-2: Begovic, Mujdza, Jahic, Spahic e Papac; Pjanic, Medunjanin, Lulic e Misimovic; Ibisevic e Dzeko;

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Se o calendário brasileiro fosse feito pela Revista Fora de Jogo...

01 de janeiro – Pré-temporada
31 de janeiro – Fim da Pré-temporada

01 de fevereiro – Início dos Estaduais
31 de abril – Final dos Estaduais

01 de março – Início da Libertadores
10 de dezembro – Final do Brasileirão

01 de março – Início da Sul-americana
05 de março – Final da Sul-americana

01 de março – Início da Copa do Brasil
31 de novembro – Final da Copa do Brasil

15 de maio – Início do Brasileirão
15 de dezembro – Final do Brasileirão

Os dias não são exatos, seriam por volta desses dias, obviamente começando aos domingos e quartas-feiras. Outra: quarta-feira os jogos seriam 20h00min e aos domingos continuariam sendo 16h00min.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Quase seis horas

Pensei um dia antes: - Nossa, final já, poderia assistir, seria legal. O horário – 6:30 da manhã – não me anima e deixo para lá. Pensei que poderia ver o finalzinho mesmo assim. Liguei a televisão e estavam lá, Novak Djokovic e Rafael Nadal, ainda disputando a partida. Não era surpresa, ainda era 10:30. Mas já caminhava para o fim, era só o “Djoko” vencer mais alguns sets que fazia três a um, de virada e levantava o caneco. Mas não, Nadal já fora o melhor do mundo. Ainda era. Não desistiu e correu atrás, empatou o jogo.

Minha torcida era pelo sérvio. Gostava dele. O porque? Talvez porque superou Federer e Nadal. Porque na verdade, antes disso, ele era sérvio e terceiro no ranking. Aí deu-se meu gosto por ele. No quinto set ele parecia que ia perder e Nadal ficou perto da vitória. Mas a reação veio, as jogadas davam certo para Djoko que cansado, assim como seu oponente, conseguiu a vitória, depois de 5 horas e 53 minutos. Seis horas.

Seis horas sem desistir, jogando até o último, tentando fazer todas as jogadas darem certo. Djokovic venceu mais uma, para a sua alegria, de todos que torcem por ele, assim como eu. Nadal ficou em segundo, infelizmente. Merecia tanto quanto Djoko a primeira colocação. Mas no final, um jogão, uma partida digna dos dois melhores tenistas do mundo. Antes Federer, agora Djokovic. Isso é tênis.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Dois lances que farão história na Premier League

Ontem eu presenciei um dos jogos que fez, com certeza absoluta, a história dessa edição da Premier League. Manchester City e Tottenham Hotspur foi um jogo morno e cansado no primeiro tempo. Tanto que esqueci dele na volta do intervalo e acompanhei até o jogo do Milan x Novara até o final da primeira etapa. Quando voltei já estava um a zero para o City. Pouco tempo depois, para o lamento de um admirador dos spurs, Lescoot marcou mais um num lance bobo. Depois, a reação do Tottenham. Surpreendente.

Savic falhou, Defoe não joga presente fora e diminuiu. O gol fez o City diminuir o ritmo. Pouco depois, com Lennon fazendo jogada pela esquerda, passe para Bale que de primeira, acertou um lindo e fantástico chute sem chances para Hart. Na hora falei: - Golaaaaaço! O jogo seguiu e para quem chegou a perder de dois, o empate estava ótimo. Mas no final viria a surpresa. Dois contra um, Bale – como de costume – corre com toda a sua velocidade até a linha de fundo deixando Savic para trás, cruza para Defoe...

O inglês corre, alcança, mas não o suficiente para jogar para o fundo das redes. A bola incrivelmente vai para fora, passando ao lado da trave, - fazendo qualquer torcedor dos Spurs e dos Red Devils se remoer todo - o gol que levaria os spurs à vice-liderança provisória, deixando o mesmo City há dois pontos de distância e ajudando também o Manchester United. A falta de sorte dos londrinos virou azar declarado numa falta boba de King em cima de Balotelli dentro da área. Pênalti que o mesmo converteu em gol, para alegria do City que tomou um susto, mas teve sorte de campeão.

Presenciei um jogo memorável, mesmo que apenas o segundo tempo, espetacular, com lance à altura no final do jogo, por mais que eu não tenha sorrido tanto, mas isso é o futebol.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Diego Milito faz único gol da partida e não deixa Milan ser líder isolado do campeonato

Em partida válida pela penúltima rodada do primeiro turno do campeonato italiano, o "derby della Madonnina" terminou com vitória da Internazionale de Milão, com gol de Diego Milito aos nove minutos da segunda etapa. O argentino aproveitou a bobeada do lateral Abate que não conseguiu dominar e seguiu até o gol chutando no canto esquerdo de Abbiatti que pouco fez diante do belo chute rasteiro que bateu na trave antes de entrar.

A vitória deixou a equipe interista na mesma quinta colocação e não deixou Lazio e Udinese escapar na classificação. Agora somente a cinco pontos de diferença, o Milan perdeu em casa a chance de liderar a competição com dois pontos de vantagem para a Juventus que empatara mais cedo. A vitória foi a 96º da Inter sob o Milan, no entanto o Milan tem doze vitórias a mais na história do confronto.
Diego Milito marca único gol da partida e dá a vitória a Internazionale FOTO: Reuters
Jogo
Aos estouros de bombas e com o San Siro cheio de fumaça, o Milan que tinha o mando de campo e deste modo o apoio da torcida, viu a Inter balançar as redes logo aos cinco minutos. No entanto, foi marcado o impedimento de Thiago Motta após gol de cabeça depois da cobrança de falta na área. A Inter demonstrava mais ímpeto no início da partida e viu o Milan chegar pela primeira vez com Ibrahimovic chutando de longe, porém, fraco. Logo depois a jogada terminou num chute de Pato que muito bem marcado dentro da área chutou longe.

Aos poucos o Milan adquiria a posse de bola e segurava melhor as investidas da Inter. Aos 19 minutos, a cobrança de escanteio ensaiada foi rasteira e chegou aos pés de Boateng que não acertou o chute e a bola foi por cima do gol. Os minutos seguintes foram disputados e com algumas oportunidades para ambos os lados, contudo, sem grande perigo de gol.

Os minutos finais do primeiro tempo reservaram as "grandes chances" para os dois times. Aos 39 minutos, o cruzamento na área parou nos pés de Ricardo Álvarez que teve que agir rápido, mas o chute foi fraco e em cima do goleiro Abbiatti. Com 44, o Milan respondeu. A boa jogada milanista passou pelos pés de Pato e terminou no chute de van Bommel que próximo à grande área acertou o travessão, - a 17º vez do Milan na competição - e no rebote, Emanuelson pegou de primeira e Júlio César defendeu jogando a bola pra escanteio.

Antes do início da partida, um minuto de silêncio devido
ao acidente do transatlântico na última semana FOTO: Reuters 
A segunda etapa começou com tudo para o Milan que tentava chegar mais ao gol, mas a defesa interista sempre bloqueava as jogadas adversárias. A Inter respondeu com jogada criada pela direita e na invertida de bola, era certo que Abate dominaria a bola o que não aconteceu. Com a pelota passando direto, Milito aproveitou seguiu até o gol com três toques e chutou no canto contrário de Abbiatti. A bola ainda bateu na trave antes de entrar e abrir o placar no San Siro.

Os jogadores milanistas sentiram o gol e diminuíram um pouco o ritmo. Somente com a entrada de Robinho no lugar de Zambrotta que a equipe melhorou. Em várias tentativas tentou empatar. Numa delas, já aos 37 minutos, Seedorf que também entrou na partida, chutou forte, Júlio César defendeu e no rebote tirou com os pés no chute de Robinho. Nos acréscimos do árbitro, só pressão da equipe rossonera que de nada adiantou e a vitória acabou ficando com o rival no “derby della Madonnina".

Ficha Técnica
Milan 0 x 1 Inter





Local: Estádio San Siro, Milão, Itália
Data: 15 de janeiro de 2012, domingo
Horário: 17:45 horas (de Brasília)
Árbitro: Daniele Orsato (ITA)
Cartões Amarelos: Boateng (Milan) aos 64, Nesta (Milan) aos 68, Motta (Inter) aos 89 e El Shaarawy (Milan) aos 92.
Cartões vermelhos: Nenhum
Gols: Diego Milito (Inter) aos 54.

Times 

Opinião
As duas escalações fugiram um pouco do habitual. Emanuelson como um meia ofensivo no lugar de Boateng que jogou na linha de volantes do Milan. Esse foi o erro de Allegri que viu um Milan disposto, criando boas jogadas, mas não concluindo-as com perfeição. Após o gol da Inter na falha de Abate, o time se acomodou ao invés de revidar. A coisa mudou com a substituição, no entanto o gol de empate não saiu. Na Inter, Ricardo Álvarez deixou Sneijder no banco, fez uma boa partida, mas nada além disso. Milito contou com a sorte na hora de fazer o gol e foi o “camisa nove” que é na finalização, dando a vitória à equipe interista.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Em jogo com homenagem a Marcos, Carmona faz gol no último lance e Palmeiras vence Ajax

Por si só o amistoso entre Palmeiras e Ajax já tinha tudo para ser um jogão, já que era o primeiro da história. Soma-se a isso, essa foi a primeira partida após o anúncio da aposentadoria de Marcos. No dia que o eterno ídolo do verdão viu cinco mil pessoas realizarem uma procissão a ele, o "São Marcos" recebeu diversas homenagens da torcida, que gritava seu nome. 

Em campo, todos os jogadores do verdão entraram com o nome do goleiro nas costas. E Marcos viu da arquibancada do Pacaembu, um Palmeiras disposto, assim como seu adversário. A bola penou a entrar nos 90 minutos de jogo, mas no último lance do jogo, Pedro Carmona cabeceou para o fundo das redes, dando a vitória para a equipe brasileira.
Pedro Carmona e Maikon Leite comemoram o único gol da partida marcado no último minuto FOTO: Marcos Ribolli 
Jogo
O embate começou agitado e foi assim durante quase toda a primeira etapa. Com cinco minutos, duas chances de gol para cada lado. Nas principais delas, Eriksen quase marcou para Ajax, e para o Palmeiras, Luan aproveitou o escanteio cobrado por Marcos Assunção e carimbou a bola na trave. Em seguida, o Ajax mostrava disposição principalmente com os rápidos Lodeiro e Sulejmani. Ambos criaram algumas oportunidades, porém, sem assustar tanto o goleiro Deola que ia bem nas defesas. Numa dessas jogadas, aos 13 minutos de Jong aproveita o rebote e quase marca.

O primeiro gol do jogo chegou perto para o Palmeiras após cobrança de falta de Marcos Assunção. O volante bateu em direção ao gol e com desvio de cabeça, a bola quase entrou, mas Veermer fez ótima defesa aos 30 minutos de jogo. Dois minutos depois, Márcio Araújo partiu com a bola dominada, chegou a área adversária e sem ter muito o que fazer, arriscou o chute que passou pelo lado do gol.

O jogo diminuiu um pouco de ritmo, mas o Palmeiras ainda chegava mais. Depois da bobeada da defesa holandesa, Valdívia aproveitou que o goleiro Veermer não estava no gol e tentou encobri-lo, no entanto o chute encobriu o goleiro e a trave, indo para fora. O verdão marcava melhor e o Ajax pouco chegou nos minutos finais da primeira etapa. Valdívia cavou uma falta que Marcos Assunção cobrou, a bola passou rente a trave.

Homenagem da torcida ao goleiro Marcos que se aposentou nesta semana FOTO:  Marcos Ribolli
O segundo começa com as equipes bastante modificadas. São três alterações no Palmeiras, Fernandão, Gerley e Maurício Ramos entraram nos lugares de Ricardo Bueno, Juninho e Leandro Amaro, respectivamente. No Ajax, cinco jogadores entraram, entre os que saíram, estavam Eriksen e Lodeiro.

O intervalo apagou o fogo da partida e o jogo recomeçou morno. Com as substituições sem o ritmo da partica, os lances de gol diminuíram. Com quase quinze minutos e a posse de bola do Palmeiras resulta no chute de longe de Valdívia que não assusta o goleiro Cillensen. Sem grande perigo para os dois goleiros o jogo continuava no zero a zero. Pedro Carmona tentou tirar o resultado do zero aos 30 minutos. Com a bola na direita, cortou para dentro e chutou de esquerda, a bola passou perto da gaveta, mas foi para fora, somente assustando o goleiro holandês.

O verdão chegou mais duas vezes. Com o atacante Fernandão roubando a bola e arriscando de esquerda a bola passou perto da trave. E Maikon Leite arriscou da ponta direita, mas o chute foi fraco. O Ajax respondeu com o russo Bulykin que deu uma meia-lua no zagueiro Maurício Ramos, mas sem ângulo tentou o chute e acertou a rede pelo lado de fora. Quarenta minutos, Luan rouba a bola no meio campo e abre para Maikon Leite na direita. O camisa 7 puxa para a esquerda e chuta colocado rasteiro, a bola passa perto da trave assustando a torcida palmeirense que quase gritou gol.

Um minuto depois, Maikon Leite teve a mesma oportunidade, mas escorregou na jogada. No mesmo lance, o volante Classen chutou da entrada da área e obrigou ao goleiro Deola a fazer uma bela defesa. A torcida gritava o nome do goleiro e pouco depois, em mais uma tentativa do Ajax, Deola fez mais uma defesa no chute de Aissati. Quanto o resultado do jogo parecia ser mesmo zero a zero, o juíz deu quatro minutos de acréscimo, devido às inúmeras substituições.

O Palmeiras teve Luan, um dos poucos que jogou a partida inteira. O camisa onze recebeu a bola na esquerda e cruzou na área, o meia Pedro Carmona chegou com tudo de cabeça e Cillensen não defendeu a bola tocou o fundo das redes para delírio da torcida do verdão que pode gritar gol no último lance da partida.

Ficha Técnica
Palmeiras 1 x 0 Ajax





Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 14 de janeiro de 2012, sábado
Horário: 17 horas (de Brasília)
Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza (SP)
Assistentes: Renata de Brito e Gustavo Rodrigues de Oliveira (ambos de SP)
Cartões Amarelos: Enoh, Vertonghen, Alderweireld e Bouy (Ajax); Marcos Assunção (Palmeiras)
Público: 25.432 no total
Renda: R$ 785.964,00
Gols: Pedro Carmona (Palmeiras), aos 48min do 2º tempo.

Times




Opinião
No primeiro jogo do Palmeiras no ano, um amistoso de testes contra um adversário forte, vindo da Holanda. Com o técnico Luis Felipe Scolari em seu segundo ano dirigindo o Palmeiras desde o início do ano, as esperanças de que essa pode ser uma ótima temporada são grandes, isso esquecendo o que foi o ano passado no clube. As contratações que o clube precisava, não aconteceram. Juninho chegou para a lateral esquerda no lugar de Gabriel Silva, nada mais que preciso. O zagueiro Adalberto Román é pouco para o clube. No gol, Deola é titular absoluto, agora que Marcos aposentou. Cicinho na direita jogou bem, foi um dos melhores do Palmeiras. Juninho na esquerda, veremos, mas deve ser bastante funcional, ganhou a Bola de Prata da Placar ano passado.

Na zaga, Henrique continua, jogando o que jogou em 2008 já está ótimo. Thiago Heleno irá ser seu parceiro depois que retornar de contusão e jogando o que jogou em alguns jogos na temporada passada, já está acima do seu limite. A dupla de volantes, na minha opinião não deixa nada a desejar, é só jogar o que sabe: Marcos Assunção e Chico, este último como primeiro volante. Do meio pra frente, é jogar com o que tem: Maikon Leite com a 7 pela direita, Valdivia com a 10 pelo meio, Luan com a 11 pela esquerda e Ricardo Bueno com a 9 como o "goleador" que a torcida do verdão tanto torce pra que chegue um e seja, mas que dificilmente acontece. 

No banco, Bruno, o contratado Román ou Maurício Ramos, Gerley, Márcio Araújo, Daniel Carvalho, Pedro Carmona e Fernandão. Se algum dos titulares se machucarem, não confio em nenhum dos reservas para supri-los à altura, que dependendo do que vem acontecendo, nem seria "tão grande" essa altura. Isso porque Valdivia não mostrou nada desde quando voltou, Maikon Leite ainda não mostrou a que veio e Luan é criticado com razão, às vezes joga, faz seus gols, mas na maioria das vezes só compromete e o "camisa nove" Ricardo Bueno é o que resta para marcar os gols que a equipe precisa, apesar de seu contrato ir até maio deste ano.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Jogos da Seleção Brasileira no 1º Semestre de 2012

Confira abaixo os jogos da seleção brasileira nesse primeiro semestre, confirmados pela CBF.

28/02/12 Brasil x Bósnia Herzegovina – Suíça
26/05/12 Brasil x Dinamarca – Hamburgo, Alemanha
30/06/12 Brasil x Estados Unidos – Boston ou Washington, Estados Unidos
03/06/12 Brasil x México – Dallas, Estados Unidos
09/06/12 Brasil x Argentina – New Jersey, Estados Unidos

Cinco partidas já foram confirmadas pela CBF, todas elas serão realizadas no primeiro semestre.
Nenhuma no Brasil, nenhuma seleção “ruim”, mais um confronto contra a Argentina.
Três seleções estiveram na última Copa do Mundo, Dinamarca, Estados Unidos e México.
Os confrontos contra os países da Ámerica, serão todos nos Estados Unidos.
Atenção para a ascendente seleção da Bósnia Herzegovina e para a sempre perigosa Dinamarca, ambas realizaram uma boa campanha na qualificação para a Eurocopa 2012.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Premiação da Bola de Ouro da FIFA

Lionel Messi é mais uma vez o melhor jogador do mundo. Pelo terceiro ano consecutivo. Alguma surpresa? Nenhuma. Porém, o fato é que a diferença para Cristiano Ronaldo, neste ano que passou é mínima, isso em campo, pois na porcentagem dos votos, Messi teve mais da metade se comparado à Ronaldo.

O gajo português fez gol a beça na temporada passada e ainda mantém essa marca. Messi não fica muito atrás, mas, conta com um elenco mais entrosado e com Xavi – outro que figurou entre os três primeiros – Iniesta, Villa, Puyol, Piqué, Fabregas e Guardiola no comando do time, convenhamos que não fica muito difícil para o argentino superar o português que fez o gol da única vitória madrilista nos acréscimos da Copa do Rey, mas que ainda falta brilhar num jogo decisivo.

Ou seja, para Messi é mais fácil que para Cristiano Ronaldo, no entanto, Ronaldo não brilha, decide, arranca aplausos numa “final”. E Xavi? Bem, o cara é o cérebro do Barcelona. Sinceramente, não imaginava que ele um dia chegaria a ter esse status, mas depois de ser o motor da Espanha campeã na Eurocopa 2008 e na Copa 2010 e porque Messi ainda vai ganhar mais “Bolas de Ouro”, acho que neste ano, o prêmio deveria ir para ele que sustenta e muito o futebol do argentino que na minha opinião, superará Maradona no final da carreira, mas com uma condição: Tem que fazer milagres na seleção argentina e no mínimo, levá-la até uma final de Copa.

A seleção do ano escolhido pela FifPro é quase perfeita, com a exceção de um jogador: Sérgio Ramos. Não que ele não mereça, mas colocar um lateral direito/zagueiro na lateral esquerda é o fim da picada. O futebol pode até estar carente nessa posição, no entanto, nada justifica fazer isso. A seleção escolhida foi: Casillas, Daniel Alves, Piqué, Vidic e Sérgio Ramos; Xavi, Xabi Alono, Iniesta; Messi, Rooney e Cristiano Ronaldo.
Lionel Messi conquista pela terceira vez a Bola de Ouro da FIFA FOTO: Getty Images
Outro fato dessa Bola de Ouro da FIFA é a unificação do prêmio de Melhor Jogador do Mundo FIFA e da Bola de Ouro da Revista France Football. Desde 1991, pode-se dizer que dois jogadores foram “melhores do mundo” no mesmo ano e jogadores como Schevchenko, Nedved, Owen, Mathias Sammer, Stoichkov e Jean-Pierre Papin teriam seus nomes na galeria, desbancando alguns brasileiros e duas conquistas de Zidane.

E a Marta? Olha, pra quem esperava que ela seria “invencível” no quesito melhor jogadora do mundo, enganou-se e uma japonesa (quem diria) a superou. Apareceu do nada e já levantou uma taça para a seleção, algo que Marta ainda falta conseguir. Isso reflete na importância que a CBF dá ao futebol das meninas. E a declaração da jogadora Thaís, ex-Santos dizendo que “um time como o Santos que tem 3 milhões para pagar o Neymar e não tem 1% do salário dele para fazer com que o futebol feminino cresça” mostra a realidade. A CBF não apóia, o principal time acaba e para continuar a jogar, tem que ir para a Coréia do Sul, como é o caso da Thaís.

O vencedor de melhor técnico para Guardiola nem precisa ser comentado. É o mesmo que foi dito para Messi, para Xavi e para o Barcelona de modo geral. Campeão da Liga dos Campeões em cima do Manchester United e campeão do mundo já diz tudo. O Manchester, que é para mim a segunda melhor equipe do mundo no momento, apesar de ter passado por alguns momentos difíceis nessa temporada, como a eliminação na fase de grupos da Champions – teve Sir Alex Ferguson vencendo o Prêmio Presidencial da FIFA pela contribuição ao futebol, muito pelos seus 25 anos sendo técnico de uma mesma equipe.

O gol mais bonito não foi de Messi, nem de Rooney foi de Neymar, o gol foi lindo, partiu do meio-campo, tabelou, driblou mais um e marcou. Rooney disse que ficou perplexo. Prefiro gols assim que os de bicicleta, voleio, etc., apesar que o do camisa 10 do Manchester United foi especial e fantástico. No entanto, os três “craques” tiveram seus gols entre os três melhores, mas não que merecessem. Teve muito gol mais bonito de jogador “comum” que não apareceu, mostrando que jogador mediano, em liga “pequena”, pode fazer maravilhas, mas não tem vez.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Barcelona arrasador marca quatro vezes, aniquila o Santos e confirma que é a melhor equipe do mundo

O jogo mais aguardado do ano terminou em show. Show do Barcelona em Yokohama no Japão que liquidou a partida já no primeiro tempo de jogo. Com gols de Fabregas, Xavi e Lionel Messi a equipe liderada por Pep Guardiola marcou três gols, praticamente acabando com o ânimo santista que já assimilava a derrota e assumia: Sim, eles são os melhores do mundo. O Santos foi mero espectador do jogo no segundo tempo, não esboçou reação nenhuma e a principal arma da equipe, Neymar, pouco fez diante da marcação catalã e quando teve a bola nos seus pés para marcar, não o conseguiu.

Nem começara a partida e a surpresa antes do apito inicial do juiz foi a escalação do Santos. Muricy Ramalho colocou a equipe no 3-5-2 tirando Elano e colocando Léo como ala esquerda. No Barça sem David Villa, Sanchez também não iniciou a partida dando lugar a Thiago Alcântara. Seis minutos iniciais e o Barcelona jogou em pressão sobre o Santos. Tocava a bola, procurava os espaços e chegava sem grandes sustos no gol santista.
Barcelona não deu chances ao Santos e saiu com o título de campeão do mundo FOTO: AP
Contudo, isso mudou num erro de Daniel Alves. O lateral brasileiro passou errado e gerou o contra-ataque santista. Neymar tentou, mas não conseguiu marcar. No mesmo lance, o Barcelona respondeu com Thiago que tabelou com messi e quando ia pegar a bola, se joga querendo pênalti, mas o juiz nada marcou. Cinco minutos depois, aos doze, Messi partiu da direita e cruzou pra dentro. Chutou de esquerda, Rafael defendeu e no rebote Thiago deu um chute fraco e despretensioso para uma seguida defesa do goleiro santista. O Santos chegou com um novo contra-ataque, no entanto Neymar que partia com a bola dormiu no ponto e Daniel Alves tirou a bola sem falta antes de qualquer lance santista.

Em cobrança de falta, Neymar e Ganso ensaiam bela jogada e no chute do camisa dez, a bola vai para fora. Aos 17 o primeiro gol do jogo. Messi tocou para Fabregas que viu Xavi dominar de chaleira. O cérebro da equipe viu Messi correndo, o argentino recebeu a bola e cara a cara com Rafael, surpreendeu tocando por cobertura. O gol animou ainda mais a equipe catalã e sete minutos depois marcou o segundo. Daniel Alves recebeu na direita partiu para a linha de fundo e viu Xavi chegando sozinho na entrada da área. O espanhol dominou e chutou rápido, sem chances para Rafael.

Messi comemora o primeiro gol do jogo FOTO: AFP
Timidamente o Santos respondeu com Borges que aos 26 minutos recebeu passe de Danilo e chutou para o gol, Valdés defendeu com tranqüilidade. Aos 30 minutos Muricy Ramalho tirou Danilo - depois foi sabido de dor no lombar - e colocou Elano, voltando a equipe no 4-4-2. Nessa altura do campeonato a mudança de esquema pouco mudou o jogo. Daniel Alves, mais uma vez ele, recebeu na direita cruzou na área pra Messi. O argentino dominou se livrou da marcação devolveu para Alves que da linha de fundo cruzou. Rafael tirou, mas Xavi cabeceou no rebote. O goleiro santista defendeu novamente, no entanto Fabregas estava lá para colocar a bola no fundo das redes, praticamente liquidando a partida, fazendo três a zero aos 44 minutos da primeira etapa.

O segundo tempo nem começou e o Barcelona quase marcou o quarto gol. Messi seguiu com a bola quase dentro da área e viu a chegada de Fabregas que chutou fraco, mas assustou Rafael que defendeu com as pontas dos dedos. O Santos replicou logo em seguida. Ganso lançou Borges que ganhou na velocidade de Abidal e cruzou de primeira na área e Neymar tentou mas não conseguiu um bom cabeceio.

Xavi fez ótima partida e deixou sua marca FOTO: Reuters
Oito minutos e o Barcelona chegou mais uma vez com Messi, porém, Rafael salvou mais uma. Em seguida, Borges recebeu a bola de Neymar, ela correu demais e o atacante deu chute fraco. Depois, boa jogada trabalhada do Barcelona, a bola passou por Messi e Xavi até chegar na tabela de Fabregas e Iniesta que da entrada da área chutou para fora. A partir daí o jogo ficou mais animado com ambos os lados chegando ao gol. Logo em seguida aos onze, Ganso encontrou Neymar e lançou, o jogador ficou cara a cara com Valdés e tentou por debaixo das pernas, mas Valdés defendeu.

O Santos tentava chegar no gol de Barcelona, porém sem sucesso. Quando chegava , o Barça era mais preciso e assustava mais. Uma, duas vezes a equipe de Guardiola parou no impedimento. Num deles, Daniel Alves - como ponta direita desde o início do jogo - abandonou a banheira e Pedro foi na bola, tocou para o brasileiro que chutou, a bola carimbou a trave. Aos 37 minutos com o Santos morto, o Barcelona chegou ao quarto gol. Daniel Alves dominou o lançamento viu Messi, o argentino recebeu a bola e cara a cara com Rafael driblou rápido o goleiro e marcou seu segundo gol na partida, acabando com o jogo.

Santos 0 x 4 Barcelona




Local: Estádio Internacional de Yokohama, Japão
Data: 18 de dezembro de 2011, domingo
Horário: 08:30 (de Brasília)
Árbitro: Ravhan Irmatov (UZB)
Cartões amarelos: Piqué e Mascherano (Barcelona) e Edu Dracena (Santos)
Cartões vermelhos: Nenhum
Gols: Messi aos 16, Xavi aos 23, Fabregas aos 44 e Messi aos 82 (Barcelona)

TIMES





















OPINIÃO
Não teve chance para o Santos, o Barcelona mostrou sem dúvidas que é a melhor equipe do mundo. Seja jogando no 4-4-2, 4-1-2-1-2, 4-3-3 ou 3-4-3, ou até mesmo jogando como o "carrossel holandês", não importa, o importante é que a equipe mostrou todo o seu talento em campo com Messi, Xavi e Iniesta e cia. Neymar a estrela santista esteve sumido em campo pouco fez diante da marcação catalã. Goleada merecida para o Barça e sofrida pelo Santos, sem choro e com consciência de que é a segunda melhor equipe do mundo e que perdeu para a primeira.


sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Outros Times Espanhóis

Bétis

O time da Andaluzia e arquirival do Sevilla volta à primeira com nove reforços em todas as posições. Um goleiro, cinco defesas, dois meias e a principal, o atacante paraguaio Roque Santa Cruz, emprestado pelo City. A missão é permanecer na primeira.












Espanyol

A equipe da Catalunha ficou a uma colocação da Europa League, porém, a nove pontos. As expectativas podem ter diminuído com a saída de vários jogadores importantes. No entanto, chegaram Weiss, Romaric, Albín, Moreno, Dídac, Pandiani e Rui Fonte.












Getafe

Quase 16 milhões entraram no clube com as vendas de Parejo, Boateng, Albín e Moral. Mesmo assim, a maioria dentre as treze contratações foram de graça. Pedro de León, Guiza, Moyá, Juan e Lacen, foram as principais e chegam para a equipe que quase caiu.













Granada

A equipe que conta no time com vários jogadores emprestados pela Udinese, retorna a La Liga depois de 35 anos. Com o retorno de alguns para Udine, mais de quinze jogadores cheagram, a maioria emprestada. A missão da equipe Andaluza é permanecer.


Levante

O Levante só se levanta da segunda divisão, lugar aonde quase retornou após ficar dois pontos da ZR. O atacante Caicedo foi o único a sair, mas entraram 7,5 milhões. Dentre dez jogadores, chegaram Arouna Koné, Barkero, Farinós, El Zhar e Xavi Torres.












Mallorca

A uma colocação do calvário na segundona, o Mallorca trouxe jogadores para todas as posições. Saíram Webó e de Guzman e chegaram Alfaro e Tissone, boas contratações para suprir ambas as saídas. De graça chegaram Zuiverloon, Cataluyd e Hemed.


Osasuna

Nono na última temporada, o Osasuna lucrou com as saídas de Monreal e Camuñas. Mesmo com essa e outras saídas a equipe ainda é boa e se reforçou com sete jogadores. O volante Raul Garcia é o principal, além do jovem defensor finlandês Jukka Raitala.

Racing Santander

Tenta uma difícil vaga européia, complicada após os empréstimos de Rosenberg e G. dos Santos terem acabado. Ao menos, as contratações foram boas, com Tziolis e Bedia no meio, Picón e Bernardo atrás, Acosta e Stuani na frente e Héctor Cúper no banco.












Rayo Vallecano

Oito temporadas foram suficientes para o “sobe-desce” Rayo Vallecano voltar a primeira divisão. O clube fica em Madrid, sendo a terceira força da cidade, à frente do Getafe. A equipe contratou o brasileiro Pedro Botelho e os atacantes Tamudo e Pacheco.

Real Sociedad

A equipe retornou a primeira divisão e ficou em 15. Mesmo assim, o técnico Martin Lasarde saiu para a vinda de Phillipe Montanier. O goleiro Cláudio Bravo é o trunfo da equipe que emprestou Carlos Vela e McDonald Mariga, as únicas duas contratações.

Sporting Gijón

Os Rojiblancos com mais de 100 anos de história permaneceram em La Liga. O time conta com Manuel Preciado, bastante apreciado pela diretoria e torcida, pois vai para sua sexta temporada no clube. Chegaram os meias Óscar Trejo, Suárez e Ricardo.

Zaragoza

O Zaragoza perdeu Herrera, Uche e Gabi, mas fez várias e boas contratações, gastando pouco mais de 10 milhões. Chegaram o goleiro Roberto, os atacantes Postiga e Luis Garcia, os meias Juarez, Barrera, Zuculini, Micael e Juan Carlos e zagueiro Meira.

Málaga e Athletic de Bilbao

Dinheiro faz muita diferença

Oito contratações do novo dono faz a equipe pretender incomodar os quatro médios clubes

van Nistelrooy: homem gol da equipe FOTO: Reuters
No meio do ano passado, o Málaga foi comprado por 36 milhões de euros pelo sheik Abdullah Al Thani. Um ano depois, ele foi às compras pra implantar na equipe que nunca venceu La Liga o projeto ‘novo Barça’. Brincadeiras com dinheiro à parte, o Málaga é o mais novo-rico da Europa. O ex-técnico do Real Madrid, Manuel Pellegrini comandou a equipe que no meio da temporada obteve Júlio Baptista e Demichelis e tirou-a do descenso. Este ano, obviamente os objetivos são outros. Até pelas nove contratações feitas e 57 milhões gastos, 21 milhões só em Cazorla, meia ex-Villarreal. Ruud van Nistelrooy veio de graça. Chegaram também o volante Toulalan (10 milhões, Lyon), o lateral Monreal (6 milhões, Osasuna) mesmo preço da promessa Isco do Valencia, de onde veio Joaquín (4 milhões). Mathijsen da Holanda, Sanchez zagueiro/lateral e Buonanotte ex-River Plate custaram juntos 10 milhões. É um bom começo.

TÉCNICO
Manuel Pellegrini

TIME-BASE
Caballero, Gaméz, Mathijsen, Demichelis e Monreal; Joaquín, Toulalan, Camacho e Cazorla; Júlio B. e Nistelrooy

PRINCIPAIS TÍTULOS
Nenhum



Aos tempos de vitória

Depois de quase rebaixado há dois anos, equipe que só aceita “bascos” quer voltar às glórias do passado

O artilheiro Llorente continua na equipe FOTO: EFE
Para quem não sabe, o Athletic de Bilbao é a terceira equipe mais vencedora da Espanha. Com 31 títulos na história, o clube é o segundo maior vencedor da Copa do Rey da Espanha com 22 troféus. Porém, a última conquista do clube - que só aceita jogadores do País Basco, na equipe - foi em 84, quando venceu a dobradinha Campeonato-Copa. Nos últimos anos, esteve ameaçada ao descenso, mas chegou ao vice da Copa, indo à Liga Europa. Na última temporada, a equipe retorna mais uma vez a Europa League, com a sexta colocação, somente quatro pontos atrás do Villarreal, último a se classificar na Liga dos Campeões. Para esta temporada, as expectativas é que o bom momento da equipe continue com a permanência dos campeões mundiais Llorente e Martinez e a contratação do selecionável volante Ander Herrera ex-Zaragoza que custou 7,5 milhões de euros e a vinda do ótimo técnico Marcelo “El Loco” Bielsa.

TÉCNICO
Marcelo Bielsa

TIME-BASE 
Iraizoz, Iraola, Amorebieta, San José e Koikili; David López, Herrera, Martínez e Gabilondo; Llorente e Muniain

PRINCIPAIS TÍTULOS
08 Nacionais
21 Copas do Rey